Archive for the 'Candomblé' Category



Festa dos Ogans

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FESTA DO BLOCO AFRO

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Praticantes da umbanda, candomblé, macumba e ativistas da defesa da cultura afro-brasileira, se reuniram em uma festa de exaltação às cores, sons, danças e iguarias da África em cada um de nós. O objetivo, além de realizar parte do calendário, foi expressar junto à comunidade manauara a potência dos elementos culturais afro.IMG_7645 IMG_7649 IMG_7650 IMG_7651 IMG_7652 IMG_7653 IMG_7654 IMG_7656 IMG_7659 IMG_7661 IMG_7663 IMG_7664

O blog Afinsophia.com esteve presente com seus representantes cibernéticos e ouviu os enunciados de alguns presentes sobre suas atuações e a importância do culto as expressividades negras. IMG_7670 IMG_7672 IMG_7687 IMG_7689 IMG_7694 IMG_7696 IMG_7705 IMG_7714 IMG_7717 IMG_7721 IMG_7729 IMG_7733 IMG_7734

Segue as falas cada um do grupo.

“Eu trabalhei no MEC [Ministério da Educação] como diretora de diversidade, junto a lei 10639 com a educação etnoracial. Depois fui para presidência onde trabalhei na SEPPIR- Secretaria de Políticas de Promoção  da Igualdade Racial e agora voltei para o meu estado, o Espirito Santo, onde sou secretária de estado trabalhando na gestão. Dentro da minha secretaria tem a gerência de políticas públicas de igualdade racial. Nós temos umas coisas que o Amazonas ainda não tem como o Conselho estadual de promoção da igualdade racial, e umas políticas que avançaram um pouco mais. A gente veio fazer um diálogo com todos para ver se as coisas andam por que está tudo muito parado. Ontem viemos fazer uma conversa com as meninas do hip-hop e da capoeira e hoje viemos prestigiar o bloco, ver como as coisas vão andar para ver o que podemos articular , fazer as coisas acontecerem para poder ver as pautas de políticas públicas se instituírem. O que estamos vendo em Manaus é a pauta sendo tocada pelos movimentos sociais por que o governo não tem tocado nesta pauta etnoracial e o governo só anda sobre pressão. É muito importante que haja uma instucionalidade e vire política pública senão é muito difícil. E é lei, o Ministério Público tem que vir também fazendo a parte dele de cobrança, multa. O evento deste é importante para a questão da auto-estima, para as pessoas se reconhecerem, conviver melhor com sua negritude, ter este diálogo necessário por que geralmente as pessoas ficam muito separadas e também é o início de uma atividade coletiva que pode levar a outras atividades necessárias.” Leonor Franco de Araújo Sub-Secretária dos Movimentos Sociais do Espirito Santo.

“Sou mestrando em sociologia, professor de capoeira afastado, coordenador da Rede Amazônia Negra no Amazonas e estamos nos organizando hoje politicamente nesta discussão sobre o que se refere a cultura negra. Trabalhamos isto há tempos numa luta, onde nós precisamos mais do que nunca nos organizar, não só politicamente mas até religiosamente. Há lutas religiosas para que exista o Espaço sagrado dos Orixás para que haja nosso direito de ir até a natureza pra fazer o nosso culto que precisamos mas com preservação.  Eu concordo que Manaus cresceu, explodiu 30 anos pra cá, mas em sua maioria o povo de santo não acompanhou a explosão e a cidade engoliu as casas de terreiro, assim como engoliu os lugares sagrados,  tribos indígenas… Hoje queremos ter um espaço para que as pessoas possam fazer suas oferendas, o Espaço Sagrado ligado a sustentabilidade. Em 2006, eu e vários babalorixás e ialorixás fechamos a câmara municipal brigando por um espaço nosso, o Parque dos Orixás e o projeto não entrou em tramitação por que o estado pensa que ele não pode dar espaço algum pra entidade religiosa que é nosso caso, sendo que o que mais tem é áreas públicas sendo invadidas por pessoas de outras religiões“ Balalorixá Marlon Seabra.IMG_7674

