Arquivo para a categoria 'Ciência'

‘Discípula’ Dilma homenageia ‘mestre’ Maria da Conceição Tavares

A economista recebeu o prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 2011 das mãos da presidenta Dilma Roussef e disse estar muito otimista com o Brasil. Emocionada, Tavares revelou que foi Darcy Ribeiro quem lhe convenceu a “virar brasileira de fato”, decisão da qual se orgulha: “Ele disse que ao contrário da Europa, que ele não tinha grandes esperanças, com toda razão, o Brasil ele achava que iria ser capaz de construir uma sociedade mais homogênea, multirracial e mais democrática”.

Vinicius Mansur

Brasília – A economista Maria da Conceição Tavares foi exaltada na cerimônia em que a presidenta Dilma Roussef lhe entregou o prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia de 2011. Na abertura do evento, na manhã desta quinta-feira (17), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, escalou a economista “no time de expoentes da intelectualidade que interpretaram a sociedade brasileira”, ao lado de Gilberto Freire, Celso Furtado, Caio Prado, Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro e Ignácio de Rangel.

“Não é qualquer país que tem o privilégio de contar com uma mulher com a sua força, uma intelectual com o seu brilho e uma militante com a sua lucidez”, elogiou.

O ministro ressaltou as contribuições de Tavares para a formação do pensamento econômico brasileiro, em especial na caracterização do crescimento da economia brasileira nos anos 1960 e 1970 e nas causas da ausência de crescimento nas duas décadas posteriores. Ele também destacou a maneira enfática e consistente com que a economista defendeu a transição do já falido modelo de produção industrial visando a substituição de importações para um modelo auto-sustentável, só possível com investimentos decisivos do setor público. ”A história recente mostrou a falência dos governos em que os ‘booms’ da economia são ditados pelo mercado”, apontou.

Raupp ainda destacou o papel de Tavares na formação de gerações de economistas, que há décadas influenciam ou mesmo definem as políticas públicas no país, e também elogiou o que chamou de “brasilidade”. “Mesmo que tenha nascido em Portugal, Maria da Conceição comporta-se como uma brasileira visceral, autêntica, exemplar para todos os demais brasileiros e brasileiras”, concluiu.

Ao assumir a palavra, emocionada, Tavares revelou que foi Darcy Ribeiro quem lhe convenceu a “virar brasileira de fato”, decisão da qual se orgulha:

“Ele disse que ao contrário da Europa, que ele não tinha grandes esperanças, com toda razão – olha o que está acontecendo, tragédia no meu continente originário -, o Brasil ele achava que iria ser capaz de construir uma sociedade mais homogênea, pluriracial e mais democrática, que ia ter a particularidade de ser a primeira sociedade deste estilo nos trópicos (…) e eu quero dizer que nesse particular, eu estou muito otimista, foi bom ter virado brasileira, foi bom ter feito a luta e é muito bom estar na companhia da minha amiga e querida discípula, a presidenta Dilma e tantos que estão aqui.”

Maria da Conceição Tavares também contou que durante o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu ir para a política “porque não adiantava mais falar nada, até porque a imprensa não nos dava nem um capítulo, tinha cara de neoliberalismo” e caracterizou este período “estranho, porque os participantes daquele governo eram historicamente progressistas” mas mudaram a Constituição – “aquela que nos custou tanto esforço” – em aspectos vitais. “Vocês imaginam o sofrimento que foi, eu arrebentei minha coluna foi aí”, disse arrancando gargalhadas do público.

Tecendo rápidos comentários sobre a conjuntura econômica mundial, a economista elogiou o Brasil por não ter ”entrado em parafuso” com a “crisona que está aí”, dando os créditos deste feito aos dois governos Lula e a continuação com o governo Dilma. “Espero que ela chegue ao fim do seu mandato com a crise vencida e com os caminhos e a estratégia de desenvolvimento desenhada em bom termo. Ou seja, espero morrer feliz por ser brasileira e infeliz por ser europeia. Isso lamento muito, mas acho que não vou conseguir passar a crise européia”, comentou com seu humor particular.

Por sua vez, a presidenta Dilma Roussef iniciou seu discurso considerando-se uma discípula de Tavares e elogiando seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil e da América Latina. “Compromisso que sempre cumpriu tratando a economia como ela deve ser tratada: como economia política”, salientou.

De acordo com a presidenta, não houve momento importante na história do país, nas últimas décadas, sem as considerações da “nossa professora”:

“Nós hoje não admitimos mais a possibilidade de construir um país forte e rico dissociado de melhorias das condições de vida de nossa população, nem tampouco acreditamos mais na delegação da condução de nosso crescimento exclusivamente às forças de auto-regulação do mercado. Crença, aliás, que Maria da Conceição Tavares sempre, corretamente, criticou”.

Prêmio
O Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia completa 30 anos e é realizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em a parceria da Fundação Conrado Wessel e da Marinha do Brasil. Na edição de 2011, o prêmio contemplou a área de Ciências Humanas, Sociais, Letras e Artes.

Maria da Conceição Tavares é a segunda mulher a receber o prêmio, a primeira foi a socióloga Maria Isaura Pereira de Queiroz.

Tavares é graduada em Matemática pela Universidade de Lisboa e em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual é professora Emérita. Fez mestrado na Universidade de Paris II e doutorado em Economia da Indústria e da Tecnologia pela UFRJ. Aeconomista também lecionou nas universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Latinoamericana de Ciencias Sociales da Argentina, Nacional Autonoma do México, Pontifícia Universidade Católica do Chile e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre outras. Foi consultora em instituições como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Instituto Nacional de Investigação Científica (Inic), de Portugal.

Entre os prêmios e honrarias recebidas estão o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Ordem de Bernardo O Higgins, Gran Official, do Governo do Chile, Oficial da Ordem de Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Ordem ao Mérito do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Prêmio BNDES de dissertação de mestrado.

Foi deputada federal pelo PT entre 1995 a 1999.

Fotos: Antonio Cruz/ABr

Carta Maior

Rio+20: Em busca de um civismo planetário

O coordenador executivo da Rio+20, Brice Lalonde analisa, em entrevista especial, os desafios e obstáculos que estão colocados para a conferência. Apesar de todas as adversidades, ele não aposta em fracasso. “Uma das grandes dificuldades que temos hoje está em que dentro da cada país há pouquíssimos negociadores que pensam no planeta, na humanidade em seu conjunto. Eles pensam em seus países e em seus interesses nacionais. Há muito civismo nacional e pouco civismo planetário”, diz Lalonde.

Eduardo Febbro – De Paris

Paris – Um mês e meio antes do início da conferência Rio+20, as perspectivas de que se consiga no Rio de Janeiro uma mudança decisiva para combater os males ambientais do planeta e a pobreza não são muito animadoras. Especialistas de todo o planeta temem que a humanidade seja incapaz de colocar fim à destruição da Terra. Os cientistas que participaram de uma conferência prévia a Rio+20, realizada em Londres, em março passado, disseram que a meta da ONU de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius – adotada há menos de 18 meses – já é inalcançável.

“Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda de biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Estamos entrando claramente na sexta extinção em massa do planeta”, disse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico do Meio Ambiente.

A conferência tem três objetivos: combater esta crise ambiental, erradicar a pobreza e colocar o crescimento em um caminho sustentável, com medidas para estimular a economia verde. Mas, ao contrário do que ocorreu em 1992, ninguém espera um plano global de amplo alcance. As crises financeiras no Ocidente, o quase fiasco da cúpula do clima de Copenhague, em 2009, e as mudanças geopolíticas, com a emergência de China, Índia e Brasil, antecipam um evento de baixo perfil.

No entanto, apesar de todas essas adversidades, Brice Lalonde não aposta em fracasso. Este político francês foi nomeado pelo secretário geral das Nações Unidas como coordenador executivo da Rio+20. Sobre ele recai a responsabilidade de tentar colocar todo mundo de acordo. A busca de consensos em um mar tão agitado está longe de ser um passeio. Militante ecologista, encarregado francês das negociações sobre o clima entre 2007 e 2011, ministro de Meio Ambiente nos governos socialistas entre 1988 e 1992, Brice Lalonde oferece aqui as pautas e os obstáculos de uma cúpula onde, diz, a “noção simplista” do capitalismo dificulta os possíveis progressos.

O Brasil organiza em junho a conferência Rio+20 sobre o desenvolvimento sustentável. A cúpula será realizada vinte anos depois da Cúpula da Terra, realizada também no Rio de Janeiro, em 1992, quando as Nações Unidas criaram dois fóruns para enfrentar a mudança climática e a perda de biodiversidade. Duas décadas mais tarde, o que é preciso fazer para evitar que esse encontro termine sem resultados?

A pergunta que devemos nos fazer consiste em saber se as instituições, a economia e o grande giro que se deu na proteção do planeta e na luta contra a pobreza podem seguir a evolução geopolítica. Em 1992, havia uma situação geopolítica muito especial: o Muro de Berlim acabava de cair e ainda não havia ocorrido a ascensão mundial de China, Índia e Brasil. Hoje, a situação geopolítica é muito diferente em função dessa novidade. Também temos agora o retorno de guerras e conflitos, assim como a crise econômica que nos afeta, o que mostra que as dificuldades são complexas no novo sistema mundial da economia. Outro elemento novo em relação a 1992 é a internet e a tecnologia. Em suma, trata-se de saber se podemos adaptar novas instituições às mudanças da geopolítica e responder as perguntas que são as mesmas que foram feitas em 1992: como vencer a pobreza e proteger o meio ambiente.

A Rio+20 suscita muitas expectativas. No entanto, os observadores mais atentos asseguram que a cúpula servirá apenas para propor algumas pistas. Você disse inclusive que o texto que estava sendo discutido carecia de ambição.

O que vamos fazer talvez seja abrir uma fase para um novo modo de desenvolvimento. Mas, sim, é verdade, falta ambição ao texto. Creio que devemos ir mais rápido, com mais força. Uma das grandes dificuldades que temos hoje está em que dentro da cada país há pouquíssimos negociadores que pensam no planeta, na humanidade em seu conjunto.

Essa é a grande dificuldade?

Sim. Os negociadores pensam em seus países, defendem seus interesses nacionais. Mas em todo esse processo não há um piloto para o planeta. Isso é o que me dá medo. Algum dia será preciso inventar algo para que nos ocupemos daquilo que temos em comum, ou seja, a atmosfera, os oceanos e até o próprio conhecimento. Há muitos, muitos temas que estão mais além da esfera dos interesses nacionais e que o sistema internacional atual não consegue tratar.

Isso significa que, apesar de todas as mudanças climáticas e da consciência cotidiana do que ocorre, ainda não há uma tomada de consciência global de que o planeta é uma história comum e não uma questão meramente territorial?

Não. Em muitos governos ainda não há um civismo planetário. Há muito civismo nacional, muita lealdade nacional, mas a lealdade planetária não está muito presente. No entanto, entre os jovens encontramos muitas pessoas muito comprometidas.

Uma pergunta sobressai deste cenário: a crise ou o planeta? Por acaso a crise carregará o planeta ou este salvará a crise?

O problema está talvez no fato de que esta crise provém de um sistema econômico que não responde à situação. Uma parte da resposta à crise está no que se chama de desenvolvimento sustentável.

Os temas fortes da cúpula são a economia verde e a luta contra a pobreza. Quais são as duas frentes antagônicas e em torno de que pontos gira a controvérsia?

Ah..Não há dois campos nítidos ou afirmados. Dependendo do tema, há maiorias, minorias e oposições. Mas há uma primeira divisão clássica entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. A isto se agrega agora um terceiro ator, que são os países emergentes. Por exemplo, as pequenas cidades africanas não defendem os mesmos interesses que os grandes países como a China defendem. No que diz respeito à economia verde, há vários países que não são nem um pouco entusiastas. Não gostam da expressão, preferindo desenvolvimento sustentável.

Em suma, muitos países querem evitar que a economia verde se transforme em uma forma de levantar obstáculos ao comércio internacional ou que estabeleça novas condições para a ajuda ao desenvolvimento. Associado a isso está o tema da governabilidade, mas esse ponto não traz demasiados problemas. Eu diria que a divisão mais clara está entre os partidários do desenvolvimento e os que afirmam que não pode se continuar assim, que é preciso salvar o planeta. Estamos em busca de uma fórmula que concilie o desenvolvimento e o meio ambiente. Esta é a discussão mais importante e mais difícil de resolver porque está em jogo o meio ambiente mundial e a possibilidade de chegar a um ponto sem retorno. A discussão envolve também aqueles que dizem que o prioritário é a luta contra a pobreza, ou seja, o crescimento econômico, e que não é possível seguir acumulando tantas desigualdades. Este campo argumenta que a questão do planeta tem que ser o passo seguinte.

Mas quem diz crescimento está dizendo consumo dos recursos do planeta. Além disso, no que diz respeito à economia verde, seus críticos advertem, e não sem razão, que isso equivale a introduzir o mercado na ecologia.

Ah! O mercado é um bom servidor, mas um mau chefe. Toda a questão está nisso, em nossa capacidade de organizar o mercado, de fixar regras. Não há mercado sem regras. No momento, há muitas coisas que não estão sendo feitas. Estamos tratando de terminar com os subsídios aos combustíveis fósseis, o que é uma forma de intervir nos mercados, mas não é nada fácil.

Por exemplo, quando se suspende um subsídio desses é preciso recuperar o dinheiro que o Estado dava e dirigi-lo para a ajuda aos mais pobres. O tema dos mercados implica saber como se administram os recursos mais escassos.
Na verdade, é preciso sair do capitalismo mais básico: é preciso dizer que o capital mais importante é o povo e a natureza. O povo e a natureza são os elementos número um do capital. Não se deve sacrificar esse capital em benefício do pequeno capital monetário das empresas. Como você sabe, existem muitas empresas que financiam campanhas contra o desenvolvimento sustentável. Há uma enorme batalha em torno disso. Existem interesses econômicos que trabalham no curto prazo e que devem ser combatidos.

