Arquivo para a categoria 'Agricultura'

DILMA DISPONIBILIZA 18 BILHÕES PARA CRÉDITO DA AGRICULTURA FAMILIAR

Em resposta à lista de reivindicações apresentada ao governo há mais de um mês pelos movimentos dos trabalhadores rurais, no Grito da Terra Brasil, o ministro, Pepe Vargas, do Ministério do Desenvolvimento agrário anunciou que o governo federal vai disponibilizar 18 bilhões para crédito de custeio e investimento à agricultura familiar na safra 2012/2013. Até o fim de junho, durante o anúncio do Plano Safra de Agricultura Familiar, será divulgado o detalhamento dos recursos.   

“A presidenta Dilma disse que se forem necessários mais recursos, vamos viabilizar mais”, afirmou o ministro.

Foi a própria presidenta Dilma Vana Rousseff, em reunião com representantes das entidades do campo lideradas pela Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), apresentou do governo aos 138 itens de reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. O ministro afirmou que mais R$ 4 bilhões, além dos R$ 18 bilhões, devem chegar aos agricultores familiares através de outros programas, como os de assistência técnica e aquisição de alimentos.

Por sua vez, Alberto Broch, presidente da Contag, disse que é preciso analisar as respostas para fazer um balanço geral das respostas recebidas do governo. Segundo, Broch, os trabalhadores agrícolas saíram contentes com o que ouviram.

“Houveram avanços importantes principalmente nos custeios e investimentos e descontingenciamento da assistência técnica, mas outros pontos não avançaram. Para a reforma agrária o descontingenciamento é pouco”, disse Broch.

Sobre os movimentos sociais ligados ao campo relacionados às desapropriações eles pediam pelo menos R$500 milhões, disse Broch. 

PEC DO TRABALHO ESCRAVO É APROVADA EM SEGUNDO TURNO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS, MAS NÃO AGRADOU OS RURALISTAS. É BOM

Deputados, trabalhadores rurais e defensores deram vivas à aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo em segundo turno, ocorrida na Câmara dos Deputados. Na opinião do deputado Marco Maia (PT/RG), a aprovação da PEC expressa o protesto dos deputados contra o trabalho escravo. Ele disse também, que os cinco deputados e cinco senadores que formarão a comissão que irá produzir o texto à ser votado no Senado, devem estabelecer a diferença entre o que é trabalho escravo e o que é desrespeito à legislação trabalhista.

“O importante é a demonstração que o Parlamento passou ao Brasil que não é mais possível que convivamos com situação análoga ao trabalho escravo. Foram nove anos entre a votação do primeiro e segundo turno da PEC.

Precisamos ajustar melhor a legislação, inclusive, para estabelecer prazos, definir quem tem o poder de julgar as situações onde for necessária a desapropriação de terra em função de trabalho escravo”, afirmou Marco Mai.

Por sua vez, o deputado Luiz Carlos Heinze, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária disse que votou contra a PEC porque não foram corrigidas nela as distorções, mas que os trabalhadores são contra o trabalho escravo e espera que o Senado faça as correções.

“Tentamos, exaustivamente, um acordo até a hora da votação para uma proposta que alterasse o Código Penal, uma vez que estas questões constantes da PEC são trabalhistas e não de trabalho escravo. O assunto é puramente trabalhista. Esperamos que o Senado faça as correções que não conseguimos fazer”, lamentou o ruralista.

A PEC determina que as propriedades rurais e urbanas onde foram encontradas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo sofrerão expropriação e passaram a integrar os programas de reforma agrária e habitação popular. Os proprietários não terão direito a nenhuma indenização. Também todos os bens de valor econômico apreendidos, decorrentes do tráfico de entorpecentes e escravo serão confiscados.

POR FORÇA DA TRAMA DOS RURALISTAS MAIS UMA VEZ A CÂMARA ADIA A VOTAÇÃO DA PEC DO TRABALHO ESCRAVO

Depois de ser adiada na terça-feira a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/2001 do Trabalho Escravo por imposição de questionamentos da reacionária bancada ruralista, ficando transferida a votação para ontem, quarta-feira, novamente foi adiada. Os parlamentares aceitaram a proposta do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RG), líder do partido, para que a PEC seja votada no dia 22.

A PEC do Trabalho Escravo tramita pelo Congresso há mais de dez anos, e só teve sua primeira votação em primeiro turno no ano de 2004. Há uma grande mobilização da sociedade brasileira para sua aprovação. São organizações Não Governamentais, entidades dos Direitos Humanos, Movimentos dos Negros, estudantes, trabalhadores rurais, índios, centrais sindicais e o próprio governo federal todos preocupados com o andamento da votação para que a situação de opressão trabalhista não continue a vigorar.

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia (PT/MG), que durante todo o dia de ontem tentou articulara a aprovação da PEC, os parlamentares estão buscando entendimentos para que a aprovação da matéria seja por unanimidade.

“Há uma discussão sobre o que é trabalho escravo e o não cumprimento da legislação trabalhista precisa ficar mais claro”, disse Marco Maia.

Defendendo a posição de sua base, Moreira Mendes (PSD/RO), presidente da reacionária Frente Parlamentar da Agropecuária, afirmou que eles não nada do que vem sendo divulgado: que são contrários a PEC. Para ele esse entendimento não é correto.

“Somos literalmente contra o trabalho escravo. Queremos tranquilidade e segurança jurídica para aprovar. Não temos nenhum problema com o texto da PEC, mas com a lei infraconstitucional sobre o tema”, dissimulou Mendes.

