Archive for the 'Carnaval' Category



As transmissões do carnaval pela TV e aquilo que não nos é dado ver ou ouvir

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.

Enio Squeff

A transmissão, via TV, dos carnavais dos sambódromos, tanto do Rio quanto de São Paulo, não são, na realidade, o que se vê nos respectivos locais – isso todos sabemos. Richard Wagner (1813-1883), que era um exímio leitor de partituras, e que dispensava as audições físicas das obras, conta que só foi entender alguns aspectos da nona sinfonia de Beethoven, quando a escutou ao vivo, em Paris. A música, o teatro ou os espetáculos das escolas de samba, são eventos para além das telas da TV; por maiores que sejam os aparelhos, elas nunca dimensionam o vento, a presença viva das pessoas e, no que as escolas de samba têm de melhor, fundamentalmente para os ouvidos – não há equipamentos de som que ressoem como nos sambódromos. Dá-se, então, que pensemos que determinada escola será a mais premiada. Mas a “São Clemente” acabará perdendo para a “Vila Isabel” ou, em São Paulo, não será a “Vai Vai” a campeã – mas outra qualquer. O problema, o grande problema parece ser os comentários das transmissões.

Eles quase sempre discorrem a favor da telinha da TV. Dizem que o espetáculo está bonito – mas ninguém está achando feio (mesmo porque o que a transmissão demonstra, dispensa as opiniões em contrário). Quanto às baterias das escolas, não há a menor chance de que se as escute por três ou quatro minutos, sem a interferência de alguém. Haverá sempre a conversa de um dos “tradutores”, sejam das imagens, sejam dos sons. Eles dirão que há um repique interessante no acompanhamento do samba-enredo que não nos é dado escutar, já que o mais importante é que o trabalho dos repórteres repitam o óbvio: que há, de fato, o tal repique, que alguns versos são bonitos e, por fim, mas não finalmente, que as cores da escola se compõem muito bem. E daí que fica sempre a suposição do daltonismo dos espectadores: o azul é preciso se dizer que é azul. E que os belos tons de roxo, vejam senhores telespectadores, são belos tons de roxos.

A Fundação Gulbenkian, de Lisboa, compõe-se de muitos equipamentos, mas principalmente de um dos “pequenos” grandes museus da Europa. São incontáveis as obras expostas, desde o período da dominação moura, na Península, aos impressionistas franceses. Em seu catálogo, porém, muitos dos comentários sobre as obras de arte, não são quaisquer adendos – mas autênticas descrições para cegos: talvez importe informar que o verde “de Veronese” está justamente num quadro de Veronese – pintor veneziano seiscentista – e que sua cor está realmente entre o verde e o azul – mas haverá algo mais expressivo do que o quadro, além da descrição do quadro?

Miguel de Cervantes no século XVII, já tinha consciência dos truísmos e pleonasmos que enxameavam os compêndios, não apenas de sua época. Talvez, para prevenir os ilustres leitores para o que os esperava, muitos autores faziam uma espécie de “abstract” do que se seguiria Eram redundâncias tão grandes, que Cervantes resolveu imitá-los. Só que, no seu “Dom Quixote”, não se pode conter o riso: a cada capítulo o autor faz um resumo que, não raro, ressalta o óbvio clamoroso que se torna mais engraçado, justamente por isso. Assim, ao tentar reter a curiosidade do leitor Cervantes alerta: “Onde se lê o que se segue”. É a relevância da bobagem, mas de que, modernamente, se inferem muitas outras questões.

Por exemplo: para os telespectadores refestelados em suas cadeiras, talvez não ocorram os níveis de redundâncias a que estão subjugados. Dizer que a bateria faz uma pausa longa, certamente não acrescenta à própria o que todos estão escutando – mas esse é justamente o comentário que mais ocorre. E não para chamar a atenção, demonstrando o fato – mas para que os espectadores vejam e escutem muito menos do que está, por si mesmo, já restringido pela tela da TV.

Talvez, contudo, essa questão –a da obviedade – não seja tão desimportante ou dispensável. A idéia de contraponto – de algo que contradiz uma imagem ou um som – para alcançar uma outra dimensão, pode ser um recurso cênico ou dramático em torno de um discurso que não se propõe à contradição; ou que o dispense pela simploriedade. No cinema mudo, nas cópias sonorizadas que nos chegam, o olhar de Carlitos se enternece com a música que reflete os olhos da jovem na melancolia ou na correspondência do seu olhar, também emocionado. Mas a cena dramática ou francamente trágica, pode ser acompanhada de um música saltitante e alegre.