“Fui feita no Rio de Janeiro, mas hoje sou filha de santo do Pai Geovano de Oxaguiã. Acho importante aqui esta renovação, tem muita coisa acontecendo . Vejo que as práticas também tem que ser preservadas por que hoje a tradição está sendo estilizado de acordo com que as pessoas pensam. O candomblé não tem que se adequar ao comportamento, o comportamento é que tem que se adequar ao candomblé por que é lá que a gente aprende a respeitar os ensinamentos que o candomblé passa e isto está sendo deturpado.  Eu quero resgatar as paramentas originais, com o tempo que você tem pra confeccionar e preparar um Yaô, as roupas de ração tem que ser caracterizadas pela tradição. Eu sou a favor da construção das paramentas no momento em que você vai recolher. Ai como psicóloga confronto esta produção com a questão da terapia ocupacional. Além disso quero pesquisar o comportamento do filho de santo na sua casa.

Também, se nós estamos preocupados com a sustentabilidade e meio ambiente cabe as pessoas de todos os terreiros discutimos as práticas e oferendas, mas também fiscalizar. O que é preciso? Vamos discutir o que é preciso. Cada barracão tem que ter sua comissão formada pela hierarquia. Eu não tenho medo por que eu sei a raiz que eu vim, eu sei da importância da religião, da descendência desta ancestralidade, eu sei exatamente o que eu quero dentro do axé e o que a partir dele quero tentar desenvolver. Mas não sei das brigas que vão vir pois tudo é momento e oportunidade. Acho que o primeiro passo é este encontro e antes de tudo temos que congregar.”

 Ialorixá Jhett Frota esposa do babalorixá Antônio D’andeú. IMG_7710

“Sou de Recife e vim trazer minha força junto ao Ganga Zumba quando fui convidado. Faço trabalho social e faço parte da casa Ilê Axé Oxum Agemum Iá Lê Mim de Mãe Nete e Pai Léo, e lá fazemos trabalho com cultura como coco de roda, oficina de costura, de corte de cabelo, dança afro, Bloco do viramundo (que sai agora dia 16),grupo de coco Chinelo de Iaiá, Coco de umbigada, e lá a casa não para, sempre agitando e tentando resgatar as raízes. Lá toda terça-feira tem a terça negra com grupos de afoxé, maracatu, hip-hop no pátio de São Pedro. Vim aqui compartilhar experiências e presenciar e ver. Percebi que o racismo aqui está mais forte que lá, tem racismo até dentro das casas de terreiro que tem aqui. Um evento deste fortalece muito e mesmo sendo trabalho de formiguinha, é um começo que o pessoal tem que insistir. E tem que começar dentro da casa mesmo, fazer com que os tomates podres não estraguem a caixa toda. Mas aqui se eles lutarem, criando eventos“ Jurandir de Recife IMG_7722

Grafiteiros participantes dos dois dias de eventos: Tiao da Bahia, Denis, Vanderlan, Sub, Brook, Atena, Kizy, Ina, Arab, Nois, as crews 3R, UDS (Usuários do Spray), GF (Guerreiros de fé), VAN (Violência Artística Nacional).

GAMGA ZUMBA-INSTITUTO DE MOBILIZAÇÂO E ESTUDOS AFRO AMZONICO BLOCO AFRO GAMGA ZUMBA

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Missão

Desenvolver trabalhos para a promoção da cultura afro-brasileira. Tendo como objetivos resgatar a autoestima e o orgulho dos afro-brasileiros, valorizar e divulgar a cultura do povo negro, Cidadania defender e lutar para assegurar os direitos civis e humanos dos marginalizados.

Na visão de conscientizar, trabalhar a autoestima, a nossa cultura nas comunidades e levar o resultado dessas oficinas para serem apresentados no processo do carnaval.