Por sua vez, o deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP), com um discurso fortemente nazifascista, contestando a matéria que destina a reforma agrária terra na qual seja flagrada a utilização de mão de obra escrava, disse que sua propriedade vale mais que a vida de qualquer ser humano.

“Se eu, na minha propriedade, matar alguém, tenho direito a defesa. Se tiver bom advogado, não vou nem preso. Mas se der a um funcionário um trabalho que será visto como trabalho escravo. Minha esposa e meus herdeiros vão ficar sem um imóvel. É uma penalidade muito maior do que tirar a vida de alguém. A espinha dorsal da Constituição brasileira é o direito d a propriedade”, orou nazifascistamente o deputado da extrema-direita. 

Já a não votação por mais uma vez da PEC surpreendeu o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ).

“Eram 418 deputados, todos a favor e não se vota a PEC. Vai se consolidar o quê? Todo senso comum sabe o que é trabalho escravo”, considerou estupefato Chico.

STF ANULA TÍTULOS DE FAZENDEIROS GRILEIROS EM RESERVA DOS ÍNDIOA PATAXÓS HÃ-HÃ-HÃES

Por um placar de 7 a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam os títulos falsos de mais de 30 fazendas e empresas agropecuárias que se instalaram abusivamente na terra Caramuru-Paraguassu de propriedade dos índios Pataxós Hã-Hã-Hães.Uma reserva que fica nos municípios de Camacan, Pau-Brasil e e Itaju do Colônia, no sul da Bahia.

Os invasores da reserva indígena de 54 mil hectares que foi demarcada em 1930, deverão deixar a terra por força da ação ajuizada pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) há quase três décadas.

A primeira liminar favorável aos indígenas ocorreu em 2008, quando o relator ministro Eros Grau votou, mas a execução da decisão provisória nunca aconteceu. Alguns meses depois o caso foi ao plenário, mas o ministro Direito Menezes pediu vista para analisar a ação. Todavia, dias depois ele morreu, substituindo-lhe o ministro Antonio Dias Toffoli que se determinou impedido de participar do julgamento por ter ocupado o cargo de advogado-geral da União.    

Porém, embora a matéria não estivesse em pauta ontem, dia 2, a ministra Carmen Lúcia, percebendo e entendendo que a situação é grave na reserva, onde já morreu pessoa e ocorrem constantes agressões, porque os índios estão ocupando a terra a força, ela pediu para que entrasse em pauta.

O julgamento foi retomado e a ministra entendeu que os títulos que os grileiros possuíam eram todos nulos, mas ela não atendeu a reivindicação da Funai para que as terras fora da reserva sejam desocupadas, porque para a instituição elas também pertencem aos índios, conforme estudos antropológicos mostram.

Os ministro que construíram o placar de 7 juntos com a ministra Carmen Lúcia foram Joaquim Barbosa, Rosa Weber, Ayres Britto, Cezar Peluso e Celso de Mello, e o anterior voto do ex-ministro Eros Grau. O responsável pelo voto 1 foi o ministro Marco Aurélio de Mello que também foi contra colocar o tema na pauta.

Falando sobre o julgamento o presidente do STF, ministro Ayres Britto disse que um patrimônio para nós é material, mas para os índios é material e imaterial.

“O patrimônio nosso, um terreno, uma casa, é material, mas para o índio é muito mais que material, é imaterial. A terra é uma alma, é algo espiritual”, proferiu seu saber antropológico o ministro Ayres Brito.

A decisão do STF foi profundamente relevante e exemplar, principalmente quando se sabe que existem no Brasil milhares de extensões de terras griladas e que os proprietários usurpadores conseguiram os títulos delas com ajuda de cartórios mafiosos que fraudam documentos agrários em troca de um substancial pagamento. Como já ocorreu em terras do Amazonas em que um só grileiro conseguiu títulos da maior parte do estado.

O Legado da Agaricultura Indígena – sábado na Feira de Orgânicos

CONVITE

RODA de Conversa da Feira de Orgânicos

(Neste sábado o tema é alusivo aos Povos Indígenas)

Quando: Dia 21 de maio (10:30h – 11:30h) – Auditório do MAPA

TEMA: “O Legado da Agricultura Indígena Amazônida”

Palestrantes:

Charles Clement (INPA) – “Agrobiodiversidade da Amazônia indígena”;

Orlando Paulino (Embrapa) – “Terra Preta de Índio: Construção da fertilidade e da estabilidade de solos na Amazônia”;

Glenn Shepard Jr. (INPA) – “Castanha da Amazônia: A gigante domesticada pelos índios amazônicos”.

LOCAL: Feirinha de Orgânicos da APOAM, no Ministério da Agricultura (MAPA), Av. Maceió, Adrianópolis.

DATA: Sábado, 21 de maio, às 10:30 h no Auditório do MAPA.

A Feira de Orgânicos acontece todos os sábados a partir das 7 h!!

Venha prestigiar os esforços dos agricultores em produzir alimentos saudáveis que não degradam a saúde humana e a natureza.

Realização:

-APOAM – Associação dos Produtores Orgânicos do Amazonas

- REDE TIPITI – Sistema Participativo de Garantia da Qualidade Orgânica do Estado do Amazonas

- SINPAF-AM Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

Apoio: Fórum de Agroecologia do Amazonas

Contatos:

9158 6241 / (Márcio Menezes) 9114 2012(Elisa Wandelli)

DILMA LANÇA PROGRAMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO NO CAMPO

 Com o objetivo de formar agricultores em universidades e em cursos técnicos para que depois seus saberes sejam aplicados na produção do aumento de produtividade das pequenas empresas e garantir a distribuição de renda, a presidenta Dilma Vana Rousseff  lançou o Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo). Na prática o programa vai usar disciplinas e material condizentes com a realidade do campo. O que se realizará como uma educação diferenciada. As metas do programa estão previstas para o período 2012-2014.

