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As transmissões do carnaval pela TV e aquilo que não nos é dado ver ou ouvir

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.

Enio Squeff

A transmissão, via TV, dos carnavais dos sambódromos, tanto do Rio quanto de São Paulo, não são, na realidade, o que se vê nos respectivos locais – isso todos sabemos. Richard Wagner (1813-1883), que era um exímio leitor de partituras, e que dispensava as audições físicas das obras, conta que só foi entender alguns aspectos da nona sinfonia de Beethoven, quando a escutou ao vivo, em Paris. A música, o teatro ou os espetáculos das escolas de samba, são eventos para além das telas da TV; por maiores que sejam os aparelhos, elas nunca dimensionam o vento, a presença viva das pessoas e, no que as escolas de samba têm de melhor, fundamentalmente para os ouvidos – não há equipamentos de som que ressoem como nos sambódromos. Dá-se, então, que pensemos que determinada escola será a mais premiada. Mas a “São Clemente” acabará perdendo para a “Vila Isabel” ou, em São Paulo, não será a “Vai Vai” a campeã – mas outra qualquer. O problema, o grande problema parece ser os comentários das transmissões.

Eles quase sempre discorrem a favor da telinha da TV. Dizem que o espetáculo está bonito – mas ninguém está achando feio (mesmo porque o que a transmissão demonstra, dispensa as opiniões em contrário). Quanto às baterias das escolas, não há a menor chance de que se as escute por três ou quatro minutos, sem a interferência de alguém. Haverá sempre a conversa de um dos “tradutores”, sejam das imagens, sejam dos sons. Eles dirão que há um repique interessante no acompanhamento do samba-enredo que não nos é dado escutar, já que o mais importante é que o trabalho dos repórteres repitam o óbvio: que há, de fato, o tal repique, que alguns versos são bonitos e, por fim, mas não finalmente, que as cores da escola se compõem muito bem. E daí que fica sempre a suposição do daltonismo dos espectadores: o azul é preciso se dizer que é azul. E que os belos tons de roxo, vejam senhores telespectadores, são belos tons de roxos.

A Fundação Gulbenkian, de Lisboa, compõe-se de muitos equipamentos, mas principalmente de um dos “pequenos” grandes museus da Europa. São incontáveis as obras expostas, desde o período da dominação moura, na Península, aos impressionistas franceses. Em seu catálogo, porém, muitos dos comentários sobre as obras de arte, não são quaisquer adendos – mas autênticas descrições para cegos: talvez importe informar que o verde “de Veronese” está justamente num quadro de Veronese – pintor veneziano seiscentista – e que sua cor está realmente entre o verde e o azul – mas haverá algo mais expressivo do que o quadro, além da descrição do quadro?

Miguel de Cervantes no século XVII, já tinha consciência dos truísmos e pleonasmos que enxameavam os compêndios, não apenas de sua época. Talvez, para prevenir os ilustres leitores para o que os esperava, muitos autores faziam uma espécie de “abstract” do que se seguiria Eram redundâncias tão grandes, que Cervantes resolveu imitá-los. Só que, no seu “Dom Quixote”, não se pode conter o riso: a cada capítulo o autor faz um resumo que, não raro, ressalta o óbvio clamoroso que se torna mais engraçado, justamente por isso. Assim, ao tentar reter a curiosidade do leitor Cervantes alerta: “Onde se lê o que se segue”. É a relevância da bobagem, mas de que, modernamente, se inferem muitas outras questões.

Por exemplo: para os telespectadores refestelados em suas cadeiras, talvez não ocorram os níveis de redundâncias a que estão subjugados. Dizer que a bateria faz uma pausa longa, certamente não acrescenta à própria o que todos estão escutando – mas esse é justamente o comentário que mais ocorre. E não para chamar a atenção, demonstrando o fato – mas para que os espectadores vejam e escutem muito menos do que está, por si mesmo, já restringido pela tela da TV.

Talvez, contudo, essa questão –a da obviedade – não seja tão desimportante ou dispensável. A idéia de contraponto – de algo que contradiz uma imagem ou um som – para alcançar uma outra dimensão, pode ser um recurso cênico ou dramático em torno de um discurso que não se propõe à contradição; ou que o dispense pela simploriedade. No cinema mudo, nas cópias sonorizadas que nos chegam, o olhar de Carlitos se enternece com a música que reflete os olhos da jovem na melancolia ou na correspondência do seu olhar, também emocionado. Mas a cena dramática ou francamente trágica, pode ser acompanhada de um música saltitante e alegre.

Numa bienal de muito tempo atrás, havia uma instalação que raiava sadismo com muito maior contundência do que o comum delas: era uma sucessão de filmes, nunca divulgados para o grande público, de cenas verdadeiras de acidentes aéreos. Ensaiava o mais macabro possível: todos sabiam que no imenso telão que ocupava uma parede de mais de três metros de altura, as cenas dos aviões se despedaçando – em alguns casos, divisavam-se os corpos sendo cuspidos fora das aeronaves – que tudo aquilo era verdadeiro, nada era de mentirinha. O pior, porém, era certamente o que o autor da instalação mais queria – provocar o mais puro pânico nos espectadores. Tudo muito consentâneo, digamos, com as suas autênticas intenções terroristas. O que tornava a cena ainda mais assustadora, horripilante mesmo, não eram vozes ou gritos – mas uma valsa muito amena, até bonita. Ela palpitava em três por quatro o paradoxo dos milhares de mortos – pois os desastres se sucediam uns depois dos outros – uma centena deles, talvez. Sempre ao som de uma valsa. E todos, com aviões de passageiros enormes, desses que carregam dezenas, senão centenas de pessoas.

Não há muito o que concluir. No “Maior Espetáculo da Terra”, como dizem os locutores, a repetirem redundantemente, que os desfiles das escolas de samba, são realmente representações grandiosas, fica-se, apesar de tudo, ou por isso mesmo, num mar de dúvidas. Vivemos um mundo de redundâncias: todos os que gostam de futebol, sabemos que o gol foi belíssimo, que o chute de fora da área encobriu o goleiro numa parabólica perfeita, quase milagrosa. No entanto, precisamos ouvir do locutor que o gol, dado desde fora da área, foi belíssimo? E que encobriu o goleiro, sendo que foi exatamente isso que as várias câmeras registraram?

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.

*Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

*Carta Maior

BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

MARCHINHA DA BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

Composição: Crianças do Novo Aleixo

“Chegou! (a brincadeira)
Chegou! (a fantasia)
Chegou! (a alegria)

A bandinha do outro lado
Pra mostrar seu carnaval
Trazendo um tema que toca em todo mundo
O compromisso com a defesa ambiental

A bandinha do outro lado
É a criança brincando em sua beleza
Por isso ela canta, dança, pula, bole
Sempre livre, Não dá mole
Porque ela é natureza

O carnaval que tem suas origens nas festas pastoris gregas em homenagem ao deus Dionísio, em celebração à vida e à colheita, teve sua potência libertadora dionisíaca passando pela existência de várias crianças, jovens, pais e moradores do Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, que produziram todos um encontro transformador, deixando seus afazeres domésticos e cotidianos para deixar passar a vida.