Mas, 20 anos depois da conferência do Rio, hoje há um poderoso ator que antes não existia: a sociedade civil.

A sociedade civil é um grande aliado, tanto para mim como para o Brasil, que organiza a conferência. Temos uma necessidade absoluta da sociedade civil. Associações, cientistas, professores, em suma, todos aqueles que trabalham pelo planeta são essenciais. Mas também as regiões, as municipalidades e as cidades ocupam um lugar destacado neste trabalho. Quando uma cidade fixa as regras urbanistas, isso também é importante. A sociedade civil será então um ator muito importante, não só porque estará presente, mas também porque vai participar de um novo caminho de negociação. Trata-se dos “diálogos sobre o desenvolvimento sustentável”. O Brasil e a ONU fizeram um grande esforço para criar um novo tipo de conferência onde não estejam só os diplomatas de cada país, mas a sociedade civil em seu conjunto.

Tradução: Katarina Peixoto

Carta Maior

CRIAÇÃO DE BANCO NACIONAL DE DNA DE CRIMINOSOS VIOLENTOS É APROVADA NO CONGRESSO

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria um banco nacional de DNA dos criminosos violentos. De acordo com o projeto do o material coletado será sigiloso e os perfis genéticos seguirão normais constitucionais internacionais de direitos humanos. O projeto vem realizar uma exigência dos peritos criminais federais e pais e parentes das vítimas de estupros e assassinatos executados por maníacos.

O projeto que é de autoria do senador Ciro Nogueira (PP/PI), tem como objetivo instituir no Brasil uma unidade central de informações genéticas, gerenciada por uma unidade oficial de perícia criminal, formada por vestígios humanos como sangue, sêmens, unhas fios de cabelos deixados nas cenas dos crimes que poderão ser usados pelas autoridades policiais e do Judiciário nas investigações. 

Para o senador Ciro Nogueira, cujo projeto tem como ideia o que já ocorre em outros países, o banco nacional de DNA auxiliará a diminuição da impunidade no Brasil.

“Evidências biológicas são frequentemente encontradas nas cenas de crimes, principalmente aqueles cometidos com violência. O DNA pode ser extraído dessas evidências e estudado por técnicas moleculares no laboratório, permitindo a identificação do indivíduo de quem tais evidências se originaram.

Obviamente que o DNA não pode por si só provar a culpabilidade criminal de uma pessoa ou inocentá-la, mas pode estabelecer uma conexão irrefutável entre a pessoa e a cena do crime. Atualmente, os resultados da determinação de identificação genética pelo DNA já são rotineiramente aceitos em processos judiciais em todo o mundo”, disse Ciro Nogueira.

Agora, a matéria segue para sanção da presidenta.

CONTINUA HOJE O JULGAMENTO DA AÇÃO QUE PEDE A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO PARA GRAVIDEZ DE ANENCÉFALO

Continua hoje, dia 12, a partir das 14h, o julgamento da ação que pede a descriminalização do aborto no caso de gravidez de feto anencéfalo. O julgamento foi suspenso ontem, dia 11, depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, suspendeu a sessão.

Apesar da suspensão seis ministros, dos onze, já votaram, sendo que cinco a favor que a mulher opte pela paralisação da gravidez, e um pela negação. Os seis ministros que votaram a favor do direito da mulher decidir sobre a interrupção da gravidez foram os ministros Marco Aurélio Mello, relator que justificou seu voto favorável citando a Bíblia e a Igreja Católica, Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Luiz Fux e Carmen Lúcia. O que votou contra foi o ministro Ricardo Lewandowsky.

Os ministros que faltam votar, e provavelmente, votaram hoje, são os ministros Ayres Brito, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cezar Peluzo. O ministro Dias Toffoli se julgou impedido de votar porque, segundo ele, quando era advogado-geral da União (AGU) defendeu a interrupção da gestação de fetos anencéfalos.

O ministro relator, Marco Aurélio de Mello, leu seu voto durante 2 horas e 15 minutos e disse que era procedente a ação em julgamento.

“O Estado não é religioso nem ateu. O Estado é simplesmente neutro. O direito não se submete a religião.

Estão em jogo a privacidade, a autonomia e a dignidade humana dessas mulheres. Hão de ser respeitadas as que optam por prosseguir a gravidez quanto as que prefiram interromper a gravidez para pôr fim ou minimizar um estado de sofrimento.

Não se pode exigir da mulher aquilo que o Estado não vai fornecer por meio de manobras médicas”, se pronunciou o ministro Marco Aurélio de Mello.

DEPUTADOS QUE SE DIZEM CRISTÃOS QUEREM QUE O SENADO ABRA PROCESSO CONTRA O MINISTRO MARCO AURÉLIO

Alegando que o ministro Marco Aurélio de Mello ao emitir sua posição antecipada sobre os fetos anencéfalos contrariou artigo da Lei Orgânica da Magistratura, que proíbe juízes de manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento, deputados que se dizem cristãos, por participarem da chamada Frente Parlamentar Evangélica e Católica, querem que o Senado abra processo contra o ministro.

Os deputados que se dizem cristãos entregaram ao presidente do Senado Senador, José Sarney, documento pedindo a instalação de uma comissão para julgar o ministro Marco Aurélio de Mello. Por sua vez, o senador Sarney já mandou o documento à Advocacia Geral do Senado, que determinará p parecer. De acordo com a Secretaria Geral da Mesa, com base nesse parecer, a Mesa Diretora decidirá se arquiva ou dá prosseguimento ao processo.

Argumentando contra a posição do ministro o deputado que se diz cristão Marco Feliciano (PSC/SP) disse que o ministro Marco Aurélio fez o que não deveria e que seu voto pode ajudar a aprovar a descriminalização do aborto, o que levará ao “assassinato em massa de crianças”.

“O ministro Marco Aurélio fez algo que não deveria. Ele antecipou o seu voto antes do julgamento, estimulando os ministros do STF a seguir seu voto.

Uma decisão favorável nesse caso pode levar no futuro à legalização do aborto no país e o assassinato em massa de crianças em nosso país”, afirmou profeticamente o deputado-pastor que se diz cristão.

Cristo sempre foi Logos, a inteligência do discurso, mas o deputado-pastor que se diz cristão mostrou que o texto que reverbera é simplesmente vazio de Logos. Ele afirma que o voto antecipado do ministro influenciou o voto dos outros ministros, uma prova nada cristã porque elimina a inteligência e o arbítrio destes ministros.

O deputado-pastor Feliciano não foi qualquer coisa de feliz quando condenou a antecipação do voto do ministro deixando entender que se ele não tivesse demonstrado sua posição seu voto seria contrário. É o que dar apenas se dizer cristão.

Por sua vez, o ministro Marco Aurélio de Mello, respondendo aos deputados que se dizem cristãos, afirmou que só se curva à sua ciência e sua consciência.

“Para deferir a liminar, tive de revelar o meu conhecimento. Não tenho culpa se não mudei de opinião até aqui e se só me curvo à minha ciência e minha consciência”, pirraçou o ministro. 