Trabalhar oficinas de percussão dentro de programações, no intuito de desenvolver educação e qualificação para o mercado de trabalho. Onde a comunidade possa aprender a brincar, restaurar instrumentos percussivos que são fundamentais para os ensaios e profissionalizar pessoas

Justificativa

Por muito tempo os seguimentos Afros permaneceram dispersos em sua atuação no Amazonas: Capoeira, Hip Hop, Grafite, Rap, Samba, Maracatu, Tambor de Crioula, Maculêlê, movimento das religiões de matrizes africanas, etc. A criação do Bloco Afro tem a intenção de unir todos esses, que trabalham para propagar e difundir a cultura Afra Brasileira e Africana, numa noite cultural, com apresentações de dança e musica. O Bloco se estabelecerá Na escola de Samba Vila da Barra ( Bairro da Compensa-Avenida Brasil) e trabalhará em conjunto com o Projeto Gamga Zumba, trazendo e trabalhando com a comunidade, durante o ano inteiro, com oficinas, seminários e encontros comemorativos e formativos. Através da Lei 12, que estabelece maior equidade entre os seguimentos artístico, cultural e desenvolver a cidadania para uma sociedade mais justa e respeitosa, garantido pelo estatuto da igualdade racial.

Objetivo Geral

Da maior visibilidade e resgatar a cultura Arfo Brasileira e Africana no estado do Amazonas

Objetivo específico

  • Trabalhar oficinas de percussão
  • Trabalhar Dança Afro
  • Realizar oficinas de Grafite e Hip Hop
  • Formar lideranças do Movimento negro em relação à temática
  • Realizar rodas de conversa sobre educação étnica Racial
  • Trabalhar em parceria com as escolas públicas por meio da Lei 10.639/03

Dia:09/03/2014.

Horário: A partir das 14h00min.

Contatos: India Neves (92) 94400080-Email:nathivadanny@hotmail.com.br

Luiz Fernando: (92) 9212-3564

 

FESTA DAS TOBOSSIS NA CASA DA MÃE EMÍLIA

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Mãe Emília mais uma vez ritualizou a Festa das Tobossis em sua casa de acordo com os afetos das Tobossis, meninas Voduns infantis cheias de energia, alegria e pujança. Mãe Emília segue o caráter cultuado nas Casas das Minas de São Luiz do Maranhão.

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Na festa não falta o dialeto africano. Não podia ser para menos, as Tobossis são descendentes da nobreza africana e como nobres se manifestam em singeleza e espírito superior, o que determina sua ludicidade infantil. Essas meninas brejeiras e cativantes, diferentes de outros Voduns, não erram: são perfeitas. Essas qualidades sustentam a festa da Feitura das Tobossis.

Videos só clicar nos links

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FESTA DE YEMANJÁ, A RAINHA DO MAR, NA CASA DE MÃE EMÍLIA

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MÃE D´ÁGUA  

Mãe D´Água

Rainha das Ondas

Sereia do Mar

Mãe D´Água

Teu canto é bonito

Quando faz luar

Auê, auê, Yemanjá

Auê, auê, Yemanjá

Rainha das Ondas

Sereia do Mar

Como é lindo o canto de Yemanjá

Faz até p escador chorar

Quem escuta Mãe D´Água cantar

Vai com ela pru fundo do mar.

20140202_14082920140202_14090920140202_14172620140202_143312 20140202_145929 20140202_151650 20140202_152537A festa da Rainha do Mar, Yemanjá. A festa é uma forma de cerimônia para homenagear a rainha protetora natural dos mares. Nas regiões de rios, como no Amazonas, a rainha da água doce. Com uma tênue semelhança com Iara, a deusa dos rios. É uma cerimônia ligada diretamente à potência das águas e sua influência boa na vida dos seres humanos. É uma festa umbandista e muito bem expressada quando da passagem do ano.

SAUDAÇÃO A YEMANJÁ

Noche huntái Emília Táy Lissá.

Roteiro:

Yamalá dos Orixás

Preparação do Furá – Feita Naná esposa de Oxalá.

