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O ÊXODO DE JESUS PARA A VIDA

Ser um animal falante é o que faz o homem produzir para si uma nova natureza naturada, posto que rompa com a natureza naturante; e isto faz com que ele se torne responsável pelos mundos humanos construídos. Daí a transformação da natureza em múltiplos mundos políticos. O homem não apenas diz sua existência em uma coletividade, mas se faz, constitutivamente, ele próprio, um dizer para o bem comum da cidade. Homem, discurso e cidade estão imbricados como uma síntese disjuntiva. Negando a capacidade intelectiva humana de traduzir o mundo através do discurso, e assim, fazendo com que o mundo seja humanizado em uma práxis transformadora dos códigos constituídos, o homem nega sua própria existência liberada do corpus normalizado e normalizante de uma cidade de sujeitos mudos, estes que são a doença da cidade. Jesus, filho de Maria e José (ambos camponeses), não foi uma doença da cidade. Pelo contrário, fez com que a fala se agitasse como processual de inovação de um mundo com valores decadente. Assim, fez da sua existência a afirmação da mortalidade humana, percebendo a necessária importância de suas ações políticas na antecipação de sua própria impossibilidade (a morte). Acreditamos que é justamente nisso em que Jesus praticou o êxodo dos lugares de poder de sua época e coroou a afirmação da Vida contra a cultura tanática de um cristianismo doente. Jesus desertou os lugares de poder, produziu a linha de fuga, necessária, desvinculando a Vida dos buracos negros constituídos pela perversidade da lógica castradora da lei e da tradição do capital. É deste modo que percebemos Jesus como subversivo, isto é, como singularidade que não se deixou ser tomado e absorvido pela relação de dominação, onde sempre deve haver o subordinador e o subordinado. Jesus, pelo dizer, fez a si mesmo antes de falar junto da multidão. Jesus, negador da potestas (poder). Jesus, afirmador da potentia (potência). O discurso de Jesus foi e é um esforço de elucidar o discurso responsável por dissociar a violência da lei, a fé da exploração, o espírito da superstição, a Vida da morte. Tudo isto efetivando o corolário entre a Vida e o Amor Político.

Desertar os lugares de Poder

A Vida é produção. A produção não está reduzida ao ciclo de reprodução da economia política capitalística. Nesta impera a reprodução dos valores do mercado autônomo aos quais está subordinada a vida. Neste sentido, a vida deve obedecer à lógica da propriedade privada para que a liberdade, a igualdade e a fraternidade possam surgir como verdades inquestionáveis. Não é à toa que é após a revolução burguesa francesa onde o Estado de Direito vai se constituir. O Estado se funda na violência do direito a propriedade e faz da economia a base de sua estrutura regulamentar, tendo na ordem jurídica a normatividade necessária para a exploração. Deste modo, a vida em sociedade deve obedecer às leis da economia, da troca de mercadorias, capitalista, fazendo da equivalência a medida das relações de produção e das relações sócio-políticas. É necessário separar o social do político para que a economia possa exercer sua organização, pois:

“A esfera da circulação, ou seja, da troca de mercadorias, em cujos limites realiza-se a compra e a venda da força de trabalho, era um verdadeiro Éden dos direitos inatos do homem. Ali reinavam apenas a Liberdade, a Igualdade, a Propriedade e Bentham. Liberdade!- pois o comprador e o vendedor de uma mercadoria, como força de trabalho, por exemplo, são determinados apenas por suas livres vontades. Firmam o seu contrato como pessoas livres, juridicamente iguais. O contrato é o resultado final, através do qual suas vontades assumem uma expressão jurídica comum. Igualdade! – pois entram em relação recíproca somente como possuidores de mercadoria e trocam equivalente por equivalente. Propriedade!- pois cada um dispõe apenas do que é seu. Bentham- pois cada um cuida apenas de si mesmo. O único poder que os reúne e põe em relação é o próprio proveito, da vantagem pessoal, dos seus interesses privados. Exatamente porque, deste modo, cada um cuida de si e ninguém do outro, todos realizam – sob os auspícios de uma harmonia preestabelecida das coisas ou de uma providência sagaz ao extremo – tão somente a obra da vantagem recíproca, do proveito comum e do interesse geral” (Karl Marx).

Isto tudo enraizado na violência da acumulação como única forma de organização da cidade. Esta produção própria do capital é reproduzida e ecoada para os mais distantes níveis da sociedade e pretende ser o invólucro da vida. Esta produção dobra-se no real (Antonio Negri). E o Estado não se contenta em ser o único lugar desta violência, como muitos já asseveraram. O Estado não é foco de poder por excelência, o centro de toda emanação e dispersão da violência estatal e de seus aparelhos ideológicos. Em sua completa falta de natureza e essência, “O Estado não é um ponto que toma para si a responsabilidade dos outros, mas uma caixa de ressonância para todos os pontos” (Deleuze e Guattari).
E isto não significa dizer que o poder vá de um ponto a outro, de uma instituição prescritiva a outra, de um poder discricionário a outro. Há agenciamentos entre os múltiplos pontos que, constitutivamente, vão formando os lugares de poder e sua dinâmica. Há o eco, a reprodução, a caixa de ressonância que se dá como “vaso fechado”. Mas também não há apenas distribuição de poder pelos diversos lugares por onde o poder irá realizar seus exercícios, mais do que a disciplina dos corpos para que estes sejam dóceis, numerados, classificados e divididos para a produção de mais-valia, há um poder sobre a vida, esta produção pretende gerenciar a própria vida em sua dinâmica. Daí quando se falar de Estado, e principalmente de violência do estado, a necessidade de não reduzirmos as análises ao Estado como único foco de poder; e que ao derrotar o Estado poderíamos, enfim, constituir uma nova realidade. O maior perigo no Estado está na reprodução do seu discurso. Ou seja: fazer com que as singularidades sejam destruídas e que os indivíduos não se realizem no acontecimento, mas como produtos de um discurso carregado de pressuposto. Deste modo, seremos apenas sujeitos sujeitados, efeito da imagem do pensamento do Estado.