Aborto não é um prazer e deve ser um direito

A luta pela positivação do direito da interrupção de gravidez indesejada, enquanto indesejada, é requisito inegociável não só da luta das mulheres, mas do estado de direito moderno, que sobrepujou a tralha jusnaturalista da constituição moderna do conceito de Estado de Direito.

Katarina Peixoto

Não conheço uma mulher que tenha abortado e que tenha saído saltitante ou mesmo tranquila depois de consumado o ato. E mesmo mulheres que, como eu, são no mínimo agnósticas. Abortar é doloroso, é incapacitante em alguma medida um tanto indizível, adoece a alma, machuca, interdita coisas. Aborto não é motivo de alegria para ninguém.

As razões por que um aborto dói variam e não importa exatamente quais. Não interessa: pode ser que alguma mulher se sinta aliviada ou que não se deprima depois de um procedimento de interrupção de gravidez e não há razão que autorize a acusação de imoralidade sobre essa pessoa, menos ainda de delinquência.

Evitar o sofrimento nem sempre implica não sofrer. Aliás, quase nunca, ensina a experiência. Evitar mais sofrimento pode implicar menos sofrimento. Esta talvez seja uma alternativa decente e no caso do aborto parece ser uma alternativa compromissada com a vida.

A mulher tem essa prerrogativa historicamente bizarra de ter o seu corpo e o seu prazer sexual invadidos pelos dispositivos morais que parasitam as sociedades adoecidas de religião. Dispositivos morais religiosos, como aprendemos nas escolas, não são necessariamente dispositivos éticos. Entre o costume e a decência a regra é a distância, não a proximidade.

No caso do aborto a regra tem sido a indecência, a indignidade e a covardia. Os números são escabrosos de mulheres mortas por falta de reconhecimento de um direito elementar, de uma prerrogativa da igualdade de direitos.

Não é demais, infelizmente, lembrar que somente mulheres muito pobres morrem por conta de aborto. E que médicos enriquecem no mercado ilícito de abortos limpinhos, em que cometem as suas obrigações naturais sobre as quais não pode haver imputação penal ou civil, em caso de erro médico, por exemplo.

A Política brasileira parece que amadurece quando as forças das trevas se manifestam com liberdade. Por mais paradoxal que isso soe, o que se passa parece mais com um avanço do que com uma ameaça ou com um retrocesso.

O espanto que pastores evangélicos ou que um bispo revisionista do holocausto podem causar hoje na sociedade é muito bem vindo. Um pastor ministro causar rebuliço nas bases que apoiam o governo federal é uma coisa que tem um lado luminoso, obviamente que na oposição a tal gesto infeliz.

Durante os anos de resistência à ditadura e de reconstrução da democracia brasileira, as agendas dos direitos civis e das liberdades políticas eram prerrogativas de guetos. Quem defendia o meio ambiente, os gays, as mulheres, as crianças e a laicidade do estado republicano eram setores em regra ligados às esquerdas partidárias, não só do PT, mas do PMDB, do PSDB, do PSB e etc. A grande agenda era o controle inflacionário, a distribuição de renda, o crescimento econômico, a dívida externa, o desenvolvimento, a fome, a miséria, a destruição da esfera pública estatal, a privatização, a não privatização, a industrialização, a desindustrialização. E a pequena grande agenda de ocasião midiática era e segue sendo a corrupção, mas ela, como se sabe, é sempre ou quase sempre cortina de fumaça, vide o molequinho, o jornalista e o editor organizados com o contraventor lá de Goiânia.

O mundo dos direitos civis e das liberdades políticas parecia um tanto distante da “vida real” brasileira e hoje, passadas décadas de refazimento do quadro democrático institucional do país, finalmente demos um passo adiante.

Ao contrário do que apressadamente se pode perceber, Malafaias e Crivellas emergiram como exceções e diferenças frente aos avanços democráticos. E por isso, e unicamente por isso eles se tornaram publicamente repugnantes. Porque a existência desses lixões religiosos sempre parasitou a vida simbólica e cultural do Brasil. Este é um país católico e protestante, evangélico, místico, desde sempre.

Quando é que a República se tornou um valor reivindicado com tamanha clareza e ira? Hoje, não por acaso quando o fim da miséria e da fome endêmica e a estabilidade democrática se tornaram possibilidades reais no horizonte.

Defender o casamento gay no Brasil, hoje, não é mais uma idiossincrasia dos malucos da Quarta Internacional, mas uma agenda defendida por quem tem tico e teco em bom estado mental e moral. E isso é bom. É motivo de reflexão e de reconhecimento do quanto avançamos nos requisitos materiais e políticos do exercício pleno da democracia. Não estou dizendo com isso que é bom ter religiosos na base do governo nem mesmo que é razoável ter religiosos num partido de esquerda. Mas o meu jacobinismo sem guilhotina é decerto muitíssimo menos relevante que o estado das coisas no país, hoje, e sobretudo, do que o direito das mulheres interromperem gravidez indesejada.

Defender a abertura dos arquivos da ditadura militar brasileira, a resistência a Belo Monte e defender o escárnio e a desmoralização dos parasitas religiosos da Política virou um lugar comum de quem sabe e sobretudo de quem vive o estado de direito no cotidiano. Não se trata mais de uma coisa de hippies, de militantes profissionais partidários e nem de estudantes de graduação de direito bem formados na tradição republicana e, vai de si, antijusnaturalista.

Defender o direito da mulher à interrupção de gravidez indesejada anda de par com o horror trivial que sentimos frente à isenção tributária de instituições religiosas, e à repulsa que Malafaias e Dom Dadeus Grings causam em nossos fígados. Essa gente não tem mais lugar de direito “natural”, misturados, indiferentes, entre quem se julga democrático e leva a sério as próprias crenças.

Para quem é capaz de ler um livrinho por ano, a defesa desse direito das mulheres e da sociedade se tornou intuitiva. E isso é muito bom.

Também não é estranho que o STF esteja ainda às voltas com o debate sobre a legitimidade da interrupção de gravidez em caso de anencefalia, embora seja em si mesmo algo lamentável, pelo atraso e pela insuficiência da demanda. O Judiciário é e em certa medida deve ser um poder retardatário. O direito vem depois da história e na melhor das hipóteses, que é aquela legada pelo positivismo jurídico, ele vem junto com a história e pode, então, fazer história no sentido esclarecido, isto é, racional, da palavra.

O que se tornou estranho e inaceitável é a acusação de indecência, de imoralidade e de crime sobre nós, mulheres, que já abortamos ou que podemos vir a abortar. Tornou-se estranho mesmo, muito mais estranho e indecente do que o era há dez ou quinze ou vinte anos atrás. Não nos esqueçamos que a esquerda brasileira sempre foi predominantemente católica, para a sua desgraça.

O jusnaturalismo que saiu do armário militantemente desde as últimas eleições presidenciais é a maior ameaça ao processo democrático em curso no país. O jusnaturalismo é irmão do fascismo e inimigo da democracia. Por isso, também, a luta pela positivação do direito da interrupção de gravidez indesejada, enquanto indesejada, é requisito inegociável não só da luta das mulheres, mas do estado de direito moderno, que sobrepujou a tralha religiosa da constituição moderna do conceito de Estado de direito.