Oração do Pai Nosso e de Ave Maria e oração aos Filhos de Santo.

Entrada no terreiro, e saída de Yemanjá.

Chegada das tobossis. As moças executam a dança das tobossis.

Festa de Caboco.

PONTO

Mãe da Casa

Junta seu povo

Hoje é dia

De Louvar Senhora.

P1050686 P1050692 P1050695 P1050703 P1050712 P1050713 P1050714 P1050716 P1050717Originada da Bahia, e com prática há mais de 40 anos, no Rio de Janeiro, a  cerimônia é efetivada através de cantos, danças, jogos de capoeira, flores, oferendas, e, como não poderia deixar de faltar, pedidos. Em Manaus, parte da festa ocorre timidamente, por razão administrativa municipal, na Praia da Ponta Negra, mas de forma mais alegre e livre em alguns centros, como no caso do Centro da Mãe Emília.

MÃE YEMANJÁ

Mamãe, mamãe, mamãe

Mamãe, mamãe, Yemanjá

Vim fazer um pedido

Muitas flores vou lhe dar

Dia dois de fevereiro

Faz a gente recordar

Que é o dia da Rainha

Da nossa Mãe Yemanjá.

P1050718 P1050721 P1050726 P1050727 P1050728 P1050732 P1050736 P1050749 P1050762 P1050767Como se mostra tradicionalmente, membros do vetor-jornalístico da Associação Filosofia Itinerante (Afin) se fizeram presentes, posto trata-se de um dos enunciados antropológico-filosófico-religioso trabalhado pelo devir-afinado. Responsáveis pela documentação da festa da Rainha do Mar, os afinados Alci Madureira e Ana Cristina, na intimidade publica, “Meu Bichinho”, fotografaram a cerimônia e conversaram com Mãe Emília que na ocasião os convidou a lhe acompanharem até São Luiz do Maranhão, para um encontro dos representantes das entidades.

SEREIA DO MAR

Odoié! Odoié!

Salve a Rainha do Mar!

Salve a Sereia do Mar!

Tarimã, tarimã, tarimã

Tarimã tá no fundo do Mar!

Ó gente, cadê Sereia?

A Sereia tá no fundo do Mar!

Que maicaral

Virou zi caçamba

De fundo pru ar!

Odoié! Odoié!

Salve a Sereia e Rainha do Mar!

P1050768 P1050776P1050805 P1050820 P1050830 P1050823Durante a cerimônia, Mãe Emília, sempre cortês e atenciosa, desenvolveu os trabalhos como pede o ritual de dedicação à Yemanjá.

FESTA DO CABOCO ROMPE MATO NO CENTRO DA IALORIXÁ IZABEL

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Mais uma fervorosa festa ao Caboco Rompe Mato foi realizada no Centro da Ialorixá Izabel, na Alameda dos Frances, esquina com a Rua 14, do Bairro da Alvorada. Izabel é ialorixá do terreiro de Ilê Axé Opô Oyá Tope. A Ialorixá Izabel, há 28 anos, produz suas obrigações em Manaus. Iniciou a prática com Urunkô e também efetivou a obrigação de 7 anos de Odun Eje, e a obrigação de 14 anos de Odun Ika. A grandeza da  festa cumpriu o objetivo para que foi realizada: abrir o calendário festivo do ano de 2014, no centro.

Clique em baixo e veja o video.

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CABOCO ROMPE MATO DA JUREMA

É um Rei! É um Rei!

É um Rei do Panaiá e de Jurema (bis).

Lá na Jurema

Rompe Mato é um Rei.

É um Rei do Panaiá e da Jurema.

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O Caboco Rompe Mato é da linha dos cabocos da umbanda cujo nome simbólico é Caboco Rompe Mato da Jurema. Com sua vestimenta verde e vermelha se manifesta nos afetos rigoroso, austero, mas caridoso, amoroso e aconselhador seguindo com dedicação o cruzeiro da luz dirigindo seus seguidores a evolução espiritual na luz de Cristo. É caboco Ogum na potência do Orixá Oxossi. É um caboco cuja singularidade é indígena.