Mas, contudo, a Vida continua a ser produção. Mas agora a Vida já não é produzida no ciclo da produção capitalística, mas torna-se o processo pelo qual uma nova economia política é engendrada. A própria Vida torna-se a condição necessária da produção. Tudo emerge da atividade social que não é dissociada da política e não se reduz ao domínio do econômico (relações de troca fundamentada no direito a propriedade privada). E para que a Vida seja o devir de uma produção humana, “a chave essencial para transformar o próprio em comum” (Antonio Negri), há a exigência de desertarmos os lugares de poder. Mais do que isso: é necessário que possamos recusar e resistir toda a reprodução e eco do discurso do poder do capital difundido, para que não tenhamos o mesmo fim de Narciso e Eco. Desertar os lugares de poder para efetuarmos o êxodo para a Vida.

Jesus efetivou este êxodo. Fez pulsar a Vida como devir da humanidade. Jesus não foi apenas contra o domínio perverso político, econômico, social e espiritual de sua época. Ele não apenas sabotou a estrutura e ordem estabelecida. Fez muito mais. Ele teve uma atitude diagonal, efetivou um declive nos códigos religioso-jurídicos e no sistema dominante do Império Romano. Jesus recusou e resistiu a reprodução do discurso constituído e se fez turbulência. O que pode ser produzido em uma ordem auto-referente? O que pode ser produzido em um campo homogêneo? Nada. Nestes lugares tudo deriva para o estável, para o equilíbrio pré-estabelecido. O iniciar é já chagar ao fim que é o equilibrado. Todos os caminhos levam ao mesmo. E todos os caminhos que se originam do mesmo são reproduções. É necessário esvaziar os lugares de poder. É preciso vencer os obstáculos. É preciso ter a potência do rio que nunca é o mesmo e como fluído vai criando seu próprio leito na desmedida em que vai compondo com o terreno, destruindo as barreiras. Quando o vazio surge da destruição da ordem pré-estabelecido os caminhos tornam-se relativos, multiplicidades, moleculares. E não é necessária a força maior, molar,  para que o vazio venha a ser a condição da multiplicidade e da criação de um novo modo de existir. Estamos no terreno do menor. O menor declive, o menor desvio, a menor descida, o menor discurso, mas o menor que inaugura uma existência completamente apartada dos códigos constituídos:

“De modo que se pode dizer, à escolha, que a queda atômica é dotada de declive total ou de declive nulo. É um fluxo como tal, homogêneo, desfrutando de uma força única. De um certo modo, é o equilíbrio, mas seria antes um pré-equilíbrio. Então, a declinação define um declive. É o declive desencadeado por um desvio do equilíbrio, por uma diferença em relação a esse pré-equilíbrio que é homogêneo. Ora, justamente, o clinâmen é definido por Lucrécio, e duas vezes, por um mínimo. É o menor declive possível abrindo os caminhos para a existência. (…) Logo, o clinâmen é o menor desvio e o declive ótimo” (Michel Serres).

O (dis)curso de Jesus é diferença, não identidade. O dizer de Jesus é o menor porque vai contra os obstáculos posto por sua época e codificado em atos reacionários. Jesus nega reproduzir o discurso que gera a doença da cidade e começa a fazer do discurso a arma que engendrou quando criou a linha de fuga dos buracos negros. E não basta este discurso ficar com Jesus, ele deve ser partilhado, ele deve trabalhar para o bem comum, para a riqueza de todos na cidade. A cidade tem que ser o lugar do discurso, pois é dela que o discurso sai. Jesus vive primeiro para depois discursar, sente o mundo para poder ser o que diz. Bem comum, perseverar a existência como produção nova da Vida, da Vida como condição da produção do novo. Eis a importância política de desertar os lugares de poder e seguir o fluxo do novo.

Da Cidade surge a lei: não há morte 

Pensar a morte. Ter a experiência da morte – a saber, são disposições humanas que estão intimamente relacionadas à linguagem, ao falar e ao dizer. A morte como antecipação da impossibilidade própria a nós mortais (Heidegger). Nesta antecipação podemos nos afastar da morte e fazer de sua negatividade uma paixão positiva. Para não morrer é preciso estar disposto para a Vida. Talvez o lugar por excelência (arete) para pensar o pensar e a negação da morte seja a cidade e suas leis.

Primeiro, o que é pensar? Deleuze, a partir da conferência “O que quer dizer pensar?” de Heidegger diz: “Lembremo-nos dos textos profundos de Heidegger, mostrando que, enquanto o pensamento permanece no pressuposto de sua boa natureza e de sua boa vontade, sob a forma de um senso comum, de uma ratio, de uma cogitatio natura universalis, ele nada pensa, prisioneiro da opinião, imobilizado numa possibilidade abstrata…: ‘o homem sabe pensar, na medida em que tem a possibilidade disto, mas este possível não nos garante ainda que sejamos capazes disto’; o pensamento só pensa coagido e forçado, em presença daquilo que ‘dá a pensar’, daquilo que existe para ser pensado  – e o que existe para ser pensado é do mesmo modo o impensável ou não pensado, isto é, o fato perpétuo que ‘nós não pensamos ainda”.