Sabemos que a não-cidade de Manaus é produtora de tristezas que imobilizam muitos corpos inclusive no carnaval. Além de sofrer com os problemas infelizmente cotidianos da falta d’água, transporte coletivo inoperante, falta de opções de lazer e eventos culturais nos bairros, ruas sem pavimento, calçadas e bueiros, praticamente não há a produção de bailes, blocos e produções dionisíacas durante o carnaval. Mas no bairro do Novo Aleixo, as crianças produzem todo ano o sentido alegre da vida, além desta desconstituição de não-cidade.

A festa que iria acontecer neste domingo, 19/02/2012 de carnaval foi transferida para o dia 20/02/2012 devido a chuva torrencial que desabou sobre toda a não cidade. Porém, nenhum fato pode abalar o encontro momesco da 5a edição Bandinha do Outro Lado que começou sua concentração às 16:30, na Rua Rio Jaú, na casa da Mirian, palco onde aos domingos se opera era a criação kinemasófica, se transformou em uma oficina de retoque dos últimos detalhes das fantasias carnavalescas. Neste ano a grande novidade é um palhaço gigante afinado que tem suas raizes nos maravilhosos bonecos gigantes de Olinda, do grande Mestre Salustiano.

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Enquanto as crianças se pintavam e terminavam suas fantasias os músicos foliões da Bandinha esquentavam a garotada ao som das marchinhas. Com tudo na agulha, as crianças e adultos se posicionaram à beira da rua para começar a caminhada que se seguiu pelas ruas do bairro cheias de lixos, entulhos, desviando-se para dar passagem à Bandinha.

'Vizinho' o Rei do Carnaval e a Rainha Poli

E a alegria brincante começa trazendo a origem dionisíaca do carnaval, com o bode (tragos em grego) a frente da bandinha representado pela criança afinada Hayssa, seguida do Rei Momo e da Rainha do carnaval, além dos cantos, sátiros e a alegria do Dionísio cuja imagem estava em num porta estandarte.

Aos poucos a Bandinha foi tomando as ruas e enchendo todo o bairro da contagiante festa do carnaval que acontece sem os preconceitos e bloqueios produzido pelos homens que pontuam suas existências por limites, especificamente religiosos inertes, conservadores e imóveis. Logo vários moradores saíram de suas casas e integraram a transformação feita bandinha.

Mesmo com as ruas entulhadas de lixo, cuja a coleta foi prometida aos moradores há mais de um mês pela prefeitura (com inoperância de um prefeito cassado) , a bandinha não diminuiu sua potência de agir e elevou a vida do Novo Aleixo a outro plano, longe da perversidade dos governantes.

Após o andar de encontros transformadores do Novo Aleixo, a bandinha voltou a sua concentração, onde o bode do carnaval a criança Hayssa falou um pouco sobre a história desta festa.


Depois a festa continuou com os toques da Bandinha músical e o cantar de diversas músicas e marchinhas do carnaval brasileiro, e o alegre dançar dos passistas, ritmistas, pais, foliões, reis e rainhas da nossa bandinha.

E na Bandinha do Outro Lado um dos grandes momentos do salão carnavalesco é a marchinha “Corre, Corre lambretinha” do grande compositor carnavalescos João de Barro, o Braguinha. Como se vê no video o correr da lambretinha é o motor da alegria contagiante da Bandinha do Outro Lado.

Logo depois houve o desfile das fantasias e cada criança pode mostrar seu trabalho na produção de fantasia e fazer outros percursos diferente que faz na escola e em casa. E na passarela os dançarinos da bandinha.

E a festa tomou o salão até a boca da noite, com a bandinha em seus encontros crianças alegres produzia novos movimentos nos corpos e deixando neles rastros da animação. Muitas marchinhas, danças, movimentos , sorrisos seguiram até a hora de recompor as energias com um delicioso mata-broca carnavalesco que trazia vatapá, arroz, frango, seguido de bolo de chocolate, doces e o delicioso sorvete doado pelo afinado Nelson que nas quadras não-carnavalescas é conhecido como Nelson Noel. E a alegria dionisíaca da bandinha irradia durante todo ano até que as comunalidades se encontrem na produção de uma nova Bandinha.

BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO NO NOVO ALEIXO

BLOCO DAS BONECAS MALUCAS DE MANAUS

O carnaval é um período festivo onde as pessoas produzem encontros alegres que rachem com a dureza ecerteza daquilo que definem como seus cotidianos. Desta forma o carnaval produz como festividade uma nova forma de existência que transforma a rigidez dos corpos e rostos em um alegre regogizo.

Desta forma o carnaval cria uma rachadura na ‘realidade’ e propicia outras vivências. Por este motivo durante o carnaval vários homens aproveitam para se travestirem, deixando para trás todo o peso milenar feito pela busca opressiva da superioridade do homem frente a mulher.

Nesta época o movimento cortante do devir-minoria da fêmea pode ser produzido por todos. Tendo esta vontade de deixar passar a força transformadora desta minoria, neste domingo a tarde antes da tempestade, alguns afinados deste bloguinho encontramos por acaso, vários homens, mulheres e bonecas se reuniram em frente ao restaurante Vishy localizado na esquina da Av. Japurá com R. Silva Ramos no Centro de Manaus para mostrar um desfile carnavalesco de várias bonecas. Decidimos registrar este evento organizado de um bloco que não vende sua alegria ao mercenarismo do carnaval$.

Os apresentadores devidamente caracterizados chamaram os candidatos para apresentarem sua beleza e alegria. Em um país alegre como o Brasil, onde ainda se tem conquistado vários direitos da cidadania, a brincadeira é tida com um grande respeito aos que escolhem o Transgênero como uma escolha de vida e sexual.

Além de personagens femininos como a Mulher Maravilha, houveram também outras caracterizações e até um personagem masculino, Quico do Chaves.

O ESTROPIADO CARNA BOI

Quando se é criança e se aprende algum saber que é contrário a moral familial é comum os pais dizerem aos filhos, como forma de admoestação, que eles só aprendem o que não presta. O que não segue a moral estabelecida pela cultura da família. Trata-se de um puro bairrismo de família que pretende fazer prevalecer o discurso próprio da família. Uma bela estultice visto que todo discurso familial é nada mais do que ressonância do discurso paranóico social que tende a se fixar em todos os territórios da família.