À Fé o que lhe é de direito, e ao Direito o que lhe é de Direito, cada um na sua, como deve ser, segundo a Constituição Brasileira. Nenhuma mulher deve respeitar juridicamente o que um padre, um pastor ou pai de santo lhe recomenda nos seus templos. Quem leu Tomás de Aquino e entendeu alguma coisa pode saber disso.

Aborto não é prazer, nem é pecado. Aborto deve ser um direito, nada menos e nada mais.

(*) Bacharela pela Faculdade de Direito do Recife, Mestre em Filosofia, Doutoranda em Filosofia Moderna, na UFRGS, sub-editora e tradutora da Carta Maior.

Nova cosmologia e libertação

Por Leonardo Boff

Tempos atrás o Museu Americano de História Natural fez uma consulta entre biólogos perguntando se eles acreditavam que estávamos no meio de uma extinção em massa. 70% responderam positivamente que sim. O renomado cosmólogo Brian Swimme, autor junto com Thomas Berry de uma das mais brilhantes narrativas da história do Universo (The Universe Story,1992) foi perguntado o que poderíamos fazer, respondeu: “O universo já vem, há tempos, fazendo a sua parte para deter o desastre; mas nós temos que fazer a nossa. E o faremos mediante o despertar de uma nova consciência cosmológica, vale dizer, se ajustarmos nossas condutas à lógica do Universo. Mas não estamos fazendo o suficiente”.

Que quer dizer esta resposta? Ela acena para uma nova consciência que assume a responsabilidade coletiva com referência à proteção de nossa Casa Comum e à salvaguarda de nossa civilização. E ajustar nossas condutas à lógica do Universo significa responder aos apelos que nos vem do assim chamado “princípio cosmogênico”. Este é o que estrutura a expansão e a autocriação do universo com todos os seus seres inertes e vivos. Ele se manifesta por três características: a diferenciação/complexificação; a subjetividade/interiorização; e a interdependência/comunhão.

Em palavras mais simples: quanto mais o universo se expande, mais se complexifica: quanto mais se complexifica mais ganha interiorização e a subjetividade (cada ser tem seu modo próprio de se relacionar e fazer a sua história) e quanto mais ganha interiorização e subjetividade mais os seres todos entram em comunhão entre si e reforçam sua interdependência no quadro de um pertencimento a um grande Todo. Comentam Berry/Swimme: “Se não tivesse havido complexidade (diferenciação), o universo ter-se-ia fundido numa massa homogênea; se não tivesse havido subjetividade, o universo ter-se-ia tornado uma extensão inerte e morta: se não tivesse havido comunhão, o universo ter-se-ia transformado num número de eventos isolados”.

Nós teólogos da libertação, em quarenta anos de reflexão, temos tentado explorar as dimensões econômicas, sociais, antropológicas e espirituais da libertação como resposta às opressões específicas. No contexto da crise ecológica generalizada, estamos tentando incorporar esta visão cosmológica. Esta nos obrigou a quebrar o paradigma convencional com o qual organizávamos nossas reflexões, ligadas ainda à cosmologia mecanicista e estática. A nova cosmologia vê diferentemente o universo, como um processo incomensurável de evolução/expansão/criação, envolvendo tudo o que se passa em seu interior, também a consciência e sociedade.

Em termos do princípio cosmológico, libertação pessoal significa: libertar-se de amarras para sentir-se em comunhão com todos os seres e com o universo, fenômeno que os budistas chamam de “iluminação” (satori), uma experiência de não-dualidade e que São Francisco viveu no sentido de uma irmandade aberta com todos os seres. Em termos sociais, a libertação, à luz do princípio cosmogênico é: a criação de uma sociedade sem opressões onde as diversidades são valorizadas e expandidas (de gênero, de culturas e caminhos espirituais). Isso implica deixar para trás a monocultura do pensamento único na política, na economia e na teologia oficial. Este é o principal fator de opressão e de homogeneização.

A libertação requer também um aprofundamento da interioridade. Esta já não se satisfaz com o mero consumo de bens materiais; pede valores ligados à criatividade, às artes, à meditação e à comunhão com a Mãe Terra e com o Universo. A libertação resulta do reforço da “matriz relacional” especialmente com aqueles que sofrem injustiças e são excluídos. Esta matriz nos faz sentir membros da comunidade de vida e filhos e filhas da Mãe Terra que através de nós sente, ama, cuida e se preocupa pelo futuro comum.

Por fim, a libertação na perspectiva cosmogênica demanda uma nova consciência de interdependência e de responsabilidade universal. Somos chamados a reinventar nossa espécie, como o fizemos no passado nas várias crises pelas quais a humanidade passou. Agora ela é urgente porque não temos muito tempo e devemos estar à altura dos desafios da atual crise da Terra.

PESQUISADORA DIZ QUE GOVERNO DEVE OUVIR COMUNIDADE CIENTÍFICA ANTES DE RECONSTRUIR BASE DA ANTÁRTICA

Lucélia Donatti, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) disse que o governo federal deve ouvir a comunidade científica antes de construir a nova base científica na Antártica, depois do incêndio que destruiu mais de 70% da Estação Antártica Comandante Ferraz. Ela lamentou a descontinuidade do projeto, a perda de material biológico e equipamentos.

“Não importa que leve um, dois ou três anos. Esperamos que a comunidade científica seja ouvida, consultada, sobre a nova base.

Há pesquisas, como a nossa, que não podem ser feitas em navios, dependem de uma base fixa” disse Lucélia Donatti.

A mestranda Maria Rosa Pedreiro, também da UFPR que faz pesquisa na base, em entrevista junto com a professora Lucélia, disse que quer voltar para a base, principalmente para afirmar ao militares mortos no incêndio, que “eles não lutaram em vão”.

“Aos poucos o fogo foi atingindo módulo por módulo ao longo da madrugada, e eu preferi não ficar olhando. A dor de ver aquele local queimando foi grande.

Pela memória dos militares que morreram, quero voltar para aquele lugar, até para mostrar que eles não lutaram em vão”, disse Maria Rosa. 

DEFESA DE TESE DE DOUTORADO DO BIÓLOGO YUDI ODA

O biólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM),Yudi Oda, cursando doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina estará defendendo sua tese no dia 28 de fevereiro às 14 horas no Auditório do PPGECT.

A tese de doutorado de Yudi Oda por seu ineditismo pode ser considerada um trabalho de grande envergadura científica, filosófica, pedagógica, política e sociológica. “Docência Universitária e Ensino de Parasitologia e Microbiologia: o caso da Região Norte”, o título da tese, por si só mostra a pluralidade de encadeamentos de saberes que carrega. Uma cartografia de saberes que não se reduz apenas a um trabalho universitário. Ou como se costuma burocraticamente dizer: uma dissertação acadêmica.