        Os estados, municípios e Distrito Federal terão apoio financeiro e técnico do Pronacampo para que sejam implementadas as políticas de ensino voltadas para áreas de quilombolas e escolas de áreas rurais.

      Quatro são os eixos em que o programa está dividido.

      1 – gestão e práticas pedagógicas.

      2 – formação de professores.

      3 – educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica.

      4 – infraestrutura física e tecnológica.

     O programa tem também o direcionamento de atingir uma área grande de moradores dos quilombolas e assentamento de reforma agrária que vivem em extrema pobreza, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e que pela educação podem mudar suas condições de existências.

     “Estamos apostando que esta geração e, sobretudo, que uma outra geração vai se beneficiar com tudo isto, mudando a feição do campo brasileiro, garantindo que ele será um local digno de se morar.

    Dentro de nossa estratégia de combate à miséria no país, este programa é um dos eixos estratégicos, porque aposta não retirar as pessoas da condição de miséria, mas em garantir que as gerações futuras tenham um outro tipo de horizonte, de oportunidades pela frente.

     E isso não se faz sozinho, mas em parceria com governadores, com entidades representativas do campo”, afirmou Dilma.

A VIDA COMO É NA NÃO CIDADE E NO INTERIOR DE MAUÉS-AM

Como marca das cidades no interior do Estado do Amazonas, Maués é uma cidade de contrastes. Há pessoas pobres e pessoas ricas. Casas simples e mansões. Algumas surgidas de uma hora para outra. Muitas delas de secretários e funcionários da prefeitura, por exemplo. Há mansões de comerciantes com muros altos. Há aquelas que estão invadindo áreas destinadas a banhistas na ponta da Maresia. Os donos da praia resolveram construir obras em local público, um deles, coletor aposentado da Receita Federal, agente público que deveria dar exemplo, se é que se pode dar exemplo. Assim como na não cidade Manaus, em Maués as casas também andam. Rumo à praia.

Por falar em contrastes o ex-prefeito de Maués, Sidney Leite está condenado pelo TCU por não ter aplicado verbas federais na construção de uma fábrica de redes na cidade. E logo em Maués que todo mundo  gosta de rede a indenização deveria ser mais do que esses 13, 5 mil.  Por causa disso está inelegível nas próximas eleições. No rio Apocuitaua, na comunidade chamada Liberdade na administração desse mesmo agente construíram um prédio onde funcionaria uma fábrica para processar os derivados da cana de açúcar. Não foram plantados os canaviais e o prédio deteriora-se às margens do rio.

Sem querer ser repetitivo mais o fato nos obriga a ser, não podemos deixar de nos manifestar sobre duas obras que já vai pra mais de cinco anos e elas não são concluídas. Trata-se da orla da frente da cidade e da estação hidroviária. As duas estão paradas. Estão envolvidas somas milionárias e não são concluídas. Não são obras de difícil execução, mas deduz-se que as empreiteiras que ganharam a licitação não possuíam capacidade técnica e operacional para realizarem a obra. A estação hidroviária só tem capacidade para atracar uma embarcação, a rampa de descida, como já nos manifestamos anteriormente, possui colunas fora dos padrões para suportar caminhões com  toneladas de cargas. A rampa destinada aos passageiros é estreita e o prédio, assim como a fábrica no rio Apocuitaua também está deteriorando-se.

Enquanto isso, a vida das pessoas, do povo no interior, especificamente no Alto Apocuitaua é de trabalho, labuta diária para sobreviver, caçando, pescando, fazendo farinha, plantando e tendo que conviver com a carestia de produtos básicos, mas também com a tranqüilidade de viver sem medo numa relação simbiótica com o meio. Essa relação é contada por trabalhadores, gente do povo do Alto Apocuitaua.         

Janderlei  Lacerda da Silva, morador da comunidade São João do Pacoval. Morando atualmente  na comunidade do Maçarico,  com a sogra. Trabalho com mandioca na produção de farinha.  O trabalho com a mandioca consiste na colheita que é levada  para o barracão, no segundo dia a tiramos a casca e em seguida passamos no motor, antes era no ralo de lata de querosene,  para ficar a massa. Depois desse processo misturamos a massa para deixar casar durante um dia, no dia seguinte ela é prensada para ficar seca e formar o delicioso caroço e depois ela é torrada. Essa é uma forma de trabalho aqui na Liberdade. É um produto não valorizado, apesar de ser trabalhoso não é  lucrativo, em média a saca é vendida por R$ 50,00 ou R$ 60,00 reais. Isso é uma baixaria vender por esse preço. Da mandioca é extraímos ainda o tucupi, a tapioca e a crueira da qual se faz o mingau com castanha do Pará que é muito delicioso. Tudo isso serve para vender e é um meio para manter nossa sobrevivência. Isso ocorre de janeiro a janeiro. Fora essa atividade temos também a colheita do guaraná nos meses de novembro  e dezembro. Esse é um produto mais valorizado do que a farinha. Consumimos caças e peixes apanhados só para nosso consumo. Com a política do governo não podemos mais matar caças para vender. Mas aqui quando alguém tem comida ela dá ou troca com outro alimento como farinha.