Pensar, portanto, seria pensar o impensado, o novo, tudo que está “fora” dos pressupostos. Pensar não é representação. Seria uma disposição para o impensado, para o novo. Para nós, pensar seria não reproduzir a imagem do pensamento do Estado, isto é, não reproduzir as definições de liberdade, igualdade e solidariedade, segundo os pressupostos das relações econômicas da produção capitalística. Percebe-se, nesta reprodução, na organização jurídica das relações de troca, a lei como coerção, a justiça como castigo, uma imposição que, como nos diz Antifonte, gera uma legalidade capaz de coagir nossos sentidos, prescrevendo aos olhos “o que devem ver e o que não devem ver” (Barbara Cassin). Pensar a lei nesta produção significa agir, comportar-se e viver de acordo com os pressupostos impostos, conhecidos como legalidade.

É a cidade que é o lugar da lei. E quando a cidade é governada por leis motivadas pelo danoso, pelo castigo e pela vontade privada de satisfazer a admoestação como exemplo de conduta, a cidade perde sua potência de compartilhamento do pensar como novidade e transgressão da ordem natural. A lei é produção humana coletiva, desvinculada da produção econômica (por exemplo, a lei de mercado) a lei é um consenso que se dá pela ação do discurso, da persuasão pertencente a todos, onde todos possuem a técnica justaposta à razão e decidem juntos pelo bem comum da cidade. Lei: transgressão da ordem natural para a produção da cidade através da cooperação de todos aos olhos de todos.

Jesus via na lei não a coerção, mas a disposição de se compreender a necessidade do bem comum a todos na cidade. A lei, portanto estava para a Vida, não para a reprodução da violência do imperialismo romano e dos códigos religioso-jurídicos de sua época. Tanto que foi um subversivo, não se fez um subordinado, mas criou um novo modo de ser, posto que criou um novo pensar sobre a Vida. Daí Jesus ser Vida e ninguém ir ao Bem se não através dele, digo, de seu discurso. Podemos dizer, destarte: Jesus estava para além do bem e do mal, foi uma pessoa rara, um espírito livre, pois tinha a disposição para pensar o impensável no fato e, assim, problematizar o real.

Se a lei é um produto da cidade e da relação recíproca entre os discursos de seus concidadãos, a lei surgindo da cidade e não ao contrário, esta lei é uma tendência ao bem comum, e é saudável que nela possamos viver conforme, pois ela não se perseverar pela coerção, nem pelo temor, tão pouco pelo sentimento de vingança ou por um dinamismo do qual apenas transfere a interdição, a dor e o mesmo de um lugar a outro como uma metástase, mas porque, ela própria, a lei, será a ordem racional da cidade, a transgressão da ordem natural e mística a serviço da cidade e de todos que nela vivem. A lei será a fala de todos produzindo a cidade e sempre será o mote da jurisprudência filosófica.

É deste modo que dizemos: Jesus jamais morreu. Longe da morte que os cristãos são remetidos através de um Cristo paulino, acreditamos, singularmente, que o discurso de Jesus habita no mundo, é preservado por cada pensamento disposto a pensar o impensável. A estreita relação entre morte e linguagem (o domínio da linguagem sobre a morte, a forma pela qual o incondicional, o desconhecido é apreendido pela classificação gramatical) aqui ganha um novo fôlego: a linguagem não mais domina a morte, mas a liberta de seu fim inconteste, pois o homem como animal falante preserva seu ser nas inúmeras composições de seus discursos. Jesus não mais na Cruz. Jesus livre, solto como criança, como nos diz o poeta lusitano Pessoa. Jesus Vivo.

É deste modo que a paixão de Cristo aqui é transformada em uma paixão positiva de Jesus e sua caminhada até a crucificação é simplesmente o sentido da sua subversão e desertificação dos lugares de poder, da reprodução dos discursos perversos do poder. Importa Jesus Vivo. Por isso, em meio a multiplicidades de verdades, caminhamos junto a ternura, o humor e a inteligência com uma: a páscoa é linha de fuga, recusa e resistência, libertação e possibilidade de uma nova Vida, de novos códigos para a existência, sempre a pensarmos no bem comum na cidade. Jesus efetivou o êxodo para a Vida.       

    

DEPOIS DO BRASIL SE ABSTER NA VOTAÇÃO DA ZONA DE EXCLUSÃO AÉREA NA LÍBIA, PATRIOTA DIZ QUE É A FAVOR, E COM EUA

No dia 17 de março, quando o Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas (ONU) votou a resolução para criar uma zona de exclusão aérea na Líbia para combater as tropas do ditador Khadafi, que, segundo o organismo internacional, estava colocando em perigo a vida do povo líbio, o Brasil, juntamente com a China, a Rússia, a Índia e a Alemanha, se absteve de votar. A medida para criar a zona de exclusão aérea na Líbia era, e é, defendida pela França, Estados Unidos, Inglaterra e Líbano, e hoje é comandada pela Organização do Atlântico Norte (OTAN), cujas tropas são acusadas de bombardear civis, entre eles crianças, quando o propósito era protegê-los.

Hoje, dia 15, respondendo perguntas no momento de uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores, e ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos, defendeu a intervenção na Líbia, e com a participação dos Estados Unidos com sua força militar na zona de exclusão aérea.