Seguindo esse enunciado paranóico-familial pode-se afirmar que os participantes do Carna Boi de Manaus são iguais aos filhos que “só aprendem o que não presta”. Afetados por enunciados carnavalizantes baianos do tipo “Carna”, “Carna”, manauaras tornaram-se suas imagens replicantes. Replicou-se o Carna Boi. Uma estropiada forma de tentar ligar carnaval com a cerimônia do Boi Bumbá de Parintins. Alias uma dupla ressonância, já que o Boi Bumbá de Parintins é pura clonagem da descarnavalização das escolas de samba do Rio de Janeiro, onde tudo está clivado por um modelo paranóico de rivalidade e classificação. Sem contar que o asfalto é pontuado pelas alas, todas codificadas.

Mas a grande estropiação é expressada no sentido Carna Boi. Os replicantes não sabem que a palavra carna tem o significado de carne, em latim, e nenhuma referência à festividade. Apeados por este desentendimento os replicantes não podem saber que no sentido literal o Carna Boi significa carne boi, nada de carnaval.

Mas bem que os replicantes poderiam tirar proveito do Carna Boi se fosse uma tremenda festa com carne de boi. Uma contagiante churrascada. Porém, nada disso pode acontecer. Os replicantes aprenderam magnificamente o conteúdo do “só o que não presta”.

Por isso, agora, só resta se iludirem no vazio sem carne e sem boi. E sem poderem nostalgicamente recorrer ao carnaval, já que no carnaval a carne vai. Ou seja, já se foi. No carnaval não há carne.     

LANTEJOULADAS ESPECTRAIS DO CARNAVAL OFICIAL DE MANAUS

Depois que o carnaval perdeu sua dimensão dionisíaca em função da força deletéria do capitalismo ele foi transformado em um espectro. E como de um espectro tudo pode se esperar, já que um espectro, por não ter uma idéia singular para formar sua própria  imagem, o que lhe seria próprio, ele pode se dar ao valor da banalização. Ou seja, um eco da saturação. A desrealização em forma de vazio, como afirma o filósofo Jean Baudrillard.

O carnaval oficial de Manaus, neste entendimento, não passa de um mero espectro que pretende simular o carnaval espectral das escolas de samba do Rio de Janeiro. E aqueles que se encontram enredados em qualquer de suas ordens só expressam essa ressonância espectral.

O desfile da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade ocorrido na madrugada de domingo gordo ofereceu um espetáculo espectral digno de um estudante das metamorfoses sem formas. O samba-enredo contando a história do santo salesiano Dom Bosco presenteou o público com uma descarnavalização própria das superstições que protegem as pedagogias reacionárias, magnamente distantes da criatividade, racionalidade, e da cientificidade imprescindíveis à educação. Principalmente quando se trata de falar ao povo, como  no caso do carnaval que é um devir constitutivo-democrático. Um samba-enredo sem qualquer possibilidade de desdobramento educacional o qual seus autores tanto acreditavam estar processando. Um senso comum desnecessário ao povo dionisíaco.

Mas deixando de lado o anêmico samba-enredo, que cumpriu com brilho seu propósito de enaltecer o colégio da classe média manauara – que se ufana de ter tido como alunos figuras reacionárias da alcunhada política da não-cidade, entre elas o ex-governador Eduardo Braga -, a forma espectral do carnaval oficial de Manaus ficou bem expressa através dos apresentadores e comentadores da TV reacionária, Amazonas Em Tempo, retransmissora da TV do camelô Silvio Santos, SBT.

Para ilustrar visualmente os sonhos “terríveis” que Bosco tinha com animais monstruosos, o carnavalesco confeccionou um carro alegórico com um elefante com as dimensões espectrais. Resultado: a tromba do elefante partiu ficando um pedaço para cima e outro para baixo. O comentarista sem qualquer entendimento teratogênico lamentou o ocorrido, quando deveria, ao ver a figura atrofiada, aproveitar para dizer que realmente os sonhos de Bosco eram povoados por figuras “terríveis”.

Outro momento espectral foi quando a própria figura de Dom Bosco não respondeu aos propósitos do carnavalesco. Confeccionaram uma imagem do santo zooparanóico que deveria mover a cabeça para o lado esquerdo e direito só que ocorreu uma atrofia no mecanismo da cabeça, e ela passou a se mover repetidamente só para o lado direito. Foi quando a comentarista usando de sua revolucionária verve disse que não havia problema, porque a cabeça estava olhando para o lado que o santo mais gostava onde havia uma torcida vestida de verde. Esquecendo a imaginativa comentarista que o santo é um mensageiro de Deus, que segundo afirmam os crentes, olha para todos e não só para direita.

Foi então que ao chegar ao final do espetáculo a Reino Unido mostrou ao que ele está unida. No espaço distensão,  repórteres entrevistaram o ex-deputado João Thomé, filho do ex-governador Gilberto Mestrinho, que teceu, de acordo com seus interesses, elogios à escola.

Em tempo: – sem ironia malsã – a Escola de Samba Reino Unido da Liberdade tem um histórico – como a maioria das outras escolas – de ser um centro de apoio eleitoral de candidatos retrógados muitos deles eleitos e reeleitos com os votos da comunidade Morro da Liberdade. Exemplo, o próprio João Thomé e seu pai, mais o atual prefeito cassado Amazonino Mendes. Sem precisar contar com as várias eleições de seu ex-presidente, Bosco Saraiva. Todos com estreita relação com o proprietário da TV Em Tempo.

Uma tristeza espectral que deixa uma ressaca muito pior que a ressaca do vinho Dom Bosco.

BANDINHA DO OUTRO LADO DESFILARÁ POR RUAS DO NOVO ALEIXO CHEIAS DE LIXO

Com sua marchinha cantando a defesa ambiental, a Bandinha do Outro Lado, da Associação Filosofia Itinerante e de todas as crianças que com alegria festejam o carnaval deste ano, desfilará logo mais, à partir das 16 h, no bairro Novo Aleixo, pela Rua Rio Jaú e adjacências tomadas pelo lixo.

Há de tudo, entulhos, vasos sanitários, galhos de árvores, colchão, sofá, mesas, aparelhos eletrodomésticos. Segundo os moradores da Rio Jaú, um funcionário da Prefeitura, no início de Janeiro passou avisando para os moradores limparem seus quintais que os carros da prefeitura passariam para coletá-los.

Como todo início de inverno, desde a época do prefeito português havia campanhas de prevenção contra a dengue, todos os moradores resolveram fazer um mutirão e colocaram tudo na rua esperando os carros da prefeitura.

O mês de janeiro passou, o carnaval está no domingo gordo, os instrumentos da bandinha todos aquecidos, cantores ensaiados, fantasias e máscaras  prontas, cinegrafistas posicionados para a festa dionisíaca com crianças e o lixo não foi coletado.