Antônio Almeida, artesão,  cultivador de guaraná, castanha, açaí,  graviola, bacaba, caju, laranja, lima, limão, mucajá, tangerina, saputi, caramuri, uichi, piquiá, tucumã, cupu e mais outras mais. No momento estou investindo na plantação, sobrevivo da extração nativa. O retorno dessa produção é muito demorado, é por isso que as pessoas não cultivam. Além do trabalho como agricultor desenvolvo um trabalho como escultor, sem financiamento, mas  pretendo expor meus trabalhos. Possuo umas cinqüenta peças e reproduzo animais da floresta. Estou explorando o que a natureza me dá. A madeira que utilizo é o molongó e a itaúba.

Gênesis da Silva – A vida do interior é muito diferente da vida na cidade, aqui não há outra forma de vivência. Você tem que desmatar, fazer uma roça ou outro tipo de plantação. Se a pessoa não fizer isso ela não sobrevive. Esse bolsa floresta diz que não é para desmatar mas aqui não tem jeito.  O governo deve aumentar o salário da bolsa floresta para melhorar a vida das pessoas. Meu pai trabalha com moto serra, o trabalho dele é tirar madeira, sendo que no lugar de uma derrubada já é plantada outra no seu lugar.

 Marcos Diones Pereira – nosso modo de vida é muito ruim. Vivemos do trabalho  pesado e fazemos isso para sobreviver, da roça, do guaraná. Vendemos farinha e tiramos para nosso consumo. Há fartura, temos muito peixes, no período das chuvas é muito difícil para pegar alimento. Nas cheias é bom para a caça. A caça é  só para o consumo. Extraímos da mata a castanha para vender. A lata da castanha do Pará custa R$ 20,00. A produção este ano está fraca. Quando dá muita castanha cai o preço da lata.

Jeremias  Silva e Silva –  Sou artesão, carpinteiro. Iniciei fazendo uma canoa, as pessoas gostaram e encomendaram duas. Estou com pouco tempo trabalhando. Trabalho também fazendo casas. Utilizo marupá, madeira branca, trabalho com itaúba, madeira pesada e dura muito tempo. A de marupá dura dois anos. Outra fonte de renda nossa  é a fabricação de farinha. A vida no interior é muito diferente da cidade. Tem uma parte boa e uma parte ruim. A parte boa é que a gente vive tranqüilo, sem medo de ser assaltado, morto. A desvantagem é que as coisas são muito mais difíceis,  principalmente relacionadas com a alimentação. Para comprar as coisas temos que ir à cidade. Existe um comércio na comunidade mais é muito mais caro. O preço aqui é dobrado do da cidade.

Nesta comunidade eles participam do projeto Pro-Chuva que consiste no armazenamento de água da chuva em tanques de 1.000 litros.

O INCRA iniciou a construção de casas para os trabalhadores,  mas até a presente data, assim como as obras na não cidade de Maués também estão paradas.

Como se vê, os contrastes são de classes. Há os pobres, trabalhadores que sobrevivem com a labuta dia-a-dia. Trabalhando na roça, fazendo farinha, canoa e recebendo os R$ 50,00 reais da bolsa floresta, mais a bolsa escola. Há os ricos que só são ricos porque exploram a força de trabalho do operário, do trabalhador. Mas há também, o rico, lambaio que não explora a força de trabalho do outro, mas que se locupleta de dinheiro público para fazer mansões de uma hora para outra sem nunca ter tido uma fonte de renda que justificasse tal empreendimento.

Assim é a vida em Maués, assim é a vida no interior do Estado do Amazonas.         

RELATÓRIO DA CGU MOSTRA IRREGULARIDADES NO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E CONAB

Muitas irregularidades foram encontradas na pasta do Ministério da Agricultura e na Companhia de Abastecimento (Conab) de acordo com o relatório divulgado pela Controladoria-Geral da União (CGU).

De acordo com o relatório as irregularidades mais graves, como referentes gerenciais e de contratos, encontram-se na Conab, que é um órgão vinculado ao Ministério da Agricultura. Um prejuízo potencial de R$ 228 milhões de subvenções pagas indevidamente a empresas que não respeitaram as regras do programa foi encontrado nas operações do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). Outro prejuízo de R$ 20,5 milhões foi computado em 2010, relativo à prática de deságio, em que empresas contratadas pelo governo pagaram ao produtor menos que o preço mínimo determinado em contrato.

O relatório da CGU mostra que há erros de gerenciamentos de dados. Há pelo menos 10 mil processos envolvendo a companhia, gerenciados de forma errada. Há ainda denúncia da venda de um terreno em área nobre de Brasília, gerando prejuízo à companhia. Além da liberação de R$ 8,2 milhões para uma empresa de armazenagem realizada por ordem do diretor financeiro da Conab, Oscar Jucá Neto, que serviu de motivo para demissão.

Referente ao Ministério da Agricultura, o relatório mostra um prejuízo de aproximadamente R$ 1,1 milhão motivado por uma contratação indevida da Fundação São Paulo (Fundasp) que é mantenedora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP). Foram encontrados erros na contratação de serviços gráficos e de comunicação, na contratação de planos de saúde para adidos agrícolas, contratação de serviço de análise laboratorial relativa a agrotóxicos e na aquisição de equipamento de informática.

O relatório da CGU mostra claramente que o combate à corrupção do desvio do dinheiro público no governo da presidenta Dilma segue os moldes do governo do ex-presidente Lula. Hoje, no Brasil é impossível não se saber para onde foi um centavo desviado dos cofres públicos. Fato que em governo passados, como no de Fernando Henrique, não ocorria. Muito pelo contrário. A Polícia Federal, que é o órgão que trabalha conjuntamente com a CGU, no governo do PSDB encontrava-se manietada.