Para sustentar seu argumento, Patriota disse que a intervenção conta com o apoio do Conselho de Segurança das Organizações das Nações Unidas, e que um dos fatores da vitória de Obama nas eleições norte-americanas foi sua posição sobre a participação dos militares norte-americanos em conflitos internacionais. Obama não aceita intervenções unilaterais como ocorreu no Iraque, no governo Bush.

Patriota esqueceu que a proposta de votação foi elaborada exatamente pelo Conselho de Segurança da ONU, amparado pelos países que pretendiam – e conseguiram – a intervenção. E a intervenção no Iraque não foi unilateral por obra exclusiva do outro tirano Bush. Outros países lá estavam na hora, por exemplo, a Inglaterra. A mesma Inglaterra que se encontra na Líbia, inclusive treinando rebeldes e mercenários, segundo noticiários da imprensa internacional.

A simplificação do argumento de Patriota fica mais óbvia quando ele, para concordar com as consequências da zona aérea de exclusão na Líbia, defende que as intervenções militares “respeitem a Carta das Nações Unidas”. Quando o Brasil se absteve, já havia a Carta das Nações Unidas.

PRESIDENTE DO AFEGANISTÃO DIZ QUE SE A OTAN NÃO PARAR DE BOMBARDEAR CIVIS SERÁ TIDA COMO INVASORA

As últimas ações bélicas realizadas pelas tropas militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no território do Afeganistão, bombardeando e matando civis, inclusive crianças, levou o presidente do país, Hamid Karsai, a afirmar, como reação, que se a OTAN não parar de bombardear civis ela será tomada como invasora do território afegão.

As tropas da OTAN foram para o Afeganistão com o objetivo de destruir a rede terrorista Al-Qaeda, e proteger a população contra o inimigo interno. Sua entrada no território afegão teve como elemento propulsor o bombardeio das duas Torres Gêmeas, nos Estados Unidos.

Se não detiverem seus bombardeios contra nossas casas, sua presença no Afeganistão será a de um invasor, contra o desejo do povo afegão.

A história mostra com clareza como reagem os afegãos contra um conquistador”, advertiu Karsai.

Ontem, segunda-feira, dia 30, na localidade de Nawzad, um bombardeio da OTAN matou 12 crianças e duas mulheres, aumentando o número de civis assassinados pelas tropas internacionais. Segundo dados da missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), no ano de 2010 foram assassinados 2.777 civis por força da violência, 15% a mais que o ano anterior. Para o presidente do Afeganistão, esses números de mortos são inconcebíveis. E são eles que estão acirrando-o a tomar uma posição contrária às forças internacionais da OTAN.

PARA ASSESSOR ESPECIAL PARA ASSUNTOS INTERNACIONAIS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, A MORTE DE BIN LADEN NÃO ACABA COM TERRORISMO

A comunidade mundial deve aproveitar as manifestações populares que vem ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África para combater o terrorismo, afirmou o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, ao analisar que a morte de Bin Laden não vai acabar com o terrorismo internacional. Quanto à possível represália desencadeada pelos seguidores de Bin Laden, ele acredita que vai haver. De acordo com Marco Aurélio Garcia, também só repressão não soluciona o problema do terrorismo.

Os critérios de cada país são decididos pelos seus governos. Isso é mais ou menos que todo mundo acredita que vai haver. Se acham que o problema do terrorismo está resolvido com a morte do Bin Laden, estão muito enganados.

O problema do terrorismo evidentemente não se resolve com repressão, mas, sobre tudo, atacando as causas fundamentais do terrorismo.

Por sorte, Antônio Patriota levantou uma questão interessante: nós temos uma efervescência democrática na região muito grande, que coloca uma via distinta daquela que habitualmente nós tínhamos.

De um lado a submissão às grandes potências do Ocidente, que muitos governos tinham e ainda têm, e, de outro lado, essa rejeição ao fundamentalismo que se expressava, entre outras coisas, nas iniciativas terroristas. Acho que nós temos um caminho democrático, se nós resolvermos uma série de problemas da região, que é a questão da Palestina”, afirmou Marco Aurélio.

ESTADOS UNIDOS PRETENDENDO TREINAMENTO PARA REBELDES LÍBIOS CONFIRMAM SUA INTENÇÃO

O governo dos Estados Unidos, propriamente o presidente Obama, já havia afirmado que pretendia auxiliar os insurgentes contra a força militar de Khadafi. Agora foi a vez de Robert Gates, secretário de Defesa norte-americano, que explicitou a intenção intervencionista do país do Tio Sam.

Para Robert Gates, os insurgentes estão improvisando e precisão de treinamento.

Penso que a oposição precisa, antes de mais nada, de treinamento, comando e organização. Muitos países estão em condição de dar essa assistência. Não é uma capacidade que só os Estados Unidos possuem e, na minha opinião, outros deveriam ser responsáveis por isso”, afirmou, convicto, Gates.

Trata-se de simulação de Gates quando afirma que o treinamento não deveria ser dado pelos Estados Unidos. O estado norte-americano, compulsivamente interessado no petróleo líbio, é detentor de uma incontida megalomania, jamais permitiria que outros países da coalizão tomassem a frente da missão. Pode tomar, mas com os Estados Unidos no comando. Da forma como está sendo simulado o comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) nas operações na Líbia.

Duas provas incontestes são as declarações do governo norte-americano em pretender armar os rebeldes, e a estada e ação de CIA no território líbio, como foi noticiado pela imprensa norte-americana. Segundo a imprensa, a CIA tem mantido contato com os rebeldes para analisar suas condições e encontrar quais são as lideranças.