 Só não esperávamos desfilar cantando “Chegou! (a brincadeira)/ Chegou! (a fantasia)/Chegou! (a alegria)/ A bandinha do outro lado/ Pra mostrar seu carnaval/ Trazendo um tema/ que toca em todo  mundo/ O compromisso com a defesa ambiental/ A bandinha do outro lado/ É a criança brincando em sua beleza/ Por isso ela canta, dança, pula, bole/ Sempre livre/ Não dá mole/ Porque ela é natureza. Natureza que os governantes da  não cidade de Manaus não preservam. 

Do ponto de vista político e didático, aquele lixo na Rua Rio Jaú e adjacências servirá para as crianças e os adultos perceberem como é que se constitui uma não cidade como é Manaus que há muito tempo falamos. Aquele lixo, fonte transmissor de doenças comprova que temos um prefeito cassado que não se preocupa com os menos favorecidos porque se fosse numa Alameda na Ponta Negra, Adrianopólis onde moram os ricos o lixo não passava dois dias, mas como são pobres que estes fiquem com seus lixos.

A Jaú não é de hoje tema replicante neste Blog. Antigamente, ela virava mar, lama. Hoje ela é só lixo e no lixo nasce capim e árvores. Mas não será o lixo de um prefeito cassado que fará calar uma Bandinha do Outro Lado e suas crianças dionisíacamente envolvidas na maior festa popular do Brasil. 

MENSAGEM DE LULA À GAVIÕES DA FIEL

ALEGRIA, CARNAVAL E A CARNE VAI…

As manifestações sociais não são criações, mas imbricações de partículas corporais e incorporais intempestivas que se tornam reais depois de passarem por um processual de atualização. Desta forma não se pode precisar historicamente isto que é chamado de carnaval.

Entretanto, pode-se aventar uma tênue relação com a festividade agro-pastoril que se realizava na região da Ática (Grécia antiga) em homenagem ao deus Dionísio, filho de Sêmele e da fúria de Zeus. Dionísio o deus da Vida, da Alegria, da Potência, do Movimento, o Desmedido, o que sempre retorna como novo. Ocorrendo no período da colheita da vinha, onde a embriaguez lúdica celebrava a Natureza, a festa de ‘Komos’ de onde sairia a comédia. As dionisíacas se configuravam pela ação das mascaradas: homens, mulheres e crianças cantando e dançando sob o comando do representante de Dionísio: o Sátiro – de onde sairia o Ator -. Um homem fantasiado com uma cabeça de bode entoando o Canto do Bode, versos ditirâmbicos, seguido em procissão pelos brincantes. Era o profano: o rito sagrado levado para fora. Religiosamente, ligar todos na alegria. Bode, do grego Tragos, construiria o conceito o conceito de tragédia no teatro, e no filósofo alemão Nietzsche (1844-1900) a filosofia trágica: a alegria do Eterno Retorno da Vida Ativa, a que cria e doa, contra a existência reativa do pessimista-niilista: o poder do tirano.

E A CARNE VAI…

Quando a carne vai, o que fica? A ausência da festa. Se carnaval tem sua realidade em carne “levare”: carne vai, afastar a carne, não existe carnaval como festa. Mesmo com a pontuação cronológica das têmporas da dogmática cristã. É a cilada lingüística. Só existe festa com carne/corpo: sentidos, sistema nervoso central, cérebro, movimento, voz…composto físico/afetivo/cognitivo. Como nos mostram os herdeiros de Dionísio da Comédia dell’Arte: Pantalon, Zane, Alerquim, Pierrô, Colombina com suas diabruras corporais que a festa precisa.

Mas eis que acontece a metamorfose: apalavra trapaceou e a palavra se tornou carne. Encarnando principalmente nos programas dos governos, a alegria dos estados psicológicos e não a dionisíaca, onde a vida canta e dança. As paixões tristes do Pierrô e da Colombina do Chico; do Alerquim chorão de Zé Kéti; do “meu bem o azar foi seu/ ganhei no carnaval e você me perdeu”; das escolas de samba cabo eleitoral da liberdade, dos bailes protegidos pela polícia; dos concursos das fantasias oficiais; do ufanismo burguês das bandas ditas irreverentes, mas reverentes ao senso comum sem o canto do Sátiro e o intelecto arranjado na imobilidade da forma: a ocultação do movente… Harmonia alegórica, onde não há suspeita de que “a alegria deve ser buscada não na harmonia, mas na dissonância” como diz o filósofo dionisíaco Nietzsche.

E dizem: “Carnaval é alegria do povo!” Mas povo não é Potência/Criativa? Ora, pois!

CONVITE PARA A BANDINHA DO OUTRO LADO

A ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE- AFIN

CONVIDA

Neste domingo gordo de carnaval (dia 19) acontece na Rua Rio Jaú no Bairro do Novo Aleixo em Manaus, uma outra alegria carnavalizante da Bandinha do outro lado, trazendo toda a potência dionizíaca do carnaval e sua transformação nas vidas de todos.Assim como todas atividades da Afin, a bandinha é gratuita e produzida junto a comunidade.

A bandinha traz a celebração das origens do carnaval que se fez na Grécia com as festas Dionisíacas, trazendo sempre o bode (tragos, de onde sai a tragédia), os coros, e a transformação, passando pela comédia dell’arte, o entrudo, samba e marchinhas. E isto cruzando os gregos, troianos, europeus, ameríndios, nipônicos, árabes, mulatos, cafusos, mamelucos, caboclos, mestiços. A bandinha é de todos e para todos que ainda se fazem crianças.

Após tradicional desfile pelas ruas do bairro, da celebração musical e brincadeiras no salão, a bandinha sempre traz também deliciosos pratos carnavalescos distribuido a todos

CONCENTRAÇÃO: Dia 19, a partir das 16:30 hrs

INÍCIO DA BANDINHA: a partir das 18:00 hrs

Até que “termine” a alegria criadora criança

CARNAVAL CARIOCA, NA CATEGORIA ESCOLA DE SAMBA, OPTOU PELA DOR: ROBERTO CARLOS

O carnaval carioca como categoria escola de samba só é tido como carnaval apenas por cortesia, pois não é carnaval. Ao contrário do movimento dionisíaco que poetisa o carnaval como potência da ‘embriagadez’, onde os fluxos dos cantos e dos movimentos exaltam a vida, revigorando ontologicamente os brincantes, que em suas performances perdem as formas e as ideias determinadas como normais, constituindo novos modos de ser alegre, a escola de samba é uma terrível falsificação da alegria. Nela não há nada de liberdade cósmica que compõe a alegria. Nada do grito de Tragos, o bode dionisíaco, o desmedido, a força ditirâmbica criadoramente transcendente. A escola de samba é uma triste cama de Procusto. Tudo tem que estar na medida. Não na medida da alegria, visto que a alegria não tem medida, mas a medida da dor, visto que a dor é uma limitação dos fluxos do viver.