Agora, as duas entidades estão comprometidas profundamente em combater o perverso abuso de apropriação do dinheiro público feito por indivíduos corrompidos.

DILMA ASSINA DECRETO DESAPROPRIANDO TERRAS REIVINDICADAS POR QUILOMBOLAS

Depois de 12 anos de luta reivindicando a desapropriação das terras quilombolas Brejo dos Crioulo, no norte de Minas Gerais, os quilombolas vão sentir a certeza de que as terras de seus antepassados lhes pertencem de origens.

A presidenta Dilma Vana Rousseff assinou decreto desapropriando as terras reivindicadas pela comunidade quilombola. Com o resultado do decreto, 500 famílias de remanescentes de escravos que viviam nas terras vão ser beneficiadas.

A luta é de anos, mas na terça-feira ela se acirrou com um grande número de quilombolas em Brasil reivindicando seus direitos. Durante a manifestação, alguns deles se acorrentaram em uma placa em frente ao Palácio do Planalto com o intento de sensibilizar o governo. E não é que sensibilizaram. Claro que a intenção de Dilma em assinar o decreto já vinha de tempos passados.

Ontem, para concretizar o fato agrário, os manifestantes foram recebidos pela presidenta Dilma, e pelo Secretário-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, responsável pela relação do governo junto aos movimentos sociais.

De acordo com os quilombolas, dos 17 mil hectares da terra, 13 mil hectares são ocupadas pelos fazendeiros que vão receber uma indenização paga pelo governo federal para deixarem a área. De acordo com denúncia de quilombolas, os fazendeiros realizavam constantes atos de ameaças e violências contra eles. O que já é notório em casos agrários. Agora os quilombolas se preparam para conseguir o título da terra.

É um começo. Hoje, vivemos em vila e não dá para plantar”, afirmou um dos representantes do grupo, José Carlos Oliveira Neto.

COMISSÃO PASTORAL DA TERRA E SOCIEDADE PARAENSE DE DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS REPUDIAM DECISÃO DO STJ DE LIBERTAR MANDANTE DE CHACINA

Em 1985, no município de Marabá, no estado do Pará, o fazendeiro Marlon Lopes Pidde foi acusado de mandar sequestrar, torturar e matar seis trabalhadores rurais. O caso ultrapassou fronteiras e passou a ser conhecido no mundo inteiro.

Diante da pressão, o fazendeiro simplesmente desapareceu, ficando foragido durante 20 calmos anos. Em 2006, todavia foi previamente preso. Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mandou libertar o mandante da covarde e cruel chacina.

Diante da violência jurídica, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos manifestaram repúdio contra a decisão do STJ, que segundo as duas entidades, o ato de libertar o covarde mandante afirma a morosidade da Justiça.

Para dar continuação ao seu repúdio, as entidades vão encaminhar denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o Tribunal de Justiça do Pará, e encaminhar informação à Comissão de Direitos Humanos dos Estados Americanos (OEA).

Segundo as entidades, “a polícia paraense nunca empreendeu esforços para prender o fazendeiro”, e por isso “ele foi duplamente beneficiado” pela lentidão do processo judicial que consumiu 22 anos entre a chacina e o julgamento na Comarca de Marabá e quatro anos até a apreciação do Tribunal de Justiça do Pará.

Para as entidades, o comportamento do judiciário paraense contribui para a violência no campo, porque ele favorece a impunidade.

ADIADO O JULGAMENTO DO RECURSO DE TARADÃO, ASSASSINO DA IRMÃ DOROTHY STANG, PARA ANULAR SUA CONDENAÇÃO

A pedido do Ministério Público, foi adiado para a próxima terça-feira o julgamento do recurso do fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, vulgo Taradão, que tenta anular a sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, que condenou o predador a 30 anos de reclusão – houve quem quisesse mais – por assassinato, a tiros, da missionária norte-americana irmã Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no Pará. O pedido de julgamento do recurso estava previsto para ontem, dia 30.

O adiamento tem como objetivo dar tempo para a relatora da apelação, juíza Nadja Nara Cobra Meda, a procuradora do Ministério Público Mariza Machado da Silva Lima e os outros integrantes da 1ª Câmara Criminal Isolada examinem um vídeo apresentado pela defesa de Taradão. O pedido para que o vídeo de três minutos fosse exibido e apresentado no processo só foi protocolado na noite do dia 29, fora do prazo legal. Qualquer nova prova deve ser apresentada no mínimo três dias antes do julgamento para que todas as partes possam ficar cientes da documentação.

De todos os acusados que participaram do crime e foram condenados, somente Taradão encontra-se solto. Os outros quatro estão presos. Taradão recorre da sentença em liberdade provisória, e nega qualquer participação no crime.

Coisa de Taradão: não tinha nada ver com nenhum dos implicados. Incrível. Mas foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado por força de todas as provas encontradas contra sua “ingênua inocência”. Coisa de Taradão, o predador de Anapu, a quem a missionária Dorothy Stang lutava contra sua ambição desenfreada.

DEFESA DO MATADOR DA IRMÃ DOROTHY QUE ANULAR A CONDENAÇÃO

A defesa do fazendeiro Taradão, cujo nome verdadeiro é Regivaldo Pereira Galvão, que foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato, em 12 de fevereiro de 2005, no município de Anapu, no Pará, da irmã missionária Dorothy Stang, entrou com pedido de cancelamento da sentença, porque, segundo ela, houve “cerceamento da defesa”.