Para todos que já conhecem as tramas dos Estados Unidos com sua política exterior intervencionista, está óbvio que seu objetivo final é dominar o país árabe, como vêm fazendo com outros países. Aproxima-se dos líderes, depois os afasta do processo de mudança, e realiza o que já é do conhecimento da comunidade internacional. O mesmo que o filósofo francês Sartre – que falta faz à França nesse momento – conta em sua obra A Engrenagem.

TRUQUE DA ALEMANHA: MANDA MAIS SOLDADOS PARA O AFEGANISTÃO, E LIBERA SOLDADOS DA OTAN PARA LUTAR NA LÍBIA

Na linguagem anti-bíblica, o que a Alemanha está fazendo é servir a dois senhores. Na votação para decidir a resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que criava a zona aérea na Líbia, e concedia à força militar internacional o direito de bombardear o território líbio, a Alemanha se absteve. Um ato visto pela maioria da sociedade global como racional. A parte da sociedade global que é contra a mentira usada em nome da paz, como fazem os países imperialistas/intervencionistas, comandados pelo histórico tirano Estados Unidos, quando querem usufruir dos bens materiais que possuem os povos violados em suas soberanias.

O governo alemão decidiu aumentar seu efetivo soldadesco-bélico no Afeganistão – outra invasão comandada pelos Estados Unidos – para serem liberados os soldados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) que se encontram nesse país, para que eles possam participar da invasão à Líbia, em nome da paz e da defesa dos civis, como prega o credo despótico do capitalismo norte-americano.

O governo alemão vai mandar mais 300 soldados-bélicos para se agruparem com os 5.000, que já se encontram lá. Dessa forma, serão 5.300, desde que a invasão se sucedeu no Afeganistão, em 2001. Mas a promessa de retirada das tropas feita pelo governo alemão continua em pé. Como é promessa, pode ter várias posturas em pé, deitado, de cabeça para baixo, em um só pé, sentado de cócoras, e assim por diante, dependendo da imaginação do corpo promesseiro.

Para confirmar a decisão anti-bíblica, o ministro da Defesa alemã, Thomas de Maizière, falando em uma rádio de seu país, afirmou que era “um sinal político da nossa solidariedade”.

É um alívio de fato para a OTAN e um sinal político da nossa solidariedade perante a aliança militar, também diante dos acontecimentos na Líbia”, afirmou o ministro solidário.

A solidariedade da Alemanha em política exterior intervencionista é conhecida como trapaça. Mas há aqueles de chamam de hipocrisia pacifista-multilateral. Na linguagem futebolística, é o famoso faz que não chuta. “Eu faço que não chuto, mas quando ele se distrair, eu chuto. E aí parece que eu não chutei”.

CHINA ACUSA OS PAÍSES QUE ATACAM A LÍBIA DE QUEBRAREM REGRAS INTERNACIONAIS

Nessa segunda-feira, dia 21, o mais importante jornal comunista da China, O Diário do Povo, órgão do Partido Comunista, publicou matéria afirmando que autoridades chinesas acusam os países que invadiram a Líbia de quebrarem as regras dos tratados internacionais.

Para os chineses, as manobras militares do Ocidente na Líbia contra o líder Khadafi, executadas pelos Estados Unidos, França, Reino Unido, Canadá e Itália, podem se transformar em mais uma forte força de atrito entre Pequim e Washington. Para o Diário, a invasão da Líbia contém semelhanças com a invasão norte-americana no Iraque.

As tempestades ensanguentadas que o Iraque sofre há oito anos e o sofrimento indizível de seu povo são um reflexo e um alerta.

Os ataques militares à Líbia são, após as guerras no Afeganistão e no Iraque, a terceira vez que alguns países lançaram ações armadas contra países soberanos.

Deveria ser notado que toda vez que os meios militares são usados para lidar com crises, é um golpe na Carta das Nações Unidas e nas regras das relações internacionais”, diz trecho da matéria.

NO RESCALDO DA VISITA DE OBAMA, MANIFESTANTES PRESOS CONSEGUEM HABEAS CORPUS

Na sexta-feira, dia 18, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro, 13 manifestantes que protestavam contra a presença do presidente dos Estados Unidos Barack Obama, no Brasil, foram presos. Em seguida foram conduzidos aos presídios de Água Santa e Bangu I.

Ontem, dia 20, dois manifestantes, um estudante do Colégio Pedro II de 17 anos, e uma senhora de 67 anos, presos entre os manifestantes, foram soltos. Hoje, dia 21, os 11 restantes conseguiram habeas corpus de soltura por determinação do desembargador Cláudio Del Orto, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ).

No sábado, dia 19, os advogados do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio (Sepe) pediu a soltura dos manifestantes. Alguns deles fazem parte do sindicato. Todavia, o plantão judiciário indeferiu o pedido de habeas corpus, alegando que a soltura dos manifestantes representava “risco à ordem pública e à visita do presidente americano ao Rio de Janeiro”.

Hoje, dia 21, Obama deixou o Brasil, e no rescaldo de sua visita ficam os manifestantes.

ESTADOS UNIDOS ESTÃO ANSIOSOS PARA BOMBARDEAR TROPAS DE KHADAFI, “EM NOME DA DEMOCRACIA”

Historicamente movidos pela sanha patológica da intervenção nos países que lhes apresentam possibilidade de exploração parasitária, os Estados Unidos, sempre usando como validades de seus atos gananciosos os ideais democráticos, cogitam bombardear áreas próximas à cidade de Benghazi, onde estão ocorrendo conflitos entre os insurgentes e tropas do governo, para evitar o avanço de Khadafi.