Os múltiplos percursos que o doutorando teve que compor como territórios existenciais de saberes e afetos fizeram com que todas as notas, antes virtuais, pudessem ser atualizadas como realidade que salta dos limites da tese. Uma concatenação de saberes e afetos que escapa do  simples exercício de quem precisa de um título acadêmico para concretizar seu carreirismo profissional, como ocorre com a maioria dos professores que se aventura no mestrado e doutorado. Acompanhado sempre da vaidade burguesa que domina os esquálidos e inseguros profissionais do ensino. Tudo que o pensamento dogmático do Estado espera de seus tristes súditos. 

                         Abraços afinados!

O ASTROFÍSICO CANADENSE-AMERICANO, LAWRENCE KRAUSS, DIZ QUE A TERRA É PRODUTO DE UM ACASO SEM FINALIDADE, MAS QUE É POSSÍVEL UMA VIDA FELIZ

De acordo com sua teoria, o universo é apenas um acidente que aconteceu sem a supervisão de um ser superior. A ideia de que estamos aqui por acaso não implica que a vida não tem um sentido maior?

Lawrence Krauss – Não há propósito evidente para o universo. A vida no nosso universo pode ser apenas um acidente. Podemos tentar entender como o universo foi criado, mas não temos como identificar um objetivo evidente. Mas isso não deve nos desolar. É motivo para sermos mais felizes. O propósito e o significado da nossa vida são criados por nós. Isso nos dá mais poder. Em vez de sermos governados por um ditador universal, como meu amigo Christopher Hitchens (famoso ateísta autor do best-seller Deus não é grande(Ediouro), que recente morreu de câncer) diria, criamos nosso próprio significado. Isso deve nos empolgar, pois dá mais sentindo a tudo que fazemos.

Você não acha que sua mensagem pode fazer com que muitas pessoas percam a vontade de viver, se acreditarem que não existe nada além desta vida, que não há um ser superior que se importa com elas e que não passamos de um acidente?

Krauss – Ao contrário, temos que tirar o máximo de proveito deste incrível acaso. Temos muita sorte de estarmos aqui, de termos a capacidade de pensar, experimentar o universo em toda a sua glória, poder entender até os seus primeiros momentos. Somos incrivelmente sortudos. Devemos explorar tudo que for possível, todas as aventuras que encontrarmos, intelectuais e de outras naturezas.

No seu novo livro, você fala em multiversos, ou seja, na existência de diversos universos passados, presentes e futuros, teorizando que talvez não existam leis universais da física e que as leis da física podem ser diferentes de acordo com cada universo. Como que o nada pode produzir resultados diferentes?

Krauss – Talvez não exista mesmo um conjunto universal de leis da física. No caso de multiversos, é muito possível que cada universo tenha leis diferentes. O fato de o nada poder produzir universos diferentes é, na verdade, bem simples. A mecânica quântica nos mostra que tudo está acontecendo ao mesmo tempo e que todas as possibilidades são realizadas. Mesmo em um espaço vazio, há partículas saindo do nada, constantemente. Não apenas isso acontece, como é vital. Na verdade, a maior parte da massa corporal de uma pessoa é determinada pelas partículas que saltam, constantemente, para dentro e para fora do espaço, neste exato momento. A mecânica quântica nos diz que o nada vai, eventualmente, produzir algo. O nada é instável.

Qual é a probabilidade de estes multiversos estarem interagindo com o nosso universo?

Krauss – Há diversos tipos de multiversos. Uma possibilidade é que existem muitos universos tão desconectados de nós que nunca interagirão com o nosso universo. Nesse caso, nunca os conheceremos empiricamente, eles sempre estarão separados de nós. No caso da teoria das cordas (string theory, o termo em inglês mais usado), há a possibilidade da existência de outros universos literalmente a um milímetro do meu nariz, em outra dimensão. Nesse caso, é possível que algo que acontece em um universo pode impactar outro universo. Portanto, algumas coisas que vemos no nosso universo podem ser fatores aleatórios que estão acontecendo em outro universo.

Então, você não acredita mesmo em Deus?

Krauss – Considero presunçoso se dizer ateísta, pois não posso garantir que o universo não foi criado com um objetivo, apesar de não haver nenhuma evidência disso. Mas posso dizer que não gostaria de viver em um universo onde existe um Deus, um universo onde eu não passaria de um cordeiro, sem controle sobre a minha existência. Um universo no qual, no caso de algumas religiões, se você faz algo errado, você fica condenado pela eternidade. É um conceito ridículo e horrível. Prefiro viver em um universo onde eu conquisto um significado para a minha vida e uso minha cabeça para agir, em vez de ser mandado por um Deus que, por vezes, é muito vingativo.

*Fonte: Portal do Terra

GOVERNO DO IRÃ ACUSA ESTADOS UNIDOS E ISRAEL PELO ASSASSINATO DO CIENTISTA NUCLEAR

O governo do Irã acusou os Estados Unidos e Israel pelo assassinato do cientista nuclear, engenheiro químico de 32 anos, Mostafa Ahmadi-Roshan, morto por uma bomba explodida no carro em que viajava.

Com esse assassinato, por atentado, completa cinco o número contra cientistas nucleares que trabalham para o governo do Irã. Assim, como os outros assassinatos, este ocorreu durante o dia. Com o mesmo modus operandi: dois motociclistas em motos acionando os dispositivos da bomba que se encontra no carro.

A acusação feita pelo governo do Irá decorre das tensões constantes entre o país islâmico e os Estados Unidos e Israel. Este representante maior do Estado norte-americano no Oriente, e que matem grande rivalidade com contra os iranianos a ponto de já ter afirmado seu desejo de bombardeá-lo. O programa nuclear do Irã não é visto com satisfação pelos dois países. Para eles, o programa é uma ameaça aos seus interesses na região. Apesar dos dois países, Estados Unidos e Israel, possuírem programas nucleares no Oriente.

Como forma de garantir seus direitos internacionais de soberania, o governo do Irã pediu que a Organização das Nações Unidas (ONU) condene o atentado.

Por sua vez, o porta-voz da Casa Branca negou qualquer envolvimento de seu país na morte do cientista nuclear.

“Os Estados Unidos não tiveram absolutamente nada a ver com isso. Nós condenamos fortemente todos os atos de violência, incluindo atos de violência como o que está sendo relatado hoje”, disse o porta-voz.

E quem acredita que o governo dos Estados Unidos condena “todos os atos de violência” quando são eles os maiores executores de tais atos, principalmente nos países considerados por eles inimigos? E quem acredita quando sabe que seu presidente afirmou que vai aumentar a política de espionagem e fortalecer tecnologicamente suas Forças Militares? A maior parte da população mundial não acredita, por saber do desejo inesgotável de dominar que o Tio Sam carrega.

Enquanto o governo norte-americano tenta convencer a comunidade internacional que é contra a violência, fuzileiros navais americanos urinam sobre cadáveres de afegãos. Tudo é tido como suposto, mas a CNN, emissora norte-americana, já realizou programa sobre o tema cujas imagens foram divulgadas no You Tube.

O vídeo mostra a não-violência em terras dos outros.