Numa bienal de muito tempo atrás, havia uma instalação que raiava sadismo com muito maior contundência do que o comum delas: era uma sucessão de filmes, nunca divulgados para o grande público, de cenas verdadeiras de acidentes aéreos. Ensaiava o mais macabro possível: todos sabiam que no imenso telão que ocupava uma parede de mais de três metros de altura, as cenas dos aviões se despedaçando – em alguns casos, divisavam-se os corpos sendo cuspidos fora das aeronaves – que tudo aquilo era verdadeiro, nada era de mentirinha. O pior, porém, era certamente o que o autor da instalação mais queria – provocar o mais puro pânico nos espectadores. Tudo muito consentâneo, digamos, com as suas autênticas intenções terroristas. O que tornava a cena ainda mais assustadora, horripilante mesmo, não eram vozes ou gritos – mas uma valsa muito amena, até bonita. Ela palpitava em três por quatro o paradoxo dos milhares de mortos – pois os desastres se sucediam uns depois dos outros – uma centena deles, talvez. Sempre ao som de uma valsa. E todos, com aviões de passageiros enormes, desses que carregam dezenas, senão centenas de pessoas.

Não há muito o que concluir. No “Maior Espetáculo da Terra”, como dizem os locutores, a repetirem redundantemente, que os desfiles das escolas de samba, são realmente representações grandiosas, fica-se, apesar de tudo, ou por isso mesmo, num mar de dúvidas. Vivemos um mundo de redundâncias: todos os que gostam de futebol, sabemos que o gol foi belíssimo, que o chute de fora da área encobriu o goleiro numa parabólica perfeita, quase milagrosa. No entanto, precisamos ouvir do locutor que o gol, dado desde fora da área, foi belíssimo? E que encobriu o goleiro, sendo que foi exatamente isso que as várias câmeras registraram?

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.

*Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

*Carta Maior

BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

MARCHINHA DA BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

Composição: Crianças do Novo Aleixo

“Chegou! (a brincadeira)
Chegou! (a fantasia)
Chegou! (a alegria)

A bandinha do outro lado
Pra mostrar seu carnaval
Trazendo um tema que toca em todo mundo
O compromisso com a defesa ambiental

A bandinha do outro lado
É a criança brincando em sua beleza
Por isso ela canta, dança, pula, bole
Sempre livre, Não dá mole
Porque ela é natureza

O carnaval que tem suas origens nas festas pastoris gregas em homenagem ao deus Dionísio, em celebração à vida e à colheita, teve sua potência libertadora dionisíaca passando pela existência de várias crianças, jovens, pais e moradores do Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, que produziram todos um encontro transformador, deixando seus afazeres domésticos e cotidianos para deixar passar a vida.

Sabemos que a não-cidade de Manaus é produtora de tristezas que imobilizam muitos corpos inclusive no carnaval. Além de sofrer com os problemas infelizmente cotidianos da falta d’água, transporte coletivo inoperante, falta de opções de lazer e eventos culturais nos bairros, ruas sem pavimento, calçadas e bueiros, praticamente não há a produção de bailes, blocos e produções dionisíacas durante o carnaval. Mas no bairro do Novo Aleixo, as crianças produzem todo ano o sentido alegre da vida, além desta desconstituição de não-cidade.

A festa que iria acontecer neste domingo, 19/02/2012 de carnaval foi transferida para o dia 20/02/2012 devido a chuva torrencial que desabou sobre toda a não cidade. Porém, nenhum fato pode abalar o encontro momesco da 5a edição Bandinha do Outro Lado que começou sua concentração às 16:30, na Rua Rio Jaú, na casa da Mirian, palco onde aos domingos se opera era a criação kinemasófica, se transformou em uma oficina de retoque dos últimos detalhes das fantasias carnavalescas. Neste ano a grande novidade é um palhaço gigante afinado que tem suas raizes nos maravilhosos bonecos gigantes de Olinda, do grande Mestre Salustiano.

Clique nas imagens para ampliar



Enquanto as crianças se pintavam e terminavam suas fantasias os músicos foliões da Bandinha esquentavam a garotada ao som das marchinhas. Com tudo na agulha, as crianças e adultos se posicionaram à beira da rua para começar a caminhada que se seguiu pelas ruas do bairro cheias de lixos, entulhos, desviando-se para dar passagem à Bandinha.