Hoje, dia 30, a 2ª Vara do Tribunal do Júri do Pará julga a apelação. Por sua vez, a Congregação Irmãs de Notre Dame, da qual a irmã Dorothy era membro, divulgou uma nota onde contesta o pedido dos advogados de defesa de Taradão. Para as missionárias não existem fatos novos para que a apelação seja aceita.

Apelar é direito do condenado, mas (ele) não consegue, uma vez mais, apresentar um fato verdadeiro para sustentar sua inocência ou sua distância como mandante do crime”, diz parte da nota.

Mas para o advogado de defesa Jânio Siqueira, “houve uma série de nulidades” que invalidam o julgamento. De acordo com ele, uma delas foi a má redação de um quesito que fora formulado pelo Conselho de Segurança que induziu o júri ao erro.

No questionário para os jurados a pergunta foi mal dirigida, e a nossa tese era de negativa de coautoria, e a pergunta que foi feita, no nosso entendimento, foi mal formulada, induzindo os jurados a condenarem meu cliente”, disse o defensor do assassino.

Da forma como foi conduzido o julgamento, com as provas levantadas pela acusação, e mais as investigações que levaram ao desfecho da condenação de Taradão, que para alguns a sentença foi pouca, a apelação da defesa do assassino é pura apelação. Condenado seu cliente, ele pretende encontrar formas de chamar atenção da opinião pública e da Justiça para um caso que se encontra encerrado.

Enquanto a defesa de Taradão pretende anular seu julgamento, o Ministério Público Federal no Pará pede proteção para os trabalhadores rurais ameaçados de morte, possivelmente por fazendeiros e desmatadores, personagens a quem interessam o silêncio dos ameaçados.

O MPF pediu aos órgãos de segurança, como a Polícia Federal, que investiguem a origem das ameaças, dos mandantes e os executores.

MINISTRO DA AGRICULTURA PEDE DEMISSÃO DIZENDO TER RECEBIDO PRESSÃO DOS FILHOS E MULHER

Uma decisão familiar. O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em carta entregue à presidenta Dilma Vana Rousseff, na noite de ontem, pediu demissão de seu cargo, segundo ele, por pressão de seus filhos e mulher.

Com seu ex-ministério sob acusação de suspeita de corrupção e irregularidades como a publicada pela suja Veja, revista da extrema direita que tem ojeriza aos governos populares, principalmente da América Latina, em que afirma, em reportagem, que o ministério cometeu irregularidades na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e a denúncia feita pelo Correio Brasiliense, em que denunciou que o ministro usava o jato executivo de uma empresa que mantinha contrato com o ministério, Wagner Rossi, acusou o golpe: pediu arrego.

“Nos últimos 30 dias, tenho enfrentado diariamente uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova. Nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impropério no trato com a coisa pública”, diz parte da nota. Em seguida, Wagner Rossi, afirma que se defendeu das acusações “com documentos comprobatórios que a imprensa, solenemente, ignorou”.

Em sua nota, há uma parte que chama atenção não só dos que se encontram preocupados com as acusações e a demissão, mas aos que acompanham as partidas sujas promovidas por extremistas da direita ocorridas durante os governos Lula, e, agora, durante o governo Dilma. A nota não é uma insinuação, é uma indicação.

Wagner Rossi, diz que sabe de onde saíram as denúncias que a suja Veja, publicou juntamente com o resto – o resto – da imprensa patológica.

“Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem a capacidade de pautar Veja e Folha e de acumular tantas maldades fazendo com reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias”.

Perguntam-se: “Quem seria esse político com tal mente maligna?”

Um signo que busca entendimento além da obviedade, é a afirmação do ex-ministro que pediu demissão por pressão dos filhos e da mulher. Se ele, ao ser indicado para a pasta, aceitou por pressão dos filhos e da mulher, justo está que ele tenha pedido sua demissão por esse motivo. Mas se ele aceitou o cargo por livre arbítrio, sua demissão deveria sair de sua decisão particular, e não da pressão de outros.

Nesse entendimento, o óbvio acredita que o ex-ministro ao deixar a pasta por pressão dos filhos e da mulher, não queria sair. O que significa que não valeu seu pedido de demissão. 

MINISTÉRIO PÚBLICO DO PARÁ PEDIU A PRISÃO PREVENTIVA DOS ASSASSINOS DOS LÍDERES EXTRATIVISTAS

Preocupada em garantir a ordem pública e a tramitação do processo sem ameaças às testemunhas e nem ocultação de provas, a promotora Amanda Lobato, do Ministério Público do Pará, ofereceu denúncia e pediu a prisão preventiva do fazendeiro e desmatador José Rodrigues Moreira, dono das terras onde fica o assentamento, e mandante do crime, seu irmão Lindonjonson Rocha e Alberto Nascimento, executores dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua companheira Maria do Espírito Santo.

O pedido de prisão preventiva dos acusados ocorreu depois que o MP/PA recebeu os documentos das investigações da polícia e ter ouvido as testemunhas. Com essa base, os três serão julgados de acordo com a participação no crime. José Rodrigues, mandante, homicídio duplamente qualificado; Lindonjonson e Alberto Nascimento, por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com MP/PA, o que moveu os acusados a perpetrarem os assassinatos dos líderes extrativistas era retirar o assentamento das terras, que, segundo o mandante, fora comprada por ele.

Ato Público em defesa da vida e da terra-Tarumã

Convite Comunidade Novo Paraíso

A Comunidade Novo Paraíso, no Tarumã-Açú, situada numa área
de difícil acesso, gerando grande dificuldade no escoamento de sua produção de alimentos, num gesto nobre de solidariedade, estar á DISTRIBUINDO GRATUITAMENTE, 9 (nove) toneladas de produtos (macaxeira, banana, pepino, cheiro-verde, coentro, abacaxi, 200 frangos vivo, entre outros produtos).