NA 17ª CONFERÊNCIA DA ONU SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS MINISTRA DEFENDE PRORROGAÇÃO DO PROTOCOLO DE KYOTO

Discursando na 17ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Durban, na África do Sul, que negocia um instrumento que complemente o Protocolo de Kyoto que vence em 2012, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o Brasil defende a criação de um novo regime de emissões de gases de efeito estufa. Um regime com obrigação de redução para todos os países a partir de 2020. Essa posição o Brasil já defende desde o governo do presidente Lula.

“O Brasil trabalha com afinco para adoção de um segundo período de compromisso para o Protocolo de Kyoto e o fortalecimento da convenção no curto, médio e longo prazos. Se todos trabalharmos juntos, poderemos negociar o mais cedo possível um novo instrumento legalmente vinculante sobre a convenção, baseado nas recomendações da ciência, que inclua todos os países para o período imediatamente pós 2020.

O Protocolo de Kyoto é nosso bem maior para assegurar um forte regime de mudança do clima. Durban é nossa última oportunidade de evitar essa lacuna. Devemos adora o segundo período de cumprimento até o final desta semana”, discursou a ministra.

A ministra também defendeu a implementação e o fortalecimento de outros planos de gestão climática global, semelhantes a fundos para financiar ações de mitigação e adaptação, e parcerias para transferência de tecnologia.

“A implementação dessas instituições fortalecerá o regime internacional sobre mudança do clima, permitindo ação imediata para tratamento do problema”, disse a ministra.

DILMA DESEJA QUE A 17ª CONFERÊNCIA DO CLIMA APROVE A SEGUNDA RODADA DO PROTOCOLO DE KYOTO

A presidenta Dilma Vana Rousseff ao participar, no Palácio do Planalto, da entrega do Prêmio Jovem Cientista, fez alusão à 17ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (Cop-17) que no momento é realizada em Durban, na África do Sul. A presidenta disse que espera que a conferência aprove a segunda rodada de vigência do Protocolo de Kyoto.

O protocolo de Kyoto foi, no mundo, a primeira tentativa de discussão entre os países sobre as ameaças e destruições ambientais. Seus compromissos estão comprometidos entre os anos de 2008 a 2012.

“Estamos realizando a 17ª Conferência do Clima e gostaríamos que lá fosse aprovada a segunda rodada do Protocolo de Kyoto. Essa é a posição do Brasil e nós considerávamos que isso seria essencial”, afirmou Dilma.

Sobre a questão do clima, Dilma, firmou esperar da conferência uma posição que seja adequada.

“Em Copenhague – onde ocorreu a Conferência do Clima em 2009 – tomamos a iniciativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no horizonte de 2020 para 36% a 39%. Estamos vendo uma situação um tanto problemática nessa área, do ponto de vista das decisões tomadas em Durban. Esperamos que isso não aconteça e que, de fato, Durban tenha uma decisão mais adequada sobre a questão do clima”, observou a presidenta.

EMPRESA CHEVRON PAGARÁ POR DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE

A empresa petroleira Chevron pagará uma indenização por danos causados ao meio ambiente pelo vazamento de óleo na Bacia de Campos. A indenização é decorrente do procedimento administrativo aberto pela Defensoria Pública da União do Rio de Janeiro.

O valor da indenização, de acordo com o defensor público federal, André Ordacgy, só será divulgado depois que o vazamento tiver parado por completo o que possibilitará avaliar todos os prejuízos. O procedimento faz parte de uma fase pré-processual, e poderá resultar em ação civil pública.

“Vamos esperar o término do vazamento para ver qual foi a área atingida e todos os danos causados. E aí, com base na oitiva de especialistas, vamos definir o valor. A idéia é promover um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – para que a companhia pague essa indenização voluntariamente, sem a necessidade do desgaste da via judicial”, observou o defensor público.

O defensor público federal disse também que vai pedia ao Ministério do Meio Ambiente que em um prazo de 90 dias, conclua e implemente o Plano Nacional de Contingência (PNC). Se o prazo não cumprido uma ação civil pública será movida com pedido de liminar e previsão de multa diária de R$ 100 mil até a conclusão do plano.

“Não podemos admitir que após cerca de 11 anos da lei que determinou que fosse instituído pelo Poder Público o Plano, até hoje ele não tenha sido implementado. No caso da Chevron, a abrangência não é nacional, não trouxe conseqüência para outros estados. Mas se fosse, qual seria a solução, já que não temos um plano? É uma lacuna que precisa ser preenchida com urgência”, considerou André.

EMPRESA NORTE-AMERICANA CHEVRON PODE SER PROIBIDA DE PARTICIPAR DO PRÉ-SAL

A empresa petrolífera norte-americana Chevron responsável pela exploração do petróleo na Bacia de Campos e que foi autora do vazamento de mais de mil quilômetros de óleo no mar no Campo de Frade, no Rio de Janeiro, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá ser proibida de participar da exploração do pré-sal.

Após o acidente que causou o crime ambiental, a empresa que havia apresentado à ANP um plano para explorar o pré-sal teve sua situação alterada. Agora, para conseguir o aval do órgão regulador está muito difícil, conforme comunicou Haroldo Lima, diretor-geral da ANP.

A Chevron cometeu algumas irregularidades, segundo Haroldo Lima, como omitir para ANP que não tinha no país equipamento considerado chave para estancar o vazamento, e ainda enviou fotos e vídeos com imagens editadas quanto à extensão do vazamento. Com esses fatos em mãos a ANP vai abrir um processo que vai multar a empresa em R4 100 milhões.

“Ela incorreu em erro sério que pode prejudicar esse segundo intento. Se não for aceito, é um fato grave. Uma operadora A, na área de concessão dela, não ter altura de receber autorização para perfurar até o horizonte do pré-sal”, afirmou Haroldo Lima.

A ANP vai se reunir para analisar o desastre, e de acordo com o resultado da análise a empresa norte-americana pode descer de prestígio deixando a categoria A, a posição que lhe concede o direito de explorar águas profundas, como no caso, o pré-sal.

O vazamento foi estimado em mais de 381,6 mil litros correspondendo a 2,4 mil barris de petróleo. Por sua vez, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) determinou  aplicação da multa de R4 50 milhões contra a empresa poluidora. Segundo o secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o estado vai aplicar uma multa de R$ 30 milhões. E a Polícia Federal, que vai ouvir o depoimento dos funcionários da empresa na próxima quarta-feira, pode indiciar a Chevron.

IRÃ ENTREGARÁ RELATÓRIO PARA A AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA ATÔMICA

Com o vazamento de parte de um documento da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA) para a imprensa que afirma que o programa nuclear iraniano esconde a produção de armas, o governo desse país resolveu preparar um relatório para entregar a AIEA rebatendo a notícia. A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi.

O relatório será assinado pelo chefe do programa nuclear iraniano, Fereydoun Abbassi, onde afirma que o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad “tem mantido contatos com a AIEA de forma a evitar uma deterioração da situação”.

“A resposta do Irã ao relatório será dada com inteligência e paciência. Os ocidentais querem ver uma reação precipitada por parte do Irã”, disse o ministro das Relações Exteriores.

Os ocidentais que querem uma “reação precipitada por parte do Irã” são nada menos do que os Estados Unidos e seus aliados europeus. Os mesmo que planejaram a invasão da Líbia e agora estão de prontidão para tomar a Síria.