'Vizinho' o Rei do Carnaval e a Rainha Poli

E a alegria brincante começa trazendo a origem dionisíaca do carnaval, com o bode (tragos em grego) a frente da bandinha representado pela criança afinada Hayssa, seguida do Rei Momo e da Rainha do carnaval, além dos cantos, sátiros e a alegria do Dionísio cuja imagem estava em num porta estandarte.

Aos poucos a Bandinha foi tomando as ruas e enchendo todo o bairro da contagiante festa do carnaval que acontece sem os preconceitos e bloqueios produzido pelos homens que pontuam suas existências por limites, especificamente religiosos inertes, conservadores e imóveis. Logo vários moradores saíram de suas casas e integraram a transformação feita bandinha.

Mesmo com as ruas entulhadas de lixo, cuja a coleta foi prometida aos moradores há mais de um mês pela prefeitura (com inoperância de um prefeito cassado) , a bandinha não diminuiu sua potência de agir e elevou a vida do Novo Aleixo a outro plano, longe da perversidade dos governantes.

Após o andar de encontros transformadores do Novo Aleixo, a bandinha voltou a sua concentração, onde o bode do carnaval a criança Hayssa falou um pouco sobre a história desta festa.


Depois a festa continuou com os toques da Bandinha músical e o cantar de diversas músicas e marchinhas do carnaval brasileiro, e o alegre dançar dos passistas, ritmistas, pais, foliões, reis e rainhas da nossa bandinha.

E na Bandinha do Outro Lado um dos grandes momentos do salão carnavalesco é a marchinha “Corre, Corre lambretinha” do grande compositor carnavalescos João de Barro, o Braguinha. Como se vê no video o correr da lambretinha é o motor da alegria contagiante da Bandinha do Outro Lado.

Logo depois houve o desfile das fantasias e cada criança pode mostrar seu trabalho na produção de fantasia e fazer outros percursos diferente que faz na escola e em casa. E na passarela os dançarinos da bandinha.

E a festa tomou o salão até a boca da noite, com a bandinha em seus encontros crianças alegres produzia novos movimentos nos corpos e deixando neles rastros da animação. Muitas marchinhas, danças, movimentos , sorrisos seguiram até a hora de recompor as energias com um delicioso mata-broca carnavalesco que trazia vatapá, arroz, frango, seguido de bolo de chocolate, doces e o delicioso sorvete doado pelo afinado Nelson que nas quadras não-carnavalescas é conhecido como Nelson Noel. E a alegria dionisíaca da bandinha irradia durante todo ano até que as comunalidades se encontrem na produção de uma nova Bandinha.

BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO NO NOVO ALEIXO

BLOCO DAS BONECAS MALUCAS DE MANAUS

O carnaval é um período festivo onde as pessoas produzem encontros alegres que rachem com a dureza ecerteza daquilo que definem como seus cotidianos. Desta forma o carnaval produz como festividade uma nova forma de existência que transforma a rigidez dos corpos e rostos em um alegre regogizo.

Desta forma o carnaval cria uma rachadura na ‘realidade’ e propicia outras vivências. Por este motivo durante o carnaval vários homens aproveitam para se travestirem, deixando para trás todo o peso milenar feito pela busca opressiva da superioridade do homem frente a mulher.

Nesta época o movimento cortante do devir-minoria da fêmea pode ser produzido por todos. Tendo esta vontade de deixar passar a força transformadora desta minoria, neste domingo a tarde antes da tempestade, alguns afinados deste bloguinho encontramos por acaso, vários homens, mulheres e bonecas se reuniram em frente ao restaurante Vishy localizado na esquina da Av. Japurá com R. Silva Ramos no Centro de Manaus para mostrar um desfile carnavalesco de várias bonecas. Decidimos registrar este evento organizado de um bloco que não vende sua alegria ao mercenarismo do carnaval$.

Os apresentadores devidamente caracterizados chamaram os candidatos para apresentarem sua beleza e alegria. Em um país alegre como o Brasil, onde ainda se tem conquistado vários direitos da cidadania, a brincadeira é tida com um grande respeito aos que escolhem o Transgênero como uma escolha de vida e sexual.

Além de personagens femininos como a Mulher Maravilha, houveram também outras caracterizações e até um personagem masculino, Quico do Chaves.

O ESTROPIADO CARNA BOI

Quando se é criança e se aprende algum saber que é contrário a moral familial é comum os pais dizerem aos filhos, como forma de admoestação, que eles só aprendem o que não presta. O que não segue a moral estabelecida pela cultura da família. Trata-se de um puro bairrismo de família que pretende fazer prevalecer o discurso próprio da família. Uma bela estultice visto que todo discurso familial é nada mais do que ressonância do discurso paranóico social que tende a se fixar em todos os territórios da família.