Venha buscar alimentos de alta qualidade e sem agrotóxicos!

Dia: 28 de Julho de 2011.

Local: Canteiro Central do Terminal 1 (Próximo

Viaduto do Boulevard).

Horário: 07:30

Traga a Sacola e Não Falte!!!

INQUÉRITO RESPONSABILIZA TRÊS POR ASSASSINATOS DE EXTRATIVISTAS, MAS CPT ACREDITA EM MAIS

Embora o inquérito aberto pela Polícia Civil do Pará que investigou os assassinatos dos líderes extrativistas José Cláudio da Silva e sua esposa Maria Espírito Santo tenha chegado ao fim responsabilizando três pessoas como mandantes dos crimes, para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o inquérito não deve ser encerrado porque pode haver outros mandantes.

Segundo a conclusão das investigações apresentada pela Polícia Civil, o mandante dos assassinatos foi o fazendeiro José Rodrigues e os executores foram seu irmão Lindojonson Silva Rocha e Alberto Lopes Teixeira.

Não há dúvidas quanto à autoria e execução do crime”, afirmou o diretor de polícia do interior, delegado Sílvio Maués.

Como alguns trabalhadores rurais e assentados da região haviam afirmado que o casal estava ameaçado de morte por sua luta em defesa da floresta e suas denúncias contra os desmatadores que exploravam madeira ilegalmente, a CPT entendeu a decisão da polícia em divulgar o nome dos responsáveis pelos crimes e terminar o inquérito muito precoce. Para a entidade de defesa da terra, a decisão pode ajudar outros mandantes a escapar da responsabilidade de se encontrarem envolvidos no caso.

A gente espera que as ações da polícia não parem por aí, pois esse crime não foi um fato isolado. As evidências de extração ilegal de madeira, irregularidades fundiárias e uso ilegal de terras públicas ainda existem.

Os executores foram beneficiados duplamente pela demora e pela decisão do juiz, que negou decretar a prisão deles. Mesmo que seja gora, dificilmente eles serão localizados e presos.

Desde o início das investigações, as testemunhas que foram ouvidas apontaram a participação de outros proprietários e madeireiros como mandantes junto de Moreira. Temos convicção de que ele não agiu sozinho. Mais pessoas podem ter tomado a decisão de mandar matar o Zé Cláudio”, analisou o advogado da CPT, em Marabá, José Batista Afonso.

BRASIL SEM MISÉRIA EXALTA AGRICULTURA FAMILIAR

No lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, em Francisco Beltrão, no Paraná, a presidenta Dilma Vana Rousseff posicionou a agricultura familiar no centro das prioridades do projeto Brasil Sem Miséria, onde o primeiro seguimento é o reforço da produtividade na ponta mais desenvolvida da cadeia; e o segundo seguimento é o aumento da produção entre agricultores em que o desenvolvimento econômico esteja mais fragilizado.

Através do plano, receberão mais incentivos para a venda e transporte da produção e ajuda com sementes e insumos 750 mil famílias rurais que têm uma renda per capita inferior a R$ 700 por mês.

A agricultura familiar tem sido responsável por um feito extraordinário em nosso país. Esse feito foi a redução da desigualdade social.

O Brasil deve se orgulhar muito de seus agricultores familiares, seus produtores e exportadores mundiais de alimentos”, afirmou Dilma.

Os pequenos produtores, para a presidenta Dilma, são sinônimos de qualidade e de saúde para população, porque eles são responsáveis por 70% dos alimentos do Brasil. Para o governo, a agricultura familiar detém magna importância, porque é um fator tanto de promoção social como de crescimento econômico. Além de quê, a agricultura familiar tem o poder de manter as famílias na zona rural, evitando a explosão demográfica das urbes brasileiras. Sem contar que o setor representa 10% do Produto Interno Bruto e 33% da riqueza do setor agrário.

Agricultores que participaram do lançamento do Plano Safra reconheceram o crescimento do setor nos governo do ex-presidente Lula, e sua continuação com a presidenta Dilma, como também a responsabilidade com a erradicação da fome no Brasil. Aproveitaram, em seus discursos, para pedirem um entendimento para solução das dividas dos produtores.

Queremos ser parceiros para construir, para que todo cidadão e cidadã não passe mais fome. Para isso, temos que continuar avançando na reforma agrária, colocar mais gente no campo para produzir mais alimentos e erradicar de vez a fome e a miséria”, discursou Plínio Simas, da Via Campesina.

DESMATAMENTO E CARVÃO ILEGAL SUSTENTAM SETOR SIDERÚRGICO

O Aço da Devastação”, um estudo do Observatório Social, afirma que o desmatamento e o carvão ilegal sustentam mais da metade do setor siderúrgico brasileiro. O que significa que apesar das políticas para mudar a atividade de desmatamento, que é transformado em carvão, a produção de aço no Brasil está à margem da lei. Um fator que estimula o crime no campo.

O município de Nova Ipixuna, no Pará, é a região onde começa a atividade predadora da floresta com o desmatamento cujo objetivo é transformar a madeira em carvão para abastecer o setor siderúrgico de Carajás.

Foi exatamente por esse motivo que o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram assassinados, em maio, por pistoleiros contratados por desmatadores que haviam sido denunciados pelos dois trabalhadores rurais.