Hoje e a amanhã, integrantes da AIEA, em número de 35 países se reúnem para analisar o relatório. Por parte do governo brasileiro, ele aguarda o conteúdo do relatório para se manifestar, mas antecipadamente já afirmou que é contrário à adoção de medidas restritivas ou definidas fora do âmbito das Nações Unidas.

PRESIDENTA DA SBPC DIZ QUE CÓDIGO FLORESTAL DEVE SER AVALIADO PELA COMISSÃO DE CIÊNCIA

Falando na 63ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realiza em Goiânia, a presidenta da entidade científica, a bioquímica Helena Nader, informou aos presentes que conversou com o presidente do Senado, José Sarney, para que o novo Código Florestal Brasileiro seja analisado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Para a cientista, a acirrada discussão entre os ruralistas e os ambientalistas pode entrar em um plano de equilíbrio com a participação da CCT.

Ela pode fazer equilíbrio. Não incluir a CCT é fechar os olhos para os avanços que o país tem alcançado”, afirmou Nader.

Já o coordenador do grupo de trabalho responsável pela elaboração do estudo da SBPC e da Academia Brasileira de Ciência (ABC), que indica a possibilidade de usar margeamento de satélite para saber a extensão das áreas de proteção permanente (APPs), o engenheiro agrônomo José Antônio Aleixo da Silva, afirmou que a “ciência pediu mais tempo” para analisar o novo Código Florestal.

REPRESENTAÇÕES CIENTÍFICAS BRASILEIRAS PEDEM A DILMA A SUSPENSÃO DO PROCESSO DE LICENCIAMENTO DE BELO MONTE

Em carta enviada à presidenta Dilma Vana Rousseff, apresentando preocupação em relação à violação dos direitos humanos no empreendimento, e também pedindo o cumprimento das condicionantes da obra, além do julgamento de ações públicas e regulamentação dos procedimentos de consulta dos povos indígenas e as populações afetadas, um grupo de 20 associações científicas brasileiras pede a suspensão do processo de licenciamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monta, no Rio Xingu, no estado do Pará.

Para o grupo de entidades científicas, onde estão incluídas a Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e a Associação Brasileira de Ciências (ABC), o licenciamento da hidrelétrica deve ser pautado pela “observância às leis e pela cautela diante do risco de ameaça à vida”.

Segundo a carta, os encaminhamentos e as decisões relativas ao Belo Monte estão descumprindo a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), responsável pelos direitos dos povos indígenas.

O cumprimento do cronograma das obras não pode sobrepor-se às obrigações que o Estado tem no respeito aos direitos de pessoas e coletividades que lá habitam.”

As representações científicas classificam a concessão das licenças ambientais à usina como “intempestiva”. Para iniciar o canteiro da obra, até o momento, o empreendimento tem apenas uma licença parcial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O ASTROFÍSICO NORTE-AMERICANO HAWKING DIZ QUE NÃO HÁ CÉU NEM VIDA APÓS A MORTE, TUDO NÃO PASSA DE MEDO

Em entrevista ao diário inglês The Guardian, o famoso astrofísico norte-americano Stephen Hawking, autor, em parceria com Leonard Mlodinow, da obra Uma Nova História do Tempo, de 1988, e estudioso da teoria que afirma que as flutuações quânticas no início do universo, que tornaram possíveis as galáxias, as estrelas e a vida humana, como também estudioso da Teoria M, que une a teoria das cordas e que é tida por muitos cientistas como a melhor teoria para explicar a teoria do tudo – que poderia explicar todas as forças do Universo, e levar o homem a “conhecer a mente de Deus” -, afirmou que não havida após a morte.

Eu vivi com uma perspectiva de uma morte próxima pelos últimos 49 anos. Eu não tenho medo da morte, mas eu não tenho pressa em morrer. Eu tenho muita coisa para fazer antes. Eu considero o cérebro como um computador que vai parar de trabalhar quando seus componentes falharem.

Não há céu nem vida após a morte para computadores quebrados, isto é um conto de fadas para as pessoas com medo do escuro”, disse o astrofísico.

O mais novo livro de Hawking, lançado no ano de 2010, The Grand Design, que afirma que não há necessidade de um criador para explicar a existência do Universo, é uma posição oposta ao que é afirmado na obra Uma Nova História do Tempo.

DILMA LANÇA O PROGRAMA NACIONAL DE ACESSO AO ENSINO TECNOLÓGICO E EMPREGO

Com o propósito de oferecer 8 milhões de vagas, até 2014, que serão oferecidas por instituições públicas e privadas do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc, Senac) em cursos presenciais e a distância, na educação profissional para estudantes do ensino médio e trabalhadores que precisam de qualificação, a presidenta Dilma Vana Rousseff lançou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Tecnológico e Emprego (Pronatec).

O Pronatec tem como objetivo a ampliação das redes federal e estaduais da educação profissional, com pagamento de bolsas formação para trabalhadores e estudantes, mais aumento das vagas gratuitas em cursos do Sistema S, e extensão do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O programa é uma ampliação da promessa de campanha da presidenta Dilma, que, na época, precisa a melhoria do ensino médio, ampliando a formação do aluno, em cursos profissionalizantes integrados ao ensino regular, mas ela resolveu estender para os trabalhadores que buscam a qualificação profissional, que serão orientados sobre o tipo de curso e a área em que podem se capacitar. Todos os trabalhadores reincidentes deverão receber seguro-desemprego, mas isso só ocorrerá se sua frequência confirmar sua presença nas aulas.

Quanto aos estudantes do ensino médio que queiram associar a escola com cursos profissionalizantes, e não consigam uma vaga em instituição pública, receberão bolsa formação, cujo valor vai variar de acordo com o curso escolhido no conjunto das bolsa que serão oferecidas em um total de 3,5 milhões até 2014.

Outro aspecto importante do programa é sua ação sobre o Bolsa Família. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) vai selecionar os beneficiários que queiram participar de alguns cursos de formação de diferentes níveis, de acordo com o que o município pode ofertar. Os cursos podem ser de alfabetização de idosos ou aperfeiçoamento profissional.

De acordo com a presidenta Dilma, as 8 milhões de vagas só serão possíveis com o aumento de escolas, por isso ela vai criar mais 120 escolas de educação profissional e tecnológica. Dessa forma, ela dar mais um passo no programa que foi construído pelo ex-presidente Lula: não ter nenhum jovem fora da escola e sem uma formação profissional.

Próxima Página »


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Você quer um corte de cabelo para completar o seu corpo ativo vá ao SALÃO DO SOUZA, o cabelereiro do executivo. Rua Rio Javari- Vieiralves

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
SORVETERIA SEMPRE FRIO (Todos os dias, na Praça de Alimentação do Dom Pedro).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Efeitos Justos para Suas Causas.
ADVOGADO ARNALDO TRIBUZY - RUA COMENDADOR CLEMENTINO, 379, SALA C (8114-5043 / 3234-6084).

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Frente Blogueira LGBT

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 2,485,564 hits

Páginas

 

junho 2012
D S T Q Q S S
« mai    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 77 other followers