Seguindo esse enunciado paranóico-familial pode-se afirmar que os participantes do Carna Boi de Manaus são iguais aos filhos que “só aprendem o que não presta”. Afetados por enunciados carnavalizantes baianos do tipo “Carna”, “Carna”, manauaras tornaram-se suas imagens replicantes. Replicou-se o Carna Boi. Uma estropiada forma de tentar ligar carnaval com a cerimônia do Boi Bumbá de Parintins. Alias uma dupla ressonância, já que o Boi Bumbá de Parintins é pura clonagem da descarnavalização das escolas de samba do Rio de Janeiro, onde tudo está clivado por um modelo paranóico de rivalidade e classificação. Sem contar que o asfalto é pontuado pelas alas, todas codificadas.

Mas a grande estropiação é expressada no sentido Carna Boi. Os replicantes não sabem que a palavra carna tem o significado de carne, em latim, e nenhuma referência à festividade. Apeados por este desentendimento os replicantes não podem saber que no sentido literal o Carna Boi significa carne boi, nada de carnaval.

Mas bem que os replicantes poderiam tirar proveito do Carna Boi se fosse uma tremenda festa com carne de boi. Uma contagiante churrascada. Porém, nada disso pode acontecer. Os replicantes aprenderam magnificamente o conteúdo do “só o que não presta”.

Por isso, agora, só resta se iludirem no vazio sem carne e sem boi. E sem poderem nostalgicamente recorrer ao carnaval, já que no carnaval a carne vai. Ou seja, já se foi. No carnaval não há carne.     

LANTEJOULADAS ESPECTRAIS DO CARNAVAL OFICIAL DE MANAUS

Depois que o carnaval perdeu sua dimensão dionisíaca em função da força deletéria do capitalismo ele foi transformado em um espectro. E como de um espectro tudo pode se esperar, já que um espectro, por não ter uma idéia singular para formar sua própria  imagem, o que lhe seria próprio, ele pode se dar ao valor da banalização. Ou seja, um eco da saturação. A desrealização em forma de vazio, como afirma o filósofo Jean Baudrillard.

O carnaval oficial de Manaus, neste entendimento, não passa de um mero espectro que pretende simular o carnaval espectral das escolas de samba do Rio de Janeiro. E aqueles que se encontram enredados em qualquer de suas ordens só expressam essa ressonância espectral.

O desfile da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade ocorrido na madrugada de domingo gordo ofereceu um espetáculo espectral digno de um estudante das metamorfoses sem formas. O samba-enredo contando a história do santo salesiano Dom Bosco presenteou o público com uma descarnavalização própria das superstições que protegem as pedagogias reacionárias, magnamente distantes da criatividade, racionalidade, e da cientificidade imprescindíveis à educação. Principalmente quando se trata de falar ao povo, como  no caso do carnaval que é um devir constitutivo-democrático. Um samba-enredo sem qualquer possibilidade de desdobramento educacional o qual seus autores tanto acreditavam estar processando. Um senso comum desnecessário ao povo dionisíaco.

Mas deixando de lado o anêmico samba-enredo, que cumpriu com brilho seu propósito de enaltecer o colégio da classe média manauara – que se ufana de ter tido como alunos figuras reacionárias da alcunhada política da não-cidade, entre elas o ex-governador Eduardo Braga -, a forma espectral do carnaval oficial de Manaus ficou bem expressa através dos apresentadores e comentadores da TV reacionária, Amazonas Em Tempo, retransmissora da TV do camelô Silvio Santos, SBT.

Para ilustrar visualmente os sonhos “terríveis” que Bosco tinha com animais monstruosos, o carnavalesco confeccionou um carro alegórico com um elefante com as dimensões espectrais. Resultado: a tromba do elefante partiu ficando um pedaço para cima e outro para baixo. O comentarista sem qualquer entendimento teratogênico lamentou o ocorrido, quando deveria, ao ver a figura atrofiada, aproveitar para dizer que realmente os sonhos de Bosco eram povoados por figuras “terríveis”.