A escola de samba, que já começa com a ordem autoritária despótica no momento da disputa pelos compositores do samba enredo, uma verdadeira indústria capitalista do entretenimento doméstico, tem tempo cronológico, tempo pulsado, tempo paranoico. Tem pré-determinação histórica: começo, meio e fim. Tem espaços-alas, todas metrificadas, todas lotes que não podem ser diferentes para seus proprietários. Tem ilusão de movimento na superfície pontuada do sambódromo. Tem imobilidade harmônica musicalmente hipnótica. E tem o pior: a submissão aos tiranos. Os jurados, participantes da elite-ignara, os empresários, as secretarias de Estado e Município e, mais ainda, no caso do Rio de Janeiro, a deplorável tirania da Rede Globo. Elementos despóticos que só mesmo por cortesia de algum bonachão pode ser tido como carnaval, já que o carnaval-dionisíaco não se prende e não se submete em razão de sua potência liberdade poiética.

E a escolha da Escola de Samba Beija Flor, pelos tiranos jurados, com aval da TV Globo, que apresentou seu samba enredo, baseado na existência de Roberto Carlos, resume o quanto a dor prevalece nesse tipo cortês de carnaval.

Roberto Carlos, “o importante é que emoções eu vivi”, é o maior representante da dor que já existiu no cancioneiro brasileiro. Roberto Carlos é um sujeito-sujeitado enunciador da tristeza. Suas letras são verdadeiras apologias da amargura, da depressão, principalmente urbana. Roberto Carlos é o maior marqueteiro dos ansiolíticos e antidepressivos. Roberto Carlos não tem uma canção(?) condutora de fluxos disjuntores que proporcione ao ouvinte a alegria do viver atuante, participativo, porque é um insuportável poço de clichês, de palavras desativadas de potências, de palavras neuróticas que só se referem a ele, e as pessoas que se encontram no mesmo quadro de dor. Roberto Carlos, ao contrário da potência coletiva do carnaval, propaga o individualismo. Até em suas canções(?) teológicas predomina o confinamento individualista. Deus, Cristo, Maria, todos reduzidas personagens de sua superstição individualista. O Rei da Dor, quando enuncia a salvação de seus “irmãos camaradas”, tenciona salvação pela imaginação, nunca pela razão. A imaginação como força da imobilidade.

São por essas belas notas que Roberto Carlos serve para a Rede Globo. E também serviu para a Escola de Samba Beija Flor – que rimou, perversamente, a liberdade do beija-flor com dor – se dar bem e conquistar o carnaval cortês pela décima segunda vez.

É uma das maiores emoções da minha vida”, disse Roberto Carlos, o rei do pessimismo, na comemoração do título. Ele estava certo. É muita emoção participar de um desfile com as presenças de seus amigos de fé, seus irmãos camaradas, Erasmo Carlos, Wanderléia, Hebe Camargo, Miéle, Agnaldo Rayol, Boni, Martinha, Cláudia Raia, e tantos outros emocionados emocionantes da geração “e éramos todos mortos”. Uma verdadeiro manjar oferecido pelo “minha alegria é triste” aos seus ascéticos jurados.

Cuba: campeã do Carnaval de Floripa

Enviado por Welton Yudi Oda*

E não é que esta ilha é mesmo surpreendente! De onde menos se poderia esperar, o bairro de grã-finos da Lagoa da Conceição, surge uma escola de samba. E desta área “nobre”, ocupada por gente que, aos poucos foi desalojando uma antiga vila de pescadores, começou um batuque que logo atraiu gente que entende de samba.

E desceram os tantos morros que circundam a lagoa uma gente de pele menos branca e de muita ginga. E o samba foi crescendo! Três anos depois de fundada, o samba que entoava a Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba União da Ilha da Magia era uma verdadeira ode à Cuba: “Cuba sim, em nome da verdade”, composta por Julio Maestri e Vinícius da Imperatriz.

Foto: Fernando Willadino

E com Aleida Guevara, filha de Che na platéia, a novata União da Ilha da Magia emplacou seu primeiro título de Campeã do Carnaval de Floripa.

Dá uma olhada no enredo:

Uma forte emoção,
no meu coração…
Liberdade
Eu sou União
A voz de um povo pela igualdade

Sonhos… de um poeta ecoam pelo ar
Cuba… o desejo de se libertar
Conquistou a independência
Do Tio Sam sofreu a influência
Momentos de luta estão na memória
Fidel e Che fizeram história
Me levam na busca por um ideal
Que vai embalar, nosso carnaval!

Guerreiros unidos na revolução
Pelo bem de uma Nação
Um preço a pagar, não vou negar
Mas a comunidade em primeiro lugar

Os sonhos se tornam verdade
Trazendo pra muitos, a felicidade
Com saúde, educação
A base pra um cidadão
Esporte, cultura, na arte… mistura
Riquezas, o mundo se encantou
No Cabaré Tropicana
Carmem Miranda deu um show!
Ilha de pura magia
Vem sambar…
Verde, Branco e Ouro
Na avenida vai brilhar

*O biofilosofante Welton Yudi Oda faz doutorado em SC.

BANDINHA DO OUTRO LADO 2011

MARCHINHA DA BANDINHA DO OUTRO LADO
É hora de entrar na folia
Dançar, cantar na força da alegria
Não fique aí só olhando parado
Entre na festa da Bandinha do Outro Lado.

A Bandinha do Outro Lado
É pra criança o carnaval
Onde ela cria, pula, corre, pinta e borda
Na fantasia de seu mundo natural.

foto
Ah! O Carnaval! O Carnaval só podia ser inventado pelos gregos, grandes inventores da política e da filosofia. Que política há em liberar os movimentos do corpo no mundo! Que democracia em realizar todas as potências filosofantes! E é nesse sentido que todos os anos a Associação Filosofia Itinerante – AFIN, juntamente com uma moçada do bairro Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, organiza o evento carnavalizante Bandinha do Outro Lado.
fotoO companheiro Marcos Ney na composição da rostidade dos foliões.


À esquerda, Antônio Madureira esquenta o surdo e a Rainha da Bandinha, Poly, à direita.

fotoFilha e Mãe, Larissa e Ana dão as últimas pinceladas no cometa da Afin.