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As fotos e os vídeos permitem o internauta, seguidor ou não dos princípios da umbanda, fazer uma inferência sobre o quanto foi encantadora a festa realizada pela Ialorixá Izabel, seus filhos, filhas e também os convidados que se fizeram presentes. A Ialorixá Izabel tem os afetos fundamentais para a realização festiva das obrigações. Os membros da Associação Filosofia Itinerante (Afin) se fizeram presentes, como fator jornalístico, e puderam constatara grandeza do trabalho. Onde não faltou sinceridade e dedicação.

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Uma nota importante da festa do Caboco Rompe Mato, nesse fim de janeiro, é que pela primeira vez a Afin faz um trabalho na Casa da Ialorixá Izabel. E pela primeira vez, divulga suas observações em forma de expansão no ciberespaço. O que torna, para a Afin, um importante fato-indígena-afro-religioso.

VEREADOR BAHIANO QUER PROIBIR A MANIFESTAÇÃO AFRORELIGIOSA NA TRADIÇÃO DE SACRIFÍCIO DE ANIMAIS

Na Bahia, terra de São Salvador e do Nosso Senhor do Bonfim, o vereador Marcell Moraes, do PV soteropolitano criou um projeto de lei baseado em sua própria concepção de mundo onde deve ser proibido o  sacrifício de animais em rituais de candomblé e em outros culto afrobrasileiros. Ele chamou o sacrifício de animais no candomblé de “tortura” e afirma que ainda um dia pretende lançar um projeto de lei que proiba comer carne.

Aceitar um projeto deste é aceitar a irracionalidade. Com um discurso pautado  na imbecilidade o projeto preve uma escolha pessoal sobre o coletivo. Falar mal sobre sacrificar animais é algo que envolve uma discussão mais ampla sobre a própria presença humana como ser carnívoro na terra. Estudos históricos/antropológicos/fisiológicos como  “As condições da evolução sexual” de Robin Fox mostra que o cérebro humano só cresceu e deu a funcionalidade como conhecemos graças ao abate e consumo de carne cozida pelo Homo Sapiens.

Este projeto enfoca no quesito religioso apenas, visto que o sacríficio de animais também ocorre (e neste caso violentamente e em grande quantidade) em criadouros, granjas, frigoríficos e outros locais que levam a carne ao prato da população.Por este motivo uma série de antropólogos e estudiosos se posicionaram contra o projeto, já que a carne do animal oferecida aos orixás é sacrificada sem maltratar e também serve de alimento para a comunidade que frequenta os terreiros.

Ao comentar seu projeto Marcell ainda mostrou um desconhecimento de sua função como vereador e da legislação brasileira que defende os cultos, querendo ele próprio propor mudanças nas práticas afro: Não tenho nada contra terreiros de candomblé. Eu apoio as religiões afro, mas essa oferenda precisa mudar. A própria religião prega que os orixás são bons e puros. Então, elas (entidades religiosas) vão compreender se trocar a oferenda e oferecermos folhas ou plantas no lugar dos bichos sacrificados”.

A legislação brasileira defende em vários lugares a prática e tradições religiosas. A Constituição Federal no Art. 5.º inciso VI afirma “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;”. Já o Códico penal no Artigo 208 diz que “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena – detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa.”.

Este projeto de lei além de não permitir o “livre exercício” desta tradição, não pretende discutir estes valores, já que se impõe como única verdade impedindo com que a sociedade bahiana e das religiões afro possam analisar suas formas culturais provenientes do povo negro que veio da África. De qualquer modo a mudança deve ocorre se os praticantes sentirem necessidade dela para sua manutenção.

Assim a opinião individual deste vereador não pode deixar o fluxo livre das matrizes africanas em se expressar, não por ser garantido por lei, mas pelo respeito as diferenças humanísticas dos negros que são brasileiros como nos fazemos a cada dia.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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