Outro momento espectral foi quando a própria figura de Dom Bosco não respondeu aos propósitos do carnavalesco. Confeccionaram uma imagem do santo zooparanóico que deveria mover a cabeça para o lado esquerdo e direito só que ocorreu uma atrofia no mecanismo da cabeça, e ela passou a se mover repetidamente só para o lado direito. Foi quando a comentarista usando de sua revolucionária verve disse que não havia problema, porque a cabeça estava olhando para o lado que o santo mais gostava onde havia uma torcida vestida de verde. Esquecendo a imaginativa comentarista que o santo é um mensageiro de Deus, que segundo afirmam os crentes, olha para todos e não só para direita.

Foi então que ao chegar ao final do espetáculo a Reino Unido mostrou ao que ele está unida. No espaço distensão,  repórteres entrevistaram o ex-deputado João Thomé, filho do ex-governador Gilberto Mestrinho, que teceu, de acordo com seus interesses, elogios à escola.

Em tempo: – sem ironia malsã – a Escola de Samba Reino Unido da Liberdade tem um histórico – como a maioria das outras escolas – de ser um centro de apoio eleitoral de candidatos retrógados muitos deles eleitos e reeleitos com os votos da comunidade Morro da Liberdade. Exemplo, o próprio João Thomé e seu pai, mais o atual prefeito cassado Amazonino Mendes. Sem precisar contar com as várias eleições de seu ex-presidente, Bosco Saraiva. Todos com estreita relação com o proprietário da TV Em Tempo.

Uma tristeza espectral que deixa uma ressaca muito pior que a ressaca do vinho Dom Bosco.

BANDINHA DO OUTRO LADO DESFILARÁ POR RUAS DO NOVO ALEIXO CHEIAS DE LIXO

Com sua marchinha cantando a defesa ambiental, a Bandinha do Outro Lado, da Associação Filosofia Itinerante e de todas as crianças que com alegria festejam o carnaval deste ano, desfilará logo mais, à partir das 16 h, no bairro Novo Aleixo, pela Rua Rio Jaú e adjacências tomadas pelo lixo.

Há de tudo, entulhos, vasos sanitários, galhos de árvores, colchão, sofá, mesas, aparelhos eletrodomésticos. Segundo os moradores da Rio Jaú, um funcionário da Prefeitura, no início de Janeiro passou avisando para os moradores limparem seus quintais que os carros da prefeitura passariam para coletá-los.

Como todo início de inverno, desde a época do prefeito português havia campanhas de prevenção contra a dengue, todos os moradores resolveram fazer um mutirão e colocaram tudo na rua esperando os carros da prefeitura.

O mês de janeiro passou, o carnaval está no domingo gordo, os instrumentos da bandinha todos aquecidos, cantores ensaiados, fantasias e máscaras  prontas, cinegrafistas posicionados para a festa dionisíaca com crianças e o lixo não foi coletado.

 Só não esperávamos desfilar cantando “Chegou! (a brincadeira)/ Chegou! (a fantasia)/Chegou! (a alegria)/ A bandinha do outro lado/ Pra mostrar seu carnaval/ Trazendo um tema/ que toca em todo  mundo/ O compromisso com a defesa ambiental/ A bandinha do outro lado/ É a criança brincando em sua beleza/ Por isso ela canta, dança, pula, bole/ Sempre livre/ Não dá mole/ Porque ela é natureza. Natureza que os governantes da  não cidade de Manaus não preservam. 

Do ponto de vista político e didático, aquele lixo na Rua Rio Jaú e adjacências servirá para as crianças e os adultos perceberem como é que se constitui uma não cidade como é Manaus que há muito tempo falamos. Aquele lixo, fonte transmissor de doenças comprova que temos um prefeito cassado que não se preocupa com os menos favorecidos porque se fosse numa Alameda na Ponta Negra, Adrianopólis onde moram os ricos o lixo não passava dois dias, mas como são pobres que estes fiquem com seus lixos.

A Jaú não é de hoje tema replicante neste Blog. Antigamente, ela virava mar, lama. Hoje ela é só lixo e no lixo nasce capim e árvores. Mas não será o lixo de um prefeito cassado que fará calar uma Bandinha do Outro Lado e suas crianças dionisíacamente envolvidas na maior festa popular do Brasil. 

MENSAGEM DE LULA À GAVIÕES DA FIEL


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Efeitos Justos para Suas Causas.
ADVOGADO ARNALDO TRIBUZY - RUA COMENDADOR CLEMENTINO, 379, SALA C (8114-5043 / 3234-6084).

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Frente Blogueira LGBT

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 3,236,442 hits

Páginas

outubro 2014
D S T Q Q S S
« set    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 193 outros seguidores