Os movimentos sociais aproveitaram a participação da presidenta Dilma Vana Rousseff, no Fórum Social Temático (FST) para protestarem contra o conceito de economia verde que vai predominar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que ocorrerá em junho.
Para os movimentos sociais economia verde não é nada mais do que uma forma de repetir os padrões capitalistas de lucro que estão esgotando as potências naturais do planeta. O encontro foi marcado por vários discursos opostos entre os que são contra a política ambientalista dominante e os que são a favor da postura do governo.
A economia verde, pressuposto central da Rio+20, recebeu forte posicionamento contrário desferido pelo ambientalista boliviano Pablo Solon, para quem o novo modelo de desenvolvimento não deve repetir os mesmos erros dos padrões tradicionais que estão levando o planeta ao esgotamento. Durante sua interferência ele conclamou a sociedade civil para se manifestar em protesto contra a economia verde.
“Assim como vencemos a Alca venceremos essa tentativa de mercantilizar e privatizar a natureza”, disse Pablo.
Durante os discursos ambientalistas que se encontravam na platéia várias vezes interromperam os falantes exigindo que a presidenta Dilma vete o novo texto do Código Florestal, que ainda tramita no Congresso Nacional.
Por sua vez, a sindicalista Carmen Foro, que começou elogiando o governo Dilma cobrou da presidenta a efetuação de antigas demandas dos movimentos sociais, como a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, o fortalecimento da legislação sobre o trabalho escravo e a ampliação da reforma agrária. Ela também censurou a economia verde.
“Não vamos aceitar termos uma economia rotulada de verde, como estão pensando os capitalistas que não têm responsabilidade nenhuma com a sustentabilidade. Vamos fazer a nossa parte, e fazer isso é fazer a crítica e uma grande mobilização, durante a Rio+20, para questionar o modelo, questionar o que vai ser economia verde. Nossa tarefa é de articulação, mobilização do conjunto da classe trabalhadora, vamos globalizar essa luta global”, discursou Foro.
















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