O que chama a atenção para ousadia da incoerência social, econômica e jurídica é que existem mais de 500 fornos produzindo carvão em uma grande estrutura em plena região Amazônia e nenhuma providência foi tomada.

O negócio de carvão ilegal envolve grandes somas de dinheiro e é controlado por empresários e políticos e alto escalão. Tem muitos políticos sendo financiados e visceralmente ligados a esses esquemas”, afirmou Roberto Escapari, do Ibama, em Marabá.

O estudo mostra que 4 milhões de metros cúbicos extraídos de maneira ilegal possibilitam um lucro de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões ao ano.

Se a queima ilegal de madeira fosse suspensa de um dia para outro, o setor siderúrgico brasileiro entraria em colapso”, afirma o estudo.

Para piorar o quadro de ilegalidade, que não recebe qualquer ameaça de punição pelas autoridades, ainda ocorre a exploração da mão de obra dos trabalhadores, que são submetidos a trabalho escravo na extração da madeira e nas carvoarias. Os trabalhadores são expostos a todas as formas de violências trabalhistas. Não usam equipamentos de proteção e não possuem alojamentos que atendam às mínimas necessidades básicas.

O estudo mostra que o Estado do Pará é “sócio” nessa exploração, porque aceita documentos falsos e manipula operações de fiscalização, concedendo que o carvão ilegal seja entregue como se fosse oriundo de uma área regularizada.

Diante dos fatos, o ex-secretário de Meio Ambiente, Walmir Ortega, sintetiza pateticamente a situação.

É praticamente impossível um secretário que queira fazer um trabalho sério permanecer mais que dois ou três anos no cargo”, disse.

Indagado pelos jornalistas como a administração estadual pretende enfrentar o desmatamento, o trabalho escravo e a corrupção na secretaria de Meio Ambiente, o governador do Pará, que é do PSDB, não deu respostas.

EM DEZ ANOS O ESTADO DO PARÁ REGISTROU 219 ASSASSINATOS NO CAMPO, E QUASE NINGUÉM FOI PUNIDO

O procurador José Marques Teixeira, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que participa de audiência pública sobre violência no campo na Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado, afirmou que durante dez anos 219 pessoas foram assassinadas no campo, com apenas quatro condenações e 37 caso não tiveram qualquer instauração de inquérito para apurar as mortes.

Um exemplo dado por José Marques sobre a lentidão e a dificuldade da Justiça agir em casos de assassinatos foi o assassinato do agricultor Antônio Francisco dos Santos, assassinado em Anapu, em 2002.

A delegacia só foi implantada em outubro de 2006. Até então, os inquéritos eram feitos de forma precária pela Polícia Militar.

A forma de apurar só milita no sentido de a impunidade seja sacramentada, ainda que pessoas acusadas de crimes sejam processadas”, disse o procurador.

Para Gercino da Silva Filho, presidente da Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, os principais motivos para a constante violência no campo que leva aos assassinatos de trabalhadores rurais são as grilagens de terras públicas, a ocupação ilegal dessas áreas e a extração ilegal de madeiras. Ainda segundo ele, uma forma de solucionar os problemas agrários são os mutirões judiciais que podem acelerar os processos e inquéritos sobre conflitos agrários.

EX-MINISTRO DOS DIREITOS HUMANOS DIZ QUE O BRASIL TEM RECURSOS PARA COMBATER CRIME NO CAMPO, MAS NÃO USA

O ex-ministro dos Direitos Humanos da Presidência da República do governo Lula, Paulo Vannuchi, diante do aumento da violência no campo, que em menos de dois meses já assassinou seis trabalhadores, sendo quatro trabalhadores rurais do Pará, disse que esses assassinatos são mais graves pelo fato do Brasil possuir recursos e mecanismos para combatê-los.

O Estado brasileiro e todos os seus agentes – judiciários, executivos e legislativos – não se deram conta de que o Brasil tem condições de romper com essa tradição de violência. Há recursos e instrumentos para isso”, disse Vannuchi.

Em sua análise sobre os conflitos no campo, o ministro tomou como ponto de apoio os ataques desfechados pelos agentes do agronegócio, pela mídia e os religiosos quando da terceira versão do Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3).

A lei tem que ser cumprida, a decisão judicial também. Quando ela é contrária aos militantes da reforma agrária, eles próprios compreendem, se retiram. A experiência ocorre há muitos anos sem nenhuma morte no Ceará e em Sergipe”, considerou o ex-ministro.

No entender do ex-ministro, o aumento da violência no campo, que vem matando trabalhadores rurais que denunciam madeireiros e fazendeiros que estão desmatando e deteriorando o meio ambiente, está ligada ao novo Código Florestal Brasileiro, e que se encontra em tramitação no Senado. O Código Florestal, que teve como relator o deputado Aldo Rebelo (PC do B/SP) aponta perdão para os desmatamentos em alguns pontos.

Próxima Página »


Quer linha de corte? Este é esquizo. Acesse:

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Você quer um corte de cabelo para completar o seu corpo ativo vá ao SALÃO DO SOUZA, o cabelereiro do executivo. Rua Rio Javari- Vieiralves

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
SORVETERIA SEMPRE FRIO (Todos os dias, na Praça de Alimentação do Dom Pedro).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Efeitos Justos para Suas Causas.
ADVOGADO ARNALDO TRIBUZY - RUA COMENDADOR CLEMENTINO, 379, SALA C (8114-5043 / 3234-6084).

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Frente Blogueira LGBT

Outras Comunalidades

   

Categorias

Blog Stats

  • 2,485,564 hits

Páginas

 

junho 2012
D S T Q Q S S
« mai    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 77 other followers