A posição do país, líder do despotismo internacional, é contrária às decisões internacionais das nações que estudam uma forma mais eficaz de intervir no conflito sem corromper os princípios da soberania resguardados por todos os países que fazem parte da Organização das Nações Unidas.

Todavia, a posição dos Estados Unidos em querer ultrapassar as decisões coletivas, não é tida pela comunidade internacional como original. O país sempre mostrou imperiosidade quando trata de fazer prevalecer seus interesses. Historicamente, o que ele menos esperou foram decisões coletivas. Quando não decidiu por si mesmo, usou subterfúgios para convencer organismos internacionais para decidir que ele estava certo. O mais recente caso do Iraque é um exemplo.

A ânsia dos Estados Unidos em tornar efetiva sua ação militar no território líbio é decorrente do fato das tropas militares do governo do ditador Khadafi estarem conquistando as cidades e as zonas antes dominadas pelos rebeldes. A TV Estatal noticiou hoje, dia 17, que próximo ao aeroporto de Benghazi foram escutados explosões e tiros. Confirmada a notícia, implicaria mais uma vitória do ditador Khadafi sobre seus rivais. O que desesperaria muito mais o país do Tio Sam, visto que a cidade é o maior território vitorioso dos insurgentes, e tem, além da importância revolucionária, o sentido simbólico da batalha.

Essas ocorrências estão deixando os Estados Unidos ansiosos para partir para o combate. Por isso, eles disseram ao Conselho de Segurança da ONU que ele deveria adotar medias mais duras do que a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

Estamos discutindo muito seriamente e comandando os esforços no Conselho a respeito de uma gama de ações que acreditamos ser eficazes para proteger os civis.

Na visão dos Estados Unidos é que precisamos estar preparados para contemplar os passos que incluem uma zona de exclusão aérea, talvez indo além dela”, afirmou Susan Rice, embaixadora dos Estados Unidos na ONU. No contexto internacional, a embaixadora Rice não permite que se esqueça da ex-secretária de Estados norte-americana do governo Bush, Condoleezza Rice.

Quando os Estados Unidos falam em proteger os civis, a espinha da vida do Planeta Terra estremece.

PARA AIEA A SITUAÇÃO NO JAPÃO NÃO ESTÁ FORA DE CONTROLE COMO AFIRMOU O COMISSÁRIO EUROPEU PARA ENERGIA

Opondo-se ao que afirmou o comissário europeu para energia, Guenther Oettinger, que disse que a situação referente ao vazamento de energia nuclear na Usina Nuclear de Fukushima encontra-se fora de controle, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, afirmou que a situação é muito séria, mas não está fora de controle.

Não é o momento de dizer que a situação está fora de controle. Evidentemente, a situação se desenvolveu nas últimas 24 horas e agora é muito séria”, afirmou o diretor da AIEA.

Alguns reatores da Usina Nuclear de Fukushima, desde o dia do terremoto-tsunami, vêm sofrendo explosões e emitindo radiação para atmosfera ambiente, depois que o seu sistema de resfriamento apresentou falhas. Entretanto, de acordo com algumas leituras sobre a radiação houve uma “emissão limitada”.

O diretor da AIEA, Amano, vai viajar amanhã para o Japão com o objetivo de avaliar a atuação da AIEA na Usina Nuclear de Fukushima, e se reunir com autoridades japonesas.

Eu quero ir para o Japão para mostrar que este é o momento de a comunidade internacional permanecer unida e ajudar o Japão.

Eu não sei quem estará na reunião, mas pretendo me reunir com os níveis mais altos. Discutir a situação com eles pessoalmente e trocar opiniões”, afirmou Amano.

Ele afirmou ainda que pretende pedir às autoridades japonesas que acentuem suas formas de comunicação com o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU).

OPOSIÇÃO A KADAFI REJEITA INTERVENÇÃO ESTRANGEIRA NA LÍBIA

Diante dos ataques desferidos pelas forças armadas seguidoras de Kadafi contra os insurgentes que lutam pela deposição do ditador líbio, comandantes das forças militares que participam dos protestos junto com os manifestantes pediram autorização, não formal, ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, para reagir militarmente contra os ataques aéreos desfechados pelos militares pró-Kadafi. No mesmo tempo, a oposição pediu que a ONU não reconheça no exterior os representantes líbios do corpo diplomático.

Em decorrência de seu caráter defensivo, o nosso exército não pode lançar ataques contra os mercenários”, segundo opinião Adbelhafiz Hoga, porta-voz da oposição, que é formada por trinta membros representando todas as regiões da Líbia, entre eles cinco jovens que entraram no combate desde o primeiro dia. A oposição solicitou também para a ONU que seja reconhecido o Conselho, fundado por ela, com base na cidade de Benghazi.

Para a oposição, um ataque aéreo defensivo é muito diferente de uma intervenção militar estrangeira, que é rejeitada por toda a oposição, que até o momento cogita formar, depois da queda de Kadafi, um Estado popular independente.

É diferente um ataque aéreo estratégico em comparação a uma intervenção estrangeira, que rejeitamos”, afirmou o porta-voz.

Hoje, dia 2, representantes dos 28 países integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) vão discutir quais medidas a serem tomadas quanto ao tema Líbia. Existem até o momento duas teses. Uma, que é a adoção de uma zona de exclusão aérea, que é tida como viável. E a outra, é que sejam tomadas medidas mais duras. A segunda é defendida pelas duas nações irmãs siamesas propagadoras da violência intervencionista em outros países, Estados Unidos e Inglaterra.

A questão, principalmente para os Estados Unidos e a Inglaterra, ainda é mesma contada por Brecht, em sua peça teatral Exceção e a Regra, de 1930: o petróleo árabe. A Líbia pode ser imaginada como a cidade de Urga, de Brecht, fonte do petróleo. O comerciante ambicioso e inescrupuloso pode ser os Estados Unidos e a Inglaterra. Entenda-se, a fala do personagem brechtiano diante do público.

Eu sou o comerciante Charles Langmann, em viagem para Urga, por causa de uma concessão de petróleo. Atrás de mim vêm os meus concorrentes. O negócio é de quem chegar primeiro. Com a minha astúcia e a minha energia em vencer dificuldades, e a minha severidade para com o pessoal, consegui fazer a viagem até aqui quase em metade do tempo. Mas infelizmente os meus concorrentes também conseguiram”.

NEM ALÁ ESCAPA DA FÚRIA DE KHADAFI

Um dos pontos lamentáveis da superstição é promover no crente a certeza de que seu corpo é imaterial, não é composto de sistema nervoso, cérebro e mente. Nisso o supersticioso crente se sente indolor. O couro está comendo e ele se reporta aos céus, pela imaginação, crente que seu corpo encontra-se livre da matéria pecadora. O céu é testemunha, imagina ele. Mas estão ali, em seu corpo, as enfermidades criadas pelo mundo que ele, com sua superstição, tenciona protegê-lo.

Foi assim que alguns religiosos seguidores de Alá resolveram, através de suas crenças, protestar contra as atrocidades que vem ocorrendo na Líbia. Os religiosos estavam em plenas orações quando as forças repressivas de Khadafi os expulsou dos céus, mandando-os de volta à Terra. Especificamente na Líbia.

Enquanto isso, a TV Estatal mostrava aos seus telespectadores um grupo de manifestantes pró-Khadafi protestando na Praça Verde, em Trípoli – cidade dominada pelos rebeldes -, contra os manifestantes que pretendem a renúncia do ditador líbio.

Seguindo a sequência da contra partida, em um ponto do distrito de Janzour, um grupo de manifestantes era perseguido pelo braço armado de Khadafi, resultando em mais dois mortos.

Em sua condição de desesperado diante do declínio irrevogável, para seduzir os manifestantes, Khadafi ofereceu US$ 400 para cada família deixar de se preocupar com sua liberdade, e aceitar sua continuidade no poder por outros infinitos anos.

Que Alá os proteja de Khadafi e dos dólares norte-americanos! E por que não dos Euros?

ABDULLAH SALEH, DITADOR DO IÊMEN HÁ 32 ANOS, DISSE QUE OS MANIFESTANTES SÓ TERÃO O PODER PELAS URNAS

A manifestação popular contra o ditador do Iêmen Ali Abdullah Saleh, que vai completar uma semana, vem mostrando a intransigência do governante árabe em querer renunciar ao cargo que já ocupa há 32 anos. Cargo este conquistado através de muita trapaça.

O povo do Iêmen, um dos países mais pobres do mundo árabe, em seus protestos saídos do modelo da Tunísia e do Egito, pede a renúncia do ditador para que o país possa passar por profundas reformas, que alcancem as necessidades da sociedade tão desesperada em seus sofrimentos.

Todavia, Saleh já afirmou que não irá ceder às reivindicações dos manifestantes e que se eles querem acabar com o regime atual que eles consegam o poder através das urnas. “Não aos golpes e a tomar o poder por meio da anarquia e do assassinato. Vocês querem que o regime vá embora – então venham e se livrem dele por meio das urnas”, afirmou Saleh.

Uma provocação própria dos ditadores, visto que durante todos esses anos as eleições no Iêmen foram viciadas, favorecendo os que se encontram detentores do poder.

O ditador, tentando aproximação com seus opositores, afirmou que irá promover reformas eleitorais e deixar o cargo em 2013. Entretanto, a oposição disse que não pode haver diálogo enquanto o povo estiver sendo massacrado pelas forças repressivas do governo.

Hoje, dia 21, na cidade Áden, as forças repressivas mataram um adolescente e feriram mais quatro.

VIOLÊNCIA CONTRA MANIFESTANTES NA LÍBIA JÁ PONTUA MAIS DE 200 MORTOS

A segunda maior cidade da Líbia, Benghazi, foi durante esse domingo palco de um verdadeiro “massacre”, segundo informam as agências noticiosas. A violência promovida pelas forças de segurança do governo líbio, de acordo com alguns médicos, proporcionou mais de 200 mortos e 900 feridos durante os dias de protesto contra o ditador Khadafi, que mais de 40 anos governa o país árabe.

Entretanto, como a presença de jornalistas estrangeiros e o uso da internet estão proibidos, possivelmente os números de mortos e feridos devem ser muito maiores. Muitas pessoas foram mortas e feridas, nesse domingo, durante o funeral de pessoas que haviam sido mortas nos dias anteriores.

A maioria das vítimas tinha ferimento a bala – 90% na cabeça, no pescoço e no peito, principalmente no coração”, afirmou a médica do Hospital Jala, Braikah, à emissora BBC.

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

  • Manaus é, talvez, a única capital do Brasil que os programas esportivos dominicais da mídia nacional não comentam seu futebol.

  • Enquanto em outros estados os campeonatos chegam ao fim, em Manaus nada.

  • Governador reza para Deus interferir nos negócios dos homens: Copa em Manaus.

  • Escritor amazonense que escreveu carta em defesa da filha de Amazonino acusado de nepotismo é agraciado a ministrar curso de teatro pela prefeitura.

  • Jornal pretere matéria democrática para privilegiar matéria policial.

  • Jornal publica matéria democrática  descartando jornalismo marrom.

  • Reforma de Centro de Atendimento à Criança-CAIC custa à prefeitura R$ 452 mil.

  • Quase dois meses da gestão “Futuro Melhor”, e o transporte coletivo continua no mesmo.

  • Buracos continuam atentos aos pedestres e carros.

  • Depois de ser visto saindo de um restaurante em Florianópolis triste, Serafim aparece alegre em Banda.

  • Depois de mostrar pessimismo quanto à justiça eleitoral, ex- secretário municipal vibrou com recondução da ilustre juíza Maria Eunice.

  • Disputa pela Reitoria da UFAM mostra candidatos comprometidos com a direita manauara.

    Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

  • Manaus, uma cidade onde alaga a cada temporal.

  • Na hora da chuva, a população se vira como pode.

  • E a prefeitura, que não fez nada antes, nada fará depois.

  • População comenta casos de dengue hemorrágica.

  • Na CMM, crianças são ensignadas a fazer política.

  • Onde “Parlamento Jovem” é uma forma de infantilização.

  • Prefeitura quer impor “consciência urbana” na desurbanização.

  • Onde o saber científico sempre se aproveitou do saber tradicional.

  • Onde o índio foi transformado em exótico show-man.

  • Suspeita de apagão elétrico continua.

  • Onde líder sindical é também assessor do Governo do Estado.

  • Moradores continuam a reclamar da demora de atendimento da Defesa Civil.

    Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

  • Deputado chama governador de autista e discrimina portadores da síndrome.

  • Propaganda da prefeitura insinua que o Bolsa Família é obra sua.

  • Falta constante de energia nos bairros deixa moradores angustiados.

  • Cresce o número de dengue hemorrágica em Manaus.

  • De endêmica, a dengue em Manaus já se mostra epidêmica.

  • Atendimento de casos de dengue em SPA’s aumenta.

  • Mesmo com mais casos de dengue, autoridades médicas afirmam seu controle.

  • Faltas e atrasos de ônibus continuam a deixar o usuário desesperado.

  • Vereadores de Manaus usam o termo cultura como civilização.

  • Vai e vem parlamento jovem na senilidade parlamentar da CMM.

  • Moradores reclamam da demora de atendimento do Centro de Zoonoses de Manaus.

  • Moradores reclamam da demora de atendimento da Defesa Civil em Manaus.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

  • É visível o aumento de pacientes em SPA no ano eleitoral.

  • Excesso de pacientes em SPA cria desentendimento e paciente agride médico.

  • Chuvas em Manaus vitalizam o Projeto Posseidon.

  • Passa Fácil torna-se entrave difícil para IMTU.

  • Imprensa não divulga certas a data e a dimensão da proibição do Passa Fácil.

  • Psicólogo e Assistente Social brigam pela festa do chefe.

  • Depois de desaparecer a imagem da CMM da TV, agora desaparecem os vereadores.

  • Ratos novos repetem ação dos parentes da antiga sede da CMM: invadem a nova.

  • Outdoor sobre o Dia da Mulher revela nada saber sobre opressão hominista.

  • Festival de música da floresta reafirma a alienação de nossos músicos.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

Manaus, uma cidade que, sem invasões, não existiria.

Mesmo assim as invasões são vistas na totalidade como criminosas.

Mas a ausência histórica de política habitacional não é tida como crime.

Ruas mudam de nome sem sequer notificação aos moradores.

Deputados dizem que Zona Leste “pode” ter um centro de referência familiar.

Com problemas na educação fundamental, prefeitura quer atuar no ensino superior.

Programa Municipal Universidade para Todos é um ralo de falhas.

Aprovado o programa, serve mais aos empresários do que aos estudantes.

Campanha para a vereança se intensifica nos órgãos públicos.

Todos os prefeituráveis narcisados votariam em si mesmos.

E continua a falta d’água na Zona Leste.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

PONTOS DO BURACO NEGRO

Buraco Negro em Esquizo-Análise é um sistema que captura corpos para se alimentar

MEC não aprova Residência de Dermatologia da Fundação Medicina Tropical.

Diretor da Fundação, Sinésio Tallhari, fica frustrado com a decisão do MEC.

Residência de Dermatologia era a vaidade do diretor.

Preocupada mais com a divulgação da Dermatologia, direção esquece a Residência em Infectologia.

Esquecimento da divulgação da Residência em Infectologia leva até o dia 29 a data de sua inscrição.

A maior parte dos candidatos à Residência em Infectologia é de outros estados.

Se convidado a voltar à Fundação Medicina Tropical, Dr: José Carlos Ferraz, diz que não aceitará.

Mensagens de Boas Festas da maior parte dos vereadores são feitas com clichês.

Vereadora deseja à Manaus de 2008 votos de continuação de 2007.

A eleição do deputado Sinésio à presidência do PT leva muitos filiados a se preocuparem com a imagem do partido diante da opinião pública.

Marketing da prefeitura não livra o Núcleo 16 da Cidade Nova da falta de água.

Cortar o Buraco Negro só a Linha-Devir-Potência…

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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