A Zona Leste é um dos maiores bolsões eleitorais, mas sofre, principalmente as crianças, além da insuficiência de praticamente todos os serviços públicos, também com a falta de alternativas de lazer e eventos culturais autênticos. A Bandinha do Outro Lado surgiu na imprevisibilidade dos acasos afinados como mais uma atividade como alternativa para a criançada brincar. Mas todo ano é feito, desde o início de janeiro, um trabalho desde a Grécia sobre o verdadeiro sentido do carnaval para além da deturpação televisada e da redundância dos blocos e grandes bandas oficiais.

fotoA menina Hannah fixando bem o estandarte de Dionísio.
fotoA ativa Carminha dando uma força na maquiação da garotada que se preparava.
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Depois de toda a criatividade na preparação dos adereços e fantasias, após todos os maravilhosos ensaios que você acompanhou por este bloguinho nestas quadras momescas, é feita a concentração na sede da Afin em pleno domingo gordo de carnaval, porque é chegada a hora maravilhosa onde o tempo não existe, onde todos os devires confluem em uma potência superior… É hora de colocar a Bandinha na rua, onde ela sempre esteve. Vamos lá, Raíssa, que venha o Tragos! Que venha Dionísio! Que venha Sileno e todos os Sátiros!
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As duas Vitorianhas, duas princesas da Bandinha.

Lá atrás, a Bandinha da Bandinha do Outro Lado, afinada, segurava a batida da Marchinha da Bandinha do Outro Lado (no topo), entre outras, como forma a deixar fluir e passar na rua todas as potencialidades do corpo das crianças em movimentos inesperados e imprevisíveis, que vão pulando, cantando, dançando, cosmicamente contagiados com toda a vitalidade do Carnaval-Mundo.

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E entre os vários foliões que apareceram e se apresentaram em todas as ruas que a Bandinha passou, um dos principais foi o companheiro Mário Jorge, que veio vestido de vestido, mas não numa repetição conhecida em Manô, mas para representar as revolucionárias tunisianas, que há dois meses atrás destituíram um ditador e deram origem à grande onda de democratização autêntica – não aquela levada pelos Estados Unidos – nos países árabes.

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Após todo esse desfile, na alegria dos encontros alegres pelas ruas que a Bandinha passou, muitas crianças passaram também a integrar sua composição, de modo que a Bandinha retornou à sede da Afin para continuar as atividades carnavalescas dos passistas, dançarinas e dançarinos que se formaram ali. E a Bandinha da Bandinha segurou na batida e no gogó para a folia do Carnaval-Criança que nunca se acaba continuar.
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E como ocorre desde o primeiro ano da Bandinha, um dos momentos fundamentais, um dos pontos altos, que toda a criançada adora, é o desenvolvimento da marchinha da Lambretinha, quando o companheiro Edmilson Gatinho sempre vivencia todo o seu espírito dell’artiano e puxa o cordão…

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O vovô ia a cavalo
Para visitar vovó
O papai de bicicleta
Pra ver mamãe ora vejam só
Hoje tudo está mudado
Mudou tudo sim senhor
E eu tenho uma lambreta
Para ver o meu amor.


Corre corre lambretinha
Pela estrada além
Corre corre lambretinha
Que eu vou ver meu bem.

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Assim, nessa Procissão Festiva de Dionísio, com a potência desbloqueante de afetos da singularidade Tragos, as crianças e moradores, todos vão percebendo outros mundos possíveis, onde é possível a alegria, o amor, a festa, a amizade… onde tudo é possível… onde todo possível é real…

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E é assim que as crianças vão descobrindo e inventando uma realidade aquém e além da lógica do mundo constituído e em seus corpus vão inscrevendo, através da vivência do divino Sátiro, sublime Tragos, Bode fundamental, uma existência na qual seja possível vislumbrar o incomensurável, o demedido, o incapturável… Dionísio!

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todo domingo gordo de carnaval

à rua Rio Jaú, n° 43 – Novo Aleixo (Manaus-Am)

até a vontade de brincar nunca se acabe…

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LULA NÃO FOI, MAS ACADÊMICOS DE TUCURUVI FICOU COM 2º LUGAR

O ex-presidente Lula foi convidado para participar especialmente do desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Tucuruvi, que teve como samba enredo “Oxente, o Que Seria da Gente Sem Essa Gente? São Paulo a Capital do Nordeste”, mas não se desculpou, afirmando que não poderia desfilar na Tucuruvi, porque poderia causar nas outras escolas uma reação de constrangimento.

Assim, Lula não compareceu ao desfile das escolas de samba de São Paulo, que teve como vencedora a Escola de Samba Vai-Vai. Porém, apesar da ausência de Lula, a Escola de Samba Acadêmicos de Tucuruvi, que jamais ganhou um título, foi classificada em 2º lugar.

Nesse fim de quadra momesca, com os resultados dos desfiles definidos apresentando Tucuruvi no 2º lugar, cabe um raciocínio pró-Lula. Sua decisão foi procedente. A escola abiscoitou o honroso 2º lugar em razão de sua própria eficácia.

Entretanto, é bem provável que se Lula tivesse participado do desfile da escola que tem Sheila Melo, ex-dançarina do grupo de rebolado É o Tchan, como madrinha de bateria, alguns torcedores, vendo a escola em2º lugar, atribuíssem essa colocação à influência do ex-presidente. O que não é verdade. Ou seria possível que algum torcedor venha afirmar que se Lula tivesse desfilado, a escola teria sido campeã.

Na altura dessa quarta-feira de cinzas, nada disso conta mais. Todavia, Lula acertou em sua decisão. Não melindrou nenhuma escola.

SANDY REBOLA NO CARNE VAI E AINDA EMPURRA UMAS AMARGOSAS

Sandy, cantora estilo depressão Roberto Carlos, filha do cantor do sertão alienado pela urbe Xororó – pelas melodias tristonhas, mais para chororô –, depois de passar pelo tribunal da moral castradora de alguns internautas que a condenaram por fazer propaganda de uma marca de cerveja, quando afirmou que não bebe, desmontou o balcão inquisitorial.

Na segunda-feira, na Avenida Marques de Sapucaí, no camarote da cerveja da qual é a garota propaganda, a pedido do sambista Diogo Nogueira, filho do também sambista, falecido, João Nogueira, a jovem – envelhecida pela dor que canta em suas músicas – mostrou que os moralistas estavam era com despeito. Tudo porque ela foi marketingzada para lucrar com a música alienadora, como representante da garotinha pura, ingênua e, quiçá, uma santa na terra que desceu dos céus para abençoar a sociedade de consumo.

Mas Sandy, encarnavalizada, mais para carne presente do que carne que vai, rebolou um samba a la Gonzaguinha O Que É O que É?, e ainda empurrou uma amargosa. Logicamente a cerveja de R$ 1 milhão, preço de seu cachê, segundo comentários do jornalismo inútil.

Carnaval 2011

Dom Demétrio Valentini*

Por sua forte incidência cultural e social, o carnaval se tornou referência indispensável para situar o contexto de cada ano.

Desta vez, em termos de calendário, o carnaval chega só agora, em março. Esta demora parece ter vindo a propósito, para aguardar o embarque de outros acontecimentos retardatários, que o carnaval ou vai lembrar, ou vai esquecer de propósito, como é do feitio dos foliões que procuram sempre captar o lado pitoresco da realidade, tornando-a mote de suas acrobacias artísticas.

Pois na verdade, enquanto o país parecia esperar o carnaval, tivemos muitos acontecimentos que vão continuar fazendo parte da agenda deste ano, quer o carnaval os lembre ou os esqueça.

Começando pelo contexto mundial, desta vez o grande terremoto não foi tanto o acontecido na Nova Zelândia, que fez sentir também lá a violência dessas convulsões do planeta, que parecem estar aumentando. O grande terremoto foi o inesperado fenômeno das manifestações de massa nos países árabes, sobretudo os situados no norte da África, de fronte ao mar Mediterrâneo. Não sabemos ainda como ficará a situação nestes países depois de assimilados os acontecimentos destes dias. A história muitas vezes nos surpreende, e acelera o passo onde seu ritmo parecia mais lento, como parece estar acontecendo agora. Com certeza o carnaval vai ignorar esta realidade. Ela tem pouco de folclórico a oferecer. Mas muito de reflexão a deixar. Tanto mais precisaremos estar de olho na evolução dos acontecimentos na Líbia, Egito, Tunísia, Argélia, e nos outros países árabes, geralmente de forte predominância muçulmana.

Em termos nacionais, a tristeza dos fatos acontecidos na serra fluminense continua pesando nos sentimentos de solidariedade com as vítimas dos deslizamentos, e na dor de consciência ao perguntar-nos pelas causas desta catástrofe. Como o carnaval do Brasil tem como primeira referência o Rio de Janeiro, fica certamente o desafio de lembrar estes fatos, para refletir sobre eles.

Em cada ano, terminado o carnaval, se começa a quaresma, e com ela se inicia a Campanha da Fraternidade. Convidando a refletir sobre a vida no planeta, com certeza a campanha encontra na tragédia da serra fluminense motivos de reflexão e de questionamentos que nos preocupam a todos. Neste sentido, de novo a Campanha da Fraternidade vem ajudar a Igreja a sintonizar com os problemas reais que a sociedade vive, e isto acabada sendo boa oportunidade para a Igreja continuar marcando uma presença de serviço na sociedade.

Em termos da nova administração federal, a demora do carnaval foi uma mão na roda para o governo alinhar sua equipe de trabalho, e sinalizar por onde começará a dar seus primeiros passos na direção de suas metas. Já deu para perceber o estilo de articulação silenciosa que a Presidenta Dilma está imprimindo ao seu trabalho. A definição dos seus quatro eixos estratégicos, em torno da erradicação da pobreza, da cidadania, da infra estrutura e do desenvolvimento parece indicar onde o novo governo vai concentrar sua atuação.

Mas passado o carnaval, com certeza vai aumentar a temperatura política no país. Pois é inadiável que se abra o jogo sobre a reforma política, sobre mudanças na legislação tributária, e sobre a formulação do marco regulatório que deixe clara, e viável, a parceria entre o governo e a sociedade civil organizada, especialmente em torno das políticas públicas no âmbito da educação, da saúde e da assistência social.

Que passe logo o carnaval, e que saia da frente, pois está na hora de começar o jogo de verdade.

*Dom Demétrio Valentini é bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira.

ESQUENTANDO A BANDINHA DO OUTRO LADO 2011

Associação Filosofia Itinerante – AFIN

enuncia

Bandinha do Outro Lado

Carnaval-Criança-Dionisíaco

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A criança como produtora da alegria!!!

no domingo gordo de carnaval

06 de março
à rua
Rio Jaú, n° 43 – Novo Aleixo (Manaus-Am)
às
18h (ou 6 da tarde)

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Quando as crianças afinadas vão chegando com suas criatividades, com os movimentos livres no mundo, para compor encontros com cores, pessoas, tecidos, colas, tintas, contas e tantos outros materiais, percebe-se que maravilha é a Bandinha do Outro Lado, realizada no bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus há quatro anos.
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Este é o quinto ano da bandinha que carrega o Sátiro da festa dionisíaca, e não importa se com dente ou dentadura, desde que não seja doada por político corrupto, todas as atividades são distributivas na feitura das máscaras e fantasias necessárias para dançar pelos ares na folia imprevisível.
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Como nos outros anos, as próprias crianças e outras pessoas da comunidade, a partir da alegria dos encontros alegres, participam da construção dos adereços corporais e se envolvem na preparação do ambiente de concentração e explosão intensiva da Bandinha do Outro Lado, a única bandinha em Manô que não carrega os códigos constituídos do falso carnaval capitalizado.

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E enquanto a bandinha da Bandinha do Outro Lado firma a batida, os sátiros vão compondo as composições dionisíacas na pluralização democrática dos sons e das cores fundamentais da alegria que tomará conta da periferia de Manô no próximo domingo, quando você poderá foliar ao som da novíssima marchinha da Bandinha do Outro Lado.
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INCÊNDIO NA CIDADE DO SAMBA NÃO FAZ O SAMBA PARAR

Para os dirigentes, carnavalescos e participantes das escolas que foram atingidas pelo incêndio na Cidade do Samba, que destruiu os ateliês de suas escolas União da Ilha, Portela e Grande Rio, todas do Grupo Especial, e a sede administrativa da Liga das Escolas de Samba, o desfile vai acontecer. O que significa que nem o incêndio pode parar o samba. Mesmo que os dias dos desfiles já estejam se avizinhando.

Construída que foi para abrigar os barracões das 12 escolas de samba do Grupo Especial, em 2005, nunca havia ocorrido um incêndio. As causas do sinistro ainda não foram detectadas. O que agora, em relação aos prejuízos, não tem qualquer importância. As causas que venham ser conhecidas não farão com que as fantasias e os carros alegóricos que foram destruídos pelas chamas, como a Fênix, ressurjam magicamente das cinzas.

Agora, como dizem em coro os sambistas, é hora de confirmar que o samba não morre. Mesmo que as milhares de fantasias, que vão fazer falta no momento do desfile, dado terem sido produzidas em cima dos enredos, tenham sido destruídas. O que comprova que fantasia é criação, os ateliês criam, mas samba é vocação, ninguém cria e nem mata.

Mas segundo divulgação da Liga Independente das Escolas de Samba as regras do desfile desse ano serão modificadas, por força do sinistro anticarnavalesco. Isso porque a destruição poderia ter ocorrido com outras escolas, posto que os barracões são sorteados. Daí a posição solidária das outras escolas com as que foram atingidas.

Por isso, as três escolas de samba que tiveram seus ornamentos e fantasias destruídos não concorrerão com perigo de serem rebaixadas à divisão de acesso, segundo decisão da Liga e determinação da prefeitura do Rio. Além disso, as três escolas desfilarão como hors-concours. Assim, nesse ano no carnaval carioca só concorrerão as nove escolas.

E a vontade de samba, como potência lúdica dançante dionisíaca pode ser bem conferida nas palavras de Helinho Oliveira, presidente da Grande Rio, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, depois de constatar que o fogo havia destruído 98% do que a escola havia produzido para o desfile desse ano.

O samba não foi queimado. A vontade da Grande Rio de ser campeã também não foi. Você, de Caxias, segure as lágrimas ou chore para extravasar, mas vamos desfilar. Vamos desfilar com roupa ou sem roupa. Faremos alguma fantasia, nem que seja uma pluma, nem que seja um biquíni com paetês”, afirmou Helinho.

LULA SERÁ HOMENAGEADO NA ESCOLA DE SAMBA TOM MAIOR

A escola de samba de São Paulo Tom Maior convidou o ex-presidente Lula para sair como destaque. A escola faz homenagem no carnaval desse ano de 2011 ao presidente do Brasil. O convite foi feito, agora se ele vai aceitar e cair no samba, são outros confetes e serpentinas.

A escola Tom Maior fez por onde para exaltar o metalúrgico ex-presidente no desfile de sexta-feira de carnaval com um enredo sobre a cidade de São Bernardo, onde Lula mora. A letra do samba-enredo “Salve, salve São Bernardo, Pedaço do Meu Brasil, Terra Mãe dos Paulistas”, mostra a grande consideração da escola com o “cara” que elevou a auto-estima do povo brasileiro e colocou o Brasil no mundo entre as principais nações internacionais.

A força nordestina te conduz / do carro tu és a capital / berço moderno da luta social / brilha… lá no alto uma estrela / brilhou-lá iluminado nosso país / quem lutou por um ideal / sem medo de ser feliz.

A Ala Vip Amigos de Lula, com o destaque Lula Brilha Lá, contará com a presença dos amigos de Lula. Se eles sabem dizer no pé o samba o que sabem de política, aí são outras alegorias. E para Lula fica a interrogação carnavalesca de seus admiradores. “Será que ele sabe dizer o samba no pé como diz no pé o futebol?” A resposta só será conseguida se ele desfilar.

MÀSCARA DO ROSTO DE TIRIRICA GANHA DE DILMA, MAS PERDE FEIO PARA MÁSCARA DE LULA

A fábrica de máscaras para o carnaval Condal, que há 52 anos confecciona esses produtos para a festa de Momo, e que também produz máscaras de políticos que estão no gosto da opinião pública, divulgou que a máscara do rosto do deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, codinome Tiririca, superou as máscaras de Dilma. Tiririca chegou a 10 mil, enquanto Dilma, que teve sua primeira versão em 2008, seguindo de outra versão em 2009, computou 6 mil unidades.

Mas, no balanço do carnaval, Tiririca não apresenta ginga mascarada como o Sapo Barbudo, Lula. O primeiro operário presidente do Brasil, que com sua administração revolucionou a política brasileira, e que conseguiu nada menos do que 15 mil réplicas de seu rosto carnavalesco.

Ele é a cara do Brasil no exterior. Exportamos para toda a Europa”, afirmou Olga Valles, diretora da empresa substituta do marido, o pintor espanhol Armando Valles, fundador da fábrica.

É, companheiro, até nas máscaras carnavalescas Lula tem avaliação recorde. Porque derrotar Tiririca não é para qualquer um. Um candidato ao posto de deputado federal que amealhou mais de um milhão e trezentos mil votos, só o Lula.

Como poderia vaticinar o profeta Zoroastro, vão passar tempos e mais tempos, mas Lula não passará. Amém, Aura-Mazda!

DESDE 1936, UNIDOS DA TIJUCA É NOVAMENTE CAMPEÃ

Sendo uma das mais antigas escolas de samba do Rio de Janeiro, fundada em 1931, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Tijuca havia sido campeão apenas uma vez, em 1936, ou seja, há 74 anos atrás.

A Unidos da Tijuca é uma escola surgida da fusão de vários blocos populares existentes na região da Tijuca, advindos de comunidades como a Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos, sendo o Morro do Borel seu maior reduto, onde sempre esteve sua sede oficial e também de onde saem a grande maioria de seus foliões.

Nas décadas de 60 e 70, época da ditadura militar, a Unidos da Tijuca, com seus enredos críticos, tendo a participação de vários artistas engajados, entre eles Taiguara, era censurada, não conseguindo subir para o grupo especial do carnaval carioca.

Nos últimos anos, a escola chegou a ser por duas vezes vice-campeã, tendo à frente o carnavalesco Paulo Barros, que acabou indo para a Viradouro em 2007.

A VITÓRIA EM 2010 NÃO ERA SEGREDO

Para o carnaval de 2010, o carnavalesco Paulo Barros retorna à escola, e recebe de um adolescente via orkut uma sugestão de enredo. O jovem Vinícius Conceição Ferraz, de 15 anos, contou a Paulo que depois de ler o livro Atlantis, de David Gibbins, tivera a ideia de um enredo contando a história dos segredos da humanidade. Vinícius, que acompanha atentamente o carnaval carioca desde 8 anos, apesar de ser salgueirense, viu que sua ideia batia mais com Paulo: “Não era um tema histórico e, ao mesmo tempo, era inédito, por isso combinava mais com o Paulo. Em maio do ano passado, encontrei ele no Orkut e enviei por depoimento o nome do enredo ‘É Segredo!’ e expliquei em poucas palavras que a ideia era contar a história dos grandes segredos da humanidade”.

O que se viu então foi a terceira escola a desfilar no primeiro dia de desfile das escolas do Grupo Especial empolgar a todos os espaços da Sapucaí e também aqueles que assistiam pela tv, como, inclusive, este bloguinho cantou a pedra na Segunda-Feira Dominical. Surpreendente! Surpreendente! Gritavam os foliões na Marquês de Sapucaí quando a escola de samba Unidos da Tijuca se mostrou no desfile da noite passada. Uma verdadeira apoteoso da força mágica da fantasia trasladada para a avenida. Performances nunca vistas em toda história do carnaval oficial do Rio de Janeiro. Também os jurados, dessa vez, se renderam à força da criatividade.

Desvendar esse mistério
É caso sério, quem se arrisca a procurar
O desconhecido, no tempo perdido
Aquele pergaminho milenar
São cinzas na poeira da memória
E brincam com a imaginação
Unidos da tijuca, não é segredo eu amar você
Decifrar, isso eu não sei dizer
São coisas do meu